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domingo, 10 de abril de 2022

Alívio para a alma

 


Explosões de cores –
Poesia –
Enaltecendo o ser.

Construções psicodélicas,
Reverberando pelo mar –
Não navegado da essência.
Causa e efeito:
Borboletas –
Volitando ao redor.

Com a imperfeição inconstante,
Na constância de sentimentos.
A realização entorpecida,
Do bailado de meus dedos –
Com a caneta sobre o papel.

É tudo tão simples e mágico,
O alívio para a alma –
Em dias repletos de ansiedade.
Talvez por causa –
De algo não ou mal resolvido.

Assim seguimos,
Na incansável busca pela utopia.
Na iminência de alcançar o desejado,
Ao ponto de colocarmos as mãos –
Mais uma vez,
Outra vez –
Acaba escapando do nada.

Entretanto, seguimos com a esperança,
De que o melhor sempre aconteça.
Apesar dos percalços –
Dos tropeços  e obstáculos –
Encontrados pelos caminhos.

No início de tudo:
Moldados para superarmos as dificuldades,
Munidos pelo livre arbítrio.
Nem tão merecedores,
Mas o que realizamos –
Para desfrutar de tal êxito.

Na discordância –
Da linha tênue do tempo,
Desvencilhando dos perigos.
Para quem sabe,
Em algum dia remanescente.
Sermos o abrigo,
Que tanto necessitamos.

quinta-feira, 7 de abril de 2022

Reconstrução visceral


A imperfeição do momento,
Entrelaçando-nos aos percalços.
O caos -  Veemente lamento – Na desordem,
Nau a deriva –
A esse modo nos sentimentos,
Sem abrigo.
A falta do acolhimento.
O sagrado – Ideias profanas –
Andando lado a lado em paralelo.

Incessante busca pelas oportunidades,
Janelas que não se abrem –
Portas que se fecham.
No último momento,
Batendo em cheio em nossas caras.
Insuportável a dor,
Dilacerando a alma.

Diferenciados são os inimigos,
Sorrindo – Tapinhas nas costas –
Falsidade,
Escondendo as verdadeiras intenções.
A sensibilidade ao máximo,
Um olhar atento.
Sentimentos pertinentes e vorazes,
Na contramão do pessimismo.

Ainda há muito para ser construído,
Outro tanto a ser reparado –
E mais ainda a ser dito.
Nem sempre se tornar contraditório é ruim,
Vale muito do ponto de vista.
O olhar sobre o lado correto do prisma,
Impregnando o desejo do bem estar –
Da evolução – Desfazendo o abstrato,
Fomentando o que há de concreto.

Não precisa ser perfeito,
Apenas que haja a coexistência –
Em todos os sentidos.

A construção – A reconstrução –
De um novo modo de vida,
Passando uma borracha:
Em velhos erros –
Antigos hábitos,
Que não nos levam a lugar algum.

Intenso mundo imaginário,
Na lucidez de meus pensamentos.
A ilusão recriando outra realidade,
O metaverso em minha mente -
Afastando-me do que julgo  ser ruim.

A música –
Batida constante do metal,
Desenhando linhas psicodélicas –
Pela visão transcendental.
Em solitude surreal,
Suprimindo até os ossos do corpo –
Movimento visceral.

Posso parecer inconstante,
Este é o meu refúgio.
Subindo cada vez mais a torre,
Permissão para entrar –
Somente por gratidão.
Fora disso, mantenho-me distante.

Em mar aberto –
Navego longe de malfeitores,
E perigo.
Refaço-me como a fênix,
O maior abrigo.
Desvencilhando-me de tolos alardes,
Na utopia indesejada.

As letras –
Papel e caneta –
Na intensidade do momento.
O deslumbramento,
O versejar em prosas e versos.
Constantes são os devaneios,
Realizando a perfeita paisagem.

