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quarta-feira, 10 de agosto de 2022

Lavagem cerebral


É forte a pressão sobre as nossas cabeças:
Faça isso –
Faça aquilo –
Compre –
Vote –
Conquiste –
Gaste –
Infinita lista de contradições.

Dissonante alucinação,
Na crescente polarização –
De um país desconstruído,
Aniquilado pela ambição.

Lavagem cerebral –
A influência,
Atribuindo ideias fajutas.
O poder da aquisição,
A repaginada santa inquisição –
De santidade não tem nada.

Falsos pudores –
Lobos em peles de cordeiros.
Não disfarçam mais,
Demonstram na cara dura ao que vieram.

Governo nefasto,
Espelhando-se em mentes sombrias.
Sussurrando nos ouvidos,
Despertando velhos espíritos malignos.
Escondendo-se em trapaças,
Teatro macabro -
Promovendo antagônica comoção.

Remexendo os pauzinhos –
Puxando a sardinha para o seu lado.
Almejando a maior parte do quinhão,
Lá fora, a violência em explosão.

Corpos aniquilados –
Mutilados –
Em nome de quê?
A favor de quem?

Velha ditadura velada,
Não mais em doses homeopáticas.
Barril de pólvora,
Na iminência de explodir -
Salve-se quem puder.

Os poderosos blindados,
Por uma falsa percepção.
Entretanto, a população –
Sob o poder da gentrificação.
Represada em becos e vielas,
Áreas denominadas de favelas.

Vícios ilusórios


Vícios e virtudes –
Contradições e solicitudes.
O amargo sabor,
Indo ao contrário do verdadeiro paladar.
Como sobreviver –
Apenas com o mínimo?
Entregue ao marasmo –
Concepções,
Desnorteado em decepções.

A felicidade,
Momento tardio –
Este comumente não chega.
O que nos mantém vivos,
É a esperança –
De que algum dia possa ser melhor,
Do que hoje –
Do que ontem –
Ou de anos atrás.

Caminhamos lentamente,
Apoiados em uma bengala invisível.
Muitas das vezes nos arrastando,
Escondendo-nos atrás de falsos sorrisos.
Sob uma falsa máscara da hipocrisia,
Fingindo está tudo bem.
Quando na verdade sabemos,
Que o mundo desmorona –
Sobre as nossas cabeças,
Dilacerando os corações.

É um amanhecer atrás do outro,
Em que nada modifica a realidade –
De solavancos e atropelos.
Os governantes de um país ilusório,
Seguindo com os desmandos -
Recriando utópica sensação de segurança,
De onde não enxergamos –
O trajeto da bala perdida,
Que sempre encontra algum corpo distraído:
Para se alojar nele.

Há controvérsias –
Questões tenebrosas –
Perversas índoles –
Mal caratismo –
Afugentando a fantasia,
Na lavagem cerebral cotidiana.

A resiliência na queda vertiginosa,
Acabando com os sonhos surreais –
De alguma conquista,
Mais um número  - Estatística.

terça-feira, 9 de agosto de 2022

Caminhos extremos

 

Grosserias –
Mandatos –
Desmandos –
Conchavos.

Em nome de quem?
A ditadura do poder,
Alta concentração de psicopatia.
Será que testemunharemos:
Mais um dia?

A vida segue o seu curso,
Em meios aos recursos –
Talvez desumanos.
Mais corpos estendidos ao chão,
Lavados de sangue.
Consequências do caos,
Vítimas da alucinação.

Mentes perversas,
Condensadas pela maldade –
E manipulação.
A violência mostrando ao que veio,
A humanidade e as escolhas erradas.
O mal uso do livre arbítrio,
Condenando uma raça inteira.
Auto se flagelando –
Por prazeres imediatos e perecíveis.
Na busca infinita –
Por manter um status ilusório.
Mentiras e mais mentiras,
Em uma rede de conspiração.

A resiliência –
Também sofre as consequências,
Promovendo as baixas;
Sem motivos aparentes.
Retaliações de uma guerra,
Travada entre o bem e o mal.

A quem se perca –
Pelos extremos dos caminhos,
Excluídos sem motivos aparentes -
Descortinando uma atmosfera cinzenta.

Há quem saiba lidar,
Ou aprenda a conviver –
Não se deixando abalar.

Nem todo mundo é igual,
Sigo de cabeça erguida.
Com o tempo,
O aprendizado vai ganhando forma.
No destempero,
Confirmando o velho ditado popular:
“Antes só do que mal acompanhado.”

Dimensão turbulenta

Muitas das vezes,
O destino envia os seus recados –
Demonstrando os seus sinais.
Fingindo-nos de cegos,
Ou não querendo ler nas entrelinhas –
A releitura se torna ineficaz.

Nem sempre em tudo há uma razão,
Ou qualquer entendimento –
Para ser.
Lembranças de energias passadas,
Reverberando pela memória.
As sensações tocando em braile,
Ecoando as reações.

Nesta realidade,
Sobrevivemos entorpecidos –
Em abundante crueldade.
O caos nos rodeando,
Em qualquer direção.
Almejando com toda força,
Um instante de alegria.
E nem ao menos somos lembrados,
Na correria diária – Fragilizados.
Bibelôs na estante,
Adeptos à sujeira.
Imóveis – Aniquilados,
Apenas um receptor qualquer –
Em meio à tantos outros,
Buscando algum significado.

O motivo para coexistir,
Em uma dimensão tão turbulenta.
Onde os julgamentos,
São atribuídos de forma gratuita.
Ninguém perde tempo,
Em averiguar os fatos.
Abastecendo-se de achismos,
Alimenta a indústria do cancelamento.

O mundo –
As pessoas mergulhadas na intolerância;
De pavio curto,
Defendendo ideias vis -
Não abrangendo o espaço para o discernimento,
Causando tremendo estardalhaço.

Somos poeira cósmica,
Algum dia voltaremos a sermos pó –
Sem nenhuma significância.

Extrema polarização

 


Estamos em pleno século XXI –
Emergindo a extrema polarização.
O absurdo acontecendo –
Diante de faces incrédulas,
Deixando-nos estarrecidos.
Complô tramado –
O caos orquestrado.

Não importa a maneira,
Em demonstrar o serviço.
Sangue derramado –
Inocentes dizimados.
Não há compaixão,
O bom senso deixado de lado.

Tragédias enigmáticas,
Vozes hostis –
Virtudes problemáticas.

É sempre o mesmo jogo:
O de poder.
Com os pobres:
Literalmente a se foder.
O xadrez viciado,
A manipulação –
Em alta dosagem.
Dissonante alucinação,
Não é miragem.
Onde não enxergamos,
Efêmera salvação.

Na guerra desleal,
O caráter comprado.
Leva quem paga mais,
O alvo certeiro –
Em qualquer direção.
Favorecendo quem tem:
Maior teor aquisitivo,
Na ordem do proativo.

Qual será o nosso futuro?
Mal podemos olhar de soslaio,
Que sofremos alguma repressão.
Ou por motivos fúteis,
Não somos poupados.

A natureza humana,
Revela-se em sua forma –
Cruel – Perversa  -
Mais arbitrária.

Mesmo que saibamos,
A perfeição não existe.
Mas o discernimento das ações,
Deve se fazer presente –
Culminando em bons atos,
Levando o bem para todos.

A convivência é a convicção,
Em uma via de mão dupla –
Afim de atingirmos os objetivos.
Porém, com o andar da carruagem,
Estamos bem distante da realização.

sábado, 6 de agosto de 2022

Energia positiva

 

O antagonismo  da sobrecarga de ser,
No despertar da apoteose –
Da consciência.

No desconcerto –
O arremedo da vida,
Congratulações de uma experiência  -
Fatídica,
Mas que possui as sua tolerâncias.

Quantas vezes as estradas seguem por desvios?
Os quais tão inimagináveis –
Na bifurcação do mesmo sentido.
A derme marcada por cicatrizes,
A alma por imagens inconfundíveis.

O som –
A música –
Vai nos levando em banho Maria,
Deixando-nos nostálgicos.
Ultrapassando os obstáculos,
Tropeçando nas pedras –
Colocadas de propósito.

Infelizmente, fazendo-nos de ingênuos,
Ou ao ponto de ser volúveis.
Bailamos conforme a dança,
Sem fazer com que saíamos do ritmo.

Os dias são como um turbilhão,
As emoções afloradas -
A pele sensível.
Como nos mantermos fortes,
Ao ponto de não mais desabar?

Acredito que ainda:
Haverão muitos - Amanhecer –
Repletos de luz,
Sem que sejamos oprimidos.
Por uma força incapaz –
De se compadecer.
Testemunharemos muitas realizações,
Embora, o futuro se mostre abstrato.
Devemos colocar as nossas cores –
Energia positiva nele.
O Planeta Terra resiste –
Resiliente –
Feito a humanidade.

Pleito de gentrificação

 


A luta não é de hoje,
É de sempre.
Aos nossos irmãos negros,
Inseridos em batalhas desleais.
O racismo gritado –
Propagado aos quatro ventos.
Julgados pela cor da pele,
Tão injustos,
Quanto as palavras –
Que rasgam a alma.

Como brancos,
Abrandamos a situação:
Colocando panos quentes,
E não deve ser assim.
Esta forma de tratamento,
Nunca terá um fim?
Mas o buraco é mais embaixo,
Ninguém nasceu para ser capacho.

Qual é o nosso lugar de fala?
O bom caratismo –
Adicionado a perversa atmosfera.
Os companheiros crivados de bala,
Uma política armamentista –
Alimentando os números,
Dessa incrédula estatística.
Triste término –
O pleito da gentrificação.
Baixo poder aquisitivo –
Luta social –
Gerando absurdos,
Subvertendo a lealdade.

O vislumbre do desmantelo,
Vil realidade.
Incompreensão crucial,
Sem alguma justificativa.

Por onde andará –
A serenidade dos fatos?
A sutileza dos atos?

Uma população,
Andando na via contrária ao progresso.
O governo ferrenho –
Promovendo o retrocesso,
Abarrotando os barracos com a fome

O pobre –
Favelado –
Sem alguma condição,
Lutando pela sobrevivência.
Às vezes, pedindo esmola –
Clamando por misericórdia –
Sem nenhuma clemência.

De cabeça erguida,
Na retaguarda –
Somente a vontade de vencer.
Em atropelos –
Na plateia –
Assistindo a vida perecer.

Base de sustentação


As palavras bailam pela imaginação,
Tumultuando os pensamentos –
Organizando as ideias,
Extravasando nas pontas dos dedos.
São mágicas,
Incandescentes –
Sobrepondo-se em perfeita ilusão.

O magnetismo –
Atrai-me além dos sonhos,
Não posso me conter.
Olhar de lince em plena descontração,
Alimenta o alicerce –
A base de sustentação.
Talvez se não fosse,
A loucura se apossaria de vez.

A escrita –
Tema recorrente,
Na pluma leve dos sonhos.
No vislumbre da aurora boreal,
Constante verter das fábulas.
Desenhadas –
Inúmeras – Milhares de vezes,
Reinando em único espaço.
Expandindo-se no interior da alma,
Tamanha projeção.

No ápice da inspiração,
Equalizando –
Promovendo a harmonia.
Desvanecendo a aura sombria,
Também acinzentada –
Abrindo os espaços para a luz,
Dissonante sintonia.
Abrangendo a sinergia,
Em compassos frementes.
Deixando-me –
Levar pelas correntezas de um rio límpido,
Onde tudo é perspicaz.

E por mais que algum dia,
Exista a corda bamba –
Caminharei de cabeça erguida,
Buscando para continuar o equilíbrio –
Tão necessário –
Nesta longa jornada,
Transformando-a na mais leve.
Entre papéis, canetas –
E canalização.


sexta-feira, 5 de agosto de 2022

Ilusão de poucos

 


Qual a necessidade de tantos atropelos?
Sem nenhum intermediário -
Dando com a cara no chão.

A vida e suas incógnitas,
E nenhuma artimanha –
Para abrandar as feridas.
Corroendo os velhos marasmos,
Nas trilhas das incertezas.

A força destruidora,
No formato do mal.
Equalizando as confusões,
Isento de indagações.
Vão tomando conta,
Desfazendo os princípios –
Sem algum atributo.

Por onde andará as responsabilidades,
De quem não às têm?
A crueldade dilacerando vidas,
Desconstruindo sonhos.

A capacidade intolerante,
Vil descortina mentes sombrias.
A natureza sem refúgio,
Nem muito menos abrigo.
No fator inoperante,
Em que nada acontece –
Apenas destrói.

A questão da ilusão de poucos,
Salvaguardando inúmeras espécies.
Enquanto, a maioria devasta –
Poluindo e extinguindo –
Tudo o que existe neste processo.

Qual é mesma a razão –
Para conviver com este martírio?
Onde milhares e milhares de vidas,
São perdidas –
Não há alguma explicação.
Vão se esvaindo na tristeza,
Ou de repente,
Na contramão do destino.

Os gritos são ouvidos,
Mas nunca compreendidos.
Por um desgoverno –
Por uma humanidade –
Sem noção dos fatos.
Atordoados –
Pelos labirintos desorientados.

Mídia programada


As pessoas têm que aprender –

A cuidar de si,
Também dos demais.
Não deixando-se levar –
Por ideias de manipulação.
A mídia programada –
O marketing dizimado.

Os veículos de comunicação,
Ganhou mais um aliado:
As redes sociais –
Navegando por nossas percepções,
Fake news –
Em modo aleatório –
Em meio às notícias.

Neste emaranhado de fibras ópticas,
Quem é que fala a verdade?
No entremeio do caos,
Todos têm as suas opiniões –
Não desejando ficar calados.
Muitas das vezes,
Não leva ninguém a nada –
Ou a lugar nenhum.

Mentes expedicionárias,
Perdendo-se no próprio trajeto.
A arte da dissimulação,
Aos montes,
Em meio à tantos desertos.
Ordens sem objeções,
Pensamentos e obstruções –
Corpos entregues a objetificações.

Por detrás de uma tela,
Julgando-se inatingível.
Os bens escalonados,
O ápice da babaquice.
A vulnerabilidade da grande maioria,
O mau estar –
Atribuído as canalhices.

Desafetos em construção,
A democracia posta em perigo –
Vencida e vilipendiada.
A sem-vergonhice,
Mostrando a sua cara.
Sem algum pudor,
Na falta de estrutura –
Tamanha armagura.