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terça-feira, 9 de agosto de 2022

Extrema polarização

 


Estamos em pleno século XXI –
Emergindo a extrema polarização.
O absurdo acontecendo –
Diante de faces incrédulas,
Deixando-nos estarrecidos.
Complô tramado –
O caos orquestrado.

Não importa a maneira,
Em demonstrar o serviço.
Sangue derramado –
Inocentes dizimados.
Não há compaixão,
O bom senso deixado de lado.

Tragédias enigmáticas,
Vozes hostis –
Virtudes problemáticas.

É sempre o mesmo jogo:
O de poder.
Com os pobres:
Literalmente a se foder.
O xadrez viciado,
A manipulação –
Em alta dosagem.
Dissonante alucinação,
Não é miragem.
Onde não enxergamos,
Efêmera salvação.

Na guerra desleal,
O caráter comprado.
Leva quem paga mais,
O alvo certeiro –
Em qualquer direção.
Favorecendo quem tem:
Maior teor aquisitivo,
Na ordem do proativo.

Qual será o nosso futuro?
Mal podemos olhar de soslaio,
Que sofremos alguma repressão.
Ou por motivos fúteis,
Não somos poupados.

A natureza humana,
Revela-se em sua forma –
Cruel – Perversa  -
Mais arbitrária.

Mesmo que saibamos,
A perfeição não existe.
Mas o discernimento das ações,
Deve se fazer presente –
Culminando em bons atos,
Levando o bem para todos.

A convivência é a convicção,
Em uma via de mão dupla –
Afim de atingirmos os objetivos.
Porém, com o andar da carruagem,
Estamos bem distante da realização.

sábado, 6 de agosto de 2022

Energia positiva

 

O antagonismo  da sobrecarga de ser,
No despertar da apoteose –
Da consciência.

No desconcerto –
O arremedo da vida,
Congratulações de uma experiência  -
Fatídica,
Mas que possui as sua tolerâncias.

Quantas vezes as estradas seguem por desvios?
Os quais tão inimagináveis –
Na bifurcação do mesmo sentido.
A derme marcada por cicatrizes,
A alma por imagens inconfundíveis.

O som –
A música –
Vai nos levando em banho Maria,
Deixando-nos nostálgicos.
Ultrapassando os obstáculos,
Tropeçando nas pedras –
Colocadas de propósito.

Infelizmente, fazendo-nos de ingênuos,
Ou ao ponto de ser volúveis.
Bailamos conforme a dança,
Sem fazer com que saíamos do ritmo.

Os dias são como um turbilhão,
As emoções afloradas -
A pele sensível.
Como nos mantermos fortes,
Ao ponto de não mais desabar?

Acredito que ainda:
Haverão muitos - Amanhecer –
Repletos de luz,
Sem que sejamos oprimidos.
Por uma força incapaz –
De se compadecer.
Testemunharemos muitas realizações,
Embora, o futuro se mostre abstrato.
Devemos colocar as nossas cores –
Energia positiva nele.
O Planeta Terra resiste –
Resiliente –
Feito a humanidade.

Pleito de gentrificação

 


A luta não é de hoje,
É de sempre.
Aos nossos irmãos negros,
Inseridos em batalhas desleais.
O racismo gritado –
Propagado aos quatro ventos.
Julgados pela cor da pele,
Tão injustos,
Quanto as palavras –
Que rasgam a alma.

Como brancos,
Abrandamos a situação:
Colocando panos quentes,
E não deve ser assim.
Esta forma de tratamento,
Nunca terá um fim?
Mas o buraco é mais embaixo,
Ninguém nasceu para ser capacho.

Qual é o nosso lugar de fala?
O bom caratismo –
Adicionado a perversa atmosfera.
Os companheiros crivados de bala,
Uma política armamentista –
Alimentando os números,
Dessa incrédula estatística.
Triste término –
O pleito da gentrificação.
Baixo poder aquisitivo –
Luta social –
Gerando absurdos,
Subvertendo a lealdade.

O vislumbre do desmantelo,
Vil realidade.
Incompreensão crucial,
Sem alguma justificativa.

Por onde andará –
A serenidade dos fatos?
A sutileza dos atos?

Uma população,
Andando na via contrária ao progresso.
O governo ferrenho –
Promovendo o retrocesso,
Abarrotando os barracos com a fome

O pobre –
Favelado –
Sem alguma condição,
Lutando pela sobrevivência.
Às vezes, pedindo esmola –
Clamando por misericórdia –
Sem nenhuma clemência.

De cabeça erguida,
Na retaguarda –
Somente a vontade de vencer.
Em atropelos –
Na plateia –
Assistindo a vida perecer.

Base de sustentação


As palavras bailam pela imaginação,
Tumultuando os pensamentos –
Organizando as ideias,
Extravasando nas pontas dos dedos.
São mágicas,
Incandescentes –
Sobrepondo-se em perfeita ilusão.

O magnetismo –
Atrai-me além dos sonhos,
Não posso me conter.
Olhar de lince em plena descontração,
Alimenta o alicerce –
A base de sustentação.
Talvez se não fosse,
A loucura se apossaria de vez.

A escrita –
Tema recorrente,
Na pluma leve dos sonhos.
No vislumbre da aurora boreal,
Constante verter das fábulas.
Desenhadas –
Inúmeras – Milhares de vezes,
Reinando em único espaço.
Expandindo-se no interior da alma,
Tamanha projeção.

No ápice da inspiração,
Equalizando –
Promovendo a harmonia.
Desvanecendo a aura sombria,
Também acinzentada –
Abrindo os espaços para a luz,
Dissonante sintonia.
Abrangendo a sinergia,
Em compassos frementes.
Deixando-me –
Levar pelas correntezas de um rio límpido,
Onde tudo é perspicaz.

E por mais que algum dia,
Exista a corda bamba –
Caminharei de cabeça erguida,
Buscando para continuar o equilíbrio –
Tão necessário –
Nesta longa jornada,
Transformando-a na mais leve.
Entre papéis, canetas –
E canalização.


sexta-feira, 5 de agosto de 2022

Ilusão de poucos

 


Qual a necessidade de tantos atropelos?
Sem nenhum intermediário -
Dando com a cara no chão.

A vida e suas incógnitas,
E nenhuma artimanha –
Para abrandar as feridas.
Corroendo os velhos marasmos,
Nas trilhas das incertezas.

A força destruidora,
No formato do mal.
Equalizando as confusões,
Isento de indagações.
Vão tomando conta,
Desfazendo os princípios –
Sem algum atributo.

Por onde andará as responsabilidades,
De quem não às têm?
A crueldade dilacerando vidas,
Desconstruindo sonhos.

A capacidade intolerante,
Vil descortina mentes sombrias.
A natureza sem refúgio,
Nem muito menos abrigo.
No fator inoperante,
Em que nada acontece –
Apenas destrói.

A questão da ilusão de poucos,
Salvaguardando inúmeras espécies.
Enquanto, a maioria devasta –
Poluindo e extinguindo –
Tudo o que existe neste processo.

Qual é mesma a razão –
Para conviver com este martírio?
Onde milhares e milhares de vidas,
São perdidas –
Não há alguma explicação.
Vão se esvaindo na tristeza,
Ou de repente,
Na contramão do destino.

Os gritos são ouvidos,
Mas nunca compreendidos.
Por um desgoverno –
Por uma humanidade –
Sem noção dos fatos.
Atordoados –
Pelos labirintos desorientados.

Mídia programada


As pessoas têm que aprender –

A cuidar de si,
Também dos demais.
Não deixando-se levar –
Por ideias de manipulação.
A mídia programada –
O marketing dizimado.

Os veículos de comunicação,
Ganhou mais um aliado:
As redes sociais –
Navegando por nossas percepções,
Fake news –
Em modo aleatório –
Em meio às notícias.

Neste emaranhado de fibras ópticas,
Quem é que fala a verdade?
No entremeio do caos,
Todos têm as suas opiniões –
Não desejando ficar calados.
Muitas das vezes,
Não leva ninguém a nada –
Ou a lugar nenhum.

Mentes expedicionárias,
Perdendo-se no próprio trajeto.
A arte da dissimulação,
Aos montes,
Em meio à tantos desertos.
Ordens sem objeções,
Pensamentos e obstruções –
Corpos entregues a objetificações.

Por detrás de uma tela,
Julgando-se inatingível.
Os bens escalonados,
O ápice da babaquice.
A vulnerabilidade da grande maioria,
O mau estar –
Atribuído as canalhices.

Desafetos em construção,
A democracia posta em perigo –
Vencida e vilipendiada.
A sem-vergonhice,
Mostrando a sua cara.
Sem algum pudor,
Na falta de estrutura –
Tamanha armagura.

Sob pressão

 

O poder da imersão,
Transfigura-se na essência.
Devolve o respaldo –
A consciência.

As palavras:
Sabedoria –
Discernimento –
Vasculhando o recôndito do ser.
Na transparência,
Do que é verdadeiro.

Por mais que trilhamos,
Caminhos sem respostas.
Em dado momento,
A razão nos revela o motivo –
Para cada passo dado.
Na incumbência dos atos,
Na indulgência da generosidade.

Jamais devemos nos arrepender -
Do bem praticado.
A benevolência não é fracionada,
É devolvida multiplicada.

É normal pensarmos no dia de amanhã,
Com a lei do retorno –
Mas nunca desejarmos o mal,
Ao próximo.
Embora, a luta diária,
Venha nos brindar –
Com o que não julgamos ser bom,
Para as nossas vidas.

As estradas –
Levam-nos para as vivências inesperadas.
Martelando com pressão em nossas mentes,
Ao ponto de quase nos fazer enlouquecer.

Eu sei o quanto é difícil,
Mantermos em alerta.
Mas com essa sociedade –
Humanidade –
Com a qual convivemos.
Não é nenhuma garantia,
Para sobrevivermos –
Nesta selva de pedra.

quarta-feira, 3 de agosto de 2022

No linear da vida

 

Preciso reagir –
Esta aqui não sou eu:
Entregue ao passar das horas,
Rendida ao marasmo:
Deslizando no tédio.

A vida segue –
Com as suas denotações,
Nas vantagens –
Também desvantagens,
Provenientes de alguma razão -
As quais não sabemos ou não.

Seguimos –
Patinando pelas peripécias estabelecidas,
Discordando sobre algum destempero.
Nem tudo é linear,
O quanto parece ser.

No decorrer do caminho,
Vamos acumulando muitas cargas –
O que nos tornam muito pesados.
Ou seguimos liberando...
Algumas pelo meio dos caminhos,
Para não enlouquecer.

O fardo se torna grande,
Ao ponto de não conseguirmos enxergar –
A um palmo do nosso nariz.
De total resiliência,
Tomando posse –
Na tentativa de respirar,
Não mais sufocar,
Por uma realidade –
Que cada vez mais nos entorpece.

Em tudo procuramos um significado,
Para nos abster dos erros.
Nas prorrogativas equivocadas –
Do despreparo.
Da falta de experiência,
Que vem nos acometer.

É estranho e abstrato,
Sem a perspectiva –
Que nos floresce –
Ao amanhecer.

Pretensão do dom

 

É sempre o mesmo grito –
Sufocado –
Preso na garganta –
Desejando expandir,
Mas que por alguma razão:
É aprisionado –
Surpreendido –
Asfixiado.

Luta remota aqui dentro,
Inconstante.
Dependente,
Unicamente de si mesmo –
Para sobressair.

O dom –
É a pretensão infinita,
Batalha consciente.
Desejando desbravar –
Novos mundos.
Mas que por alguma razão,
Fica restrito em desejos.
Incongruentes desmantelos,
Que a vida oferece.

Na rendição dos contratempos,
Demasiados atropelos –
Impostos pelos destinos.
Na tenacidade –
Com que se cruzam,
Tirando-nos dos trilhos.
Não nos tornando capazes,
Porém, ensinando-nos a buscar –
Outro modo para nós capacitar.
Nesta luta desigual,
Labuta diária – Inconstante.
A questão é tão disforme,
Não gera a igualdade.

Com o corpo esguio,
A cabeça em pé –
Triunfante.
Uma guerra que nos ensina:
A sermos fortes –
Todos os dias.
Mesmo que por dentro,
Corroendo as entranhas.
Encontrando-nos em flagelos,
Às vezes, sentindo-nos derrotados –
Sem nos darmos conta:
De que somos com tal –
Guerreiros,
Neste mundo aventureiro.

Delírio do caos


A visão, às vezes, nem sempre tão clara,
Com um futuro incerto que descortina.
As virtudes –
Em sua maioria não tão amplas,
Como devem ser.

Agindo com interesses torpes,
Grotescos acontecimentos.
Aquisições nem sempre necessárias,
Tirando o foco do que se faz presente.

Não há o empoderamento das palavras,
Quando o que se deseja é a destruição.
Palavras desnecessárias –
Armamento pesado –
Para tirar a mira da atenção.
Dissimulando o valor incompreendido,
Adormecida população.
Em um país descrente,
Total vilania.
As ordens em prol da ditadura,
Não mais velada.
A cada dia,
Aproximando-se de nossas casas -
Apossando-se de vidas alheias.

Um país inteiro,
Em total desequilíbrio.
A polarização armada –
Desbravada –
A cruzada.
Na displicência do desmantelo,
Com o próximo – Nenhum zelo.

O delírio da empreitada,
Abdicando de várias almas.
São pobres –
Para quê tal preocupação?
Desvalorização do bem estar,
Novas armas são implantadas.
Quem poderá nos ajudar?