Extinção em massa


Destruição –
Extinção em massa.
Caminhamos para a triste constatação:
A humanidade não aprendeu nada.

Compactuando com os mesmos erros,
Velando o próprio corpo,
Sem alguma clareza –
Velas invisíveis ao redor.
Performática ilusão de ótica,
Por entre dimensões.

Armando esquemas fraudulentos,
A busca doentia pela riqueza.
Daqui nada levamos de material,
Apenas o que nos compõe: O âmago.

Em uma atmosfera febril e devastadora,
Preocupando-nos com futilidades.
O meu ser em tensa voracidade,
Por algo que se torne essencial –
Plena autenticidade.
A luminosidade dando o ar da graça,
Transcendental –
Em um universo vasto e translúcido.

O êxito aflorando na perspicácia,
Não somente em momentos ínfimos.
Mas que possam a vir –
Na transmutação do eterno,
A sensação do bem estar.
Jamais por um instante – Momentâneo –
E sim, perdure para todo o sempre.

Embora, mantendo-nos de pé,
Apesar dos obstáculos –
Ainda com todo o seu magnetismo e mistérios,
Faz com que possamos ser resilientes –
Perante as adversidades.

O lado terreno –
Corroendo as expectativas.
Impondo-nos perspectivas,
Nem sempre condizentes,
Com o que desejamos.

Poesia na alma

 


A arte permeia a vida –
Mesmo antes de nascer.
As circunstâncias –
O deslumbramento oferecido,
O desejo de ser melhor.

A poesia –
Mergulhada na alma.
Poeira incandescente –
O ar puro,
Transmutando-se nós pulmões.

Vertiginosa guinada –
Rarefeito,
Cortina de fumaça.
Revertendo privilégios,
No desconcerto de outrora.

A visão embaçada,
De nada impede –
Pelo contrário:
Réplica todos os sentidos.

Aurora boreal,
Iluminando o céu –
A qualquer hora,
Momento de desafios.

A cada dia –
Um obstáculo a ser ultrapassado.
Milhões e milhões de anos,
A serem projetados -
Na atmosfera terrestre,
Subtraindo a destruição.

Toda via é um lamento,
Uma ladainha.
Mas que não desvanece a beleza.
Há sempre um novo horizonte,
A ser redescoberto.
No esplendoroso nascer do sol,
E também ao se pôr.
O descanso –
Recuperando as energias.

Há algo novo a ser feito,
Há conquistas a serem realizadas.
Mesmo que no momento presente,
Não se faça por entender.

Um espaço desconexo,
Um caminhar fora da linha.
Mas com o passar do tempo,
Tudo enfim, fará sentido –
Encaixando-se feito as peças,
De um quebra cabeça.


terça-feira, 5 de abril de 2022

Estado opressor


Estado opressor –
Fomentando leis,
Incrementando a estupidez.
A população o desfavor,
Não mais a guilhotina.
A ordem é outra,
A desordem total.

Uma bala no peito,
Ou mais uma na cabeça.
Ao que nos reserva,
O pobre favelado.
Ser for preto,
O alvo no corpo.
Julgamento pela cor,
O conteúdo contradiz:
O que eles dizem – A capa.

Produzindo a gentrificação,
O governo sem coesão.
Fingindo-se de surdos,
As vozes da periferia –
Ecoando a dor.
Malfeitores –
Reproduzindo o sofrimento.
São sempre as mesmas notas,
Palavras decoradas –
No mal sentido replicadas.
Lançadas na mídia,
Sem nenhum teor de sentimento.
Os moradores –
O que nos resta é o estarrecimento.
Com tanta crueldade,
Emudecidos pela maldade.

Seres humanos,
Moldados na mesma forma.
Com pensamentos diversos,
Personalidades distintas.

O ato primitivo da diversidade,
Asfixiando-nos –
Cortando na carne,
Dilacerando a alma.

Qual será o futuro,
Neste mundo cruel e imundo?
Crianças presenