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segunda-feira, 20 de junho de 2022

Antes de tudo

 

Fico aqui maquinando em meu imaginário,
Observando o mundo através dos andares –
De uma construção.
Como foi este lugar antes de tudo –
Com a sua exuberância:
Em completo verde?

Os meus olhos pregam uma peça,
Desfazendo a intervenção humana –
De tijolos, cimento e asfalto,
Também a torre de fumaça –
Que encobre quase tudo.
São árvores e flores,
Ornamentando para todos os lados.
A natureza não poderia senão,
Ser a mais perfeita.

Porém, de volta a realidade,
Refazendo o foco –
Vejo apenas um amontoado de poluição.
Percebo como poderia ser diferente,
Se não fosse a ocupação e destruição humana.

Somos seres tão insignificantes,
Incapazes de um olhar –
Com mais sensibilidade.
Em nossa perspicácia,
Há somente a fome por devastação –
À procura de recursos,
Fomentando os bens e acúmulos de riquezas.

A natureza empenhada a nós favorecer,
Com o que é necessário –
Para a nossa sobrevivência,
Não visando na escassez de recursos.
Com o andar da carruagem,
Tudo acabará.

Lugar sem direção

 


A natureza humana,
Surpreende-me –
Pelo fato do egoísmo.
Como podemos nos tratar,
A duro modo?
Principalmente,
Aqueles que julgamos –
Serem nossos irmãos.

Não é porque temos uma etnia diferente,
Que obrigatoriamente, precisamos ser inimigos.
Isso é uma vertente totalmente desleal,
Pois a nossa criação foi moldada à mesma maneira.
Nenhum de nós,
É preferencialmente igual ao outro –
Cada um possui a sua particularidade.

Em uma vida terrena,
Marcada pelo ódio –
Onde a predominância é do caos.
Porém, o ser humano,
Possui uma qualidade indescritível:
Por semear o mal,
Por onde quer que passa.
Age tão dissimulado,
Que é capaz de cometer os piores atos.
Em nome da ganância,
E do poder pela ostentação.
Não sendo capaz de analisar –
A própria consciência,
E nem ao menos,
Medindo as consequências.

Diz o ditado:
“Errar é humano,
Mas permanecer no erro é burrice.”

O erro que somos,
Um amontoado de tolos –
Batendo na mesma tecla,
Que não levará a lugar algum.
Mas de um tenho a total certeza:
Ao retrocesso.
Porque o progresso está logo ali,
Entretanto, embasamos –
As atitudes em pequenas frequências,
Que nos mantém presos,
A um lugar sem direção.

sábado, 18 de junho de 2022

Inquietante expectativa


A inquietude da alma sangra –
Feito vertente de um rio,
Na plenitude sonora do ser.
Ecoando no interior –
Tão reconfortante,
Quanto ao ronronar de um dócil felino.

A transmutação da essência –
É uma constante.
No regozijo do entrelaçar das letras,
Que vai tecendo –
Desfazendo o grande novelo,
Nos pontos exatos do crochê.
É tão suave os pensamentos,
Encaixando-se perfeitamente.

Quem me dera –
Se tudo fosse assim.
Mas nos vemos obrigados,
A lidar com as intempéries cotidianas.

O âmago sempre apto,
Para ouvir o ecoar de suas canções.
Em meu mundo lúdico imaginário,
A espera de alguma novidade –
Que me faça vibrar.

Às vezes, a paciência falta,
No entanto, não tenho pressa.
Cada coisa ao seu tempo,
Com as elucidações de um texto.
Não sabemos quais serão os acontecimentos,
Durante os próximos capítulos –
Permanecendo na expectativa.

Pequena centelha

 


Do que  posso falar?
À não ser da verdade que há em mim.

Algumas pessoas –
Podem achar mera tolice.
Mas acredito em uma inteligência superior,
Que me acolhe e me abriga –
Desprezando a futilidade de muitos.

Quase sempre não me compreendo,
Outras vezes, perco-me,
Em pleno raciocínio.
Tudo condiz com a proximidade,
A ressonância da luz -
O que nunca me deixa sentir sozinha.
Posso parecer,
Mas nunca estou.

Não sou ninguém,
Apenas uma pequena centelha –
Como tantas outras,
Desejando o lugar ao sol para brilhar.
Compartilhando os ensinamentos,
Ao menos o pouco que sei –
Para irradiar a vida de alguém.

Por isso, sou grata,
Principalmente, a este momento.
Por está escrevendo,
Imprimindo as impressões de um mundo –
Que poderia ser prazeroso ao extremo.
Porém, os seres humanos,
Cismam em estraga-lo.

Mas a vida é isso:
Vivendo e aprendendo,
Em algum momento ou não.
Pois somos errôneos,
Desde o instante da concepção.
É tropeçando e caindo,
Que podemos adquirir experiências –
E mudar a nossa realidade,
Nem sempre ao nosso modo.

Ostentação alucinógena


O vento ressoando como uma tormenta...
Qual era do absurdo que vai nos entorpecendo?

Jogos de discórdia,
Pouco a pouco minando as ações,
Desbravando um mundo –
Totalmente desconhecido.
Falsas notícias pela mídia,
A adaga à centímetro do peito -
Dilacerando a alma.

Conquistas do lugar imaginário,
Tão torpe quanto as consequências.
Ostentação alucinógena –
Veias entupidas pelo mal.
Ganha quem tem mais poder,
De espalhar o caos.

Vítimas inocentes,
Crueldade à torto e a direita –
Descambando para o terror.
Um círculo que não se abre,
Fechado com o mal.
Vicissitudes dilaceradas,
O egoísmo propagado,
Aos quatro ventos.

Alucinados –
Vamos feito zumbis,
Através de uma resiliência –
Que não existe.
Meros coadjuvantes,
Em meio ao circo de horror.
Espelhados nos olhares,
Autoflagelando-nos –
Sem ao menos sentir.
A falta da graça,
De uma vida surreal.
Onde os eleitos,
São aqueles que acumulam riquezas.
E as esbanjam sem pensar no próximo.

Qual será o destino –
Diante de tal ameaça?

sexta-feira, 17 de junho de 2022

Transitoriedade do espírito


Amanheceu –
Mais um dia.

A névoa densa ao lado de fora,
Abrindo a janela –
É capaz de invadir a casa.
Mal podemos enxergar,
Assim, é o coração.
Às vezes, amarrotado –
Fica cego sem razão.

No momento,
Estou em paz.
Da mesma forma,
Que o nevoeiro se dissipara –
Desvaneceu o cansaço.
O reparador sono,
Feito o sonho –
Reacendeu o desejo por escrever,
A motivação de uma vida inteira.

Aprendi com o tempo,
A não culpar ninguém.
As circunstâncias provém das ações,
Do magnetismo do livre arbítrio –
Acreditando nele ou não.

A transmutação do momento,
O total desprendimento –
Condiz com o discernimento.
Ao sentir o reverberar em nosso cerne,
Vamos seguindo – As surpresas diárias.
Com sobressaltos,
Ultrapassando os obstáculos.
Por ora, errando o cálculo,
Sobrevivendo com algumas escoriações –
E também cicatrizes.

Episódios a este modo,
Fazem parte do repertório.
Por mais que desejamos o contrário,
As nossas vontades –
Nem sempre são atendidas.

A vida aqui na Terra é uma passagem,
Composta de ciclos.
E, na data, em que somos chamados,
Uma nova jornada se reinicia –
Em outra dimensão.
O ritmo depende do compasso,
A qual experenciamos por aqui –
Na transitoriedade do espírito.

Terapia


A escrita –
Salva-me dos empecilhos.
Das angústias,
Que reverberam na alma.

Tenho cicatrizes,
Algumas saradas –
Outras não.

É uma tortura,
O flagelo no desespero.
Desenhar cada letra,
É uma terapia.
O que me faz deixar o caos,
Ao lado de fora.

Não cem por cento falando,
Mas ameniza o fardo.
Que tanto o ser humano –
Carrega dentro de si.

Cada um:
Deve ter o escape,
A válvula –
Para trazer o alívio,
Tão pertinente.

As palavras,
Formando versos –
Frases –
Incentivando a reflexão.

Estamos aqui de passagem,
Em algum momento –
Haverá a transmutação.
O ser revelado na essência,
Que transcende a resistência.


Amplitude da expansão


Tenho o costume de perguntar:
- Quem eu sou?
Neste mero devaneio incongruente,
Fechando-me para todos –
Com medo de sofrer.

Mas as pessoas –
Têm uma triste mania.
De querer se prevalecer,
Diante da fraqueza alheia.
Só consigo enxergar,
A ingratidão em seus olhares.
A vida que desejei,
Foi totalmente diferente –
Da planejada.
(Isso é, se houve o planejamento.)

Talvez tivesse uma visão equivocada,
Do que seria o paraíso.
A dimensão é aleatória e abstrata,
Ao contrário do que poderia imaginar.

O que desejo,
É apenas a amplitude –
Da expansão.
Para que tudo seja notório e perspicaz,
Diferente de tudo o que presenciamos.

Diante de fatos distorcidos,
Sinto-me presa como antes –
Como havia me sentido.

O meu corpo físico cansado,
Diante de uma mente –
Inquieta e febril,
Ávida por novidades –

Por viver o que nunca antes presenciado.

quarta-feira, 15 de junho de 2022

De quem será a culpa?

Ninguém justifica o que não tem razão;

Ninguém explica o que não tem a motivação.

Sobrevivemos carregados –

Imersos sobre a pressão.

Com ameaças visíveis e invisíveis ao nosso redor.

Divididos por classes...

Enumerados pelo quanto se vale.

Os mais fracos procurando se submeter para sobreviver.

Enquanto os endinheirados nos servem as esmolas...

Migalhas jogadas ao leu pelo poder.

Por quanto tempo suportaremos toda esta opressão, de um governo covarde e sem noção.

Sem um pingo de empatia...

Tratando-nos como lixo, 

Satisfazendo-se nos vendo como burros de carga...

Arrastando-nos para receber um mísero auxílio.

Os tempos são outros...

A liberdade de expressão –

Deu lugar a opressão.

O que mais estará para acontecer?

Somos testemunhas ferrenhas de uma pandemia –

Que em pleno século XXI extermina várias vidas...

Cadê os recursos?

Estes mesmos que abastece quem está no topo do poder.

Estes detém o que há de melhor.

E nós a base... 

A que faz a engrenagem rodar, somos os seres invisíveis.

Em nossos peitos permanece a dor de perder alguém ou amigos próximos, obrigados a engolir o choro e prosseguir como se nada tivesse acontecido. E se acontecer novamente, Deus ainda leva a culpa que foi da vontade dEle, será?

Veladamente...

Vivenciamos uma III Guerra Mundial, sem nenhum tiro, porém, com uma arma biológica potente e aterradora. Com um vasto poder de destruição... Invisível e devastador...

De quem será a culpa?


A saga

 

A saga de continuar vivendo prossegue –

Enquanto milhares de pessoas pelo mundo inteiro são acometidas pela morte...

Sonhos sendo deixados de lado –

Desejos prósperos abandonados para trás –

A indignação da incompetência ceifando vidas -

No destempero da realidade que nos acomete.

Vidas invisíveis –

Vidas da elite –

Um peso na balança sem o seu valor real.

Todo indivíduo vale!

Alguns têm mais caráter do que os outros...

Buscamos sobreviver na inércia da desigualdade –

Com políticos e partidos realizando as suas jogatinas, para ver quem leva mais!

Tudo é envolto em um jogo de poder...

Um teatro macabro.

Aonde somos meros números de uma estatística sórdida!

Às coisas já não são mais as mesmas...

Estamos travando uma luta diária.

Há muitos que pensam somente em si, infelizmente.

E outros e outros tantos que pensam nós outros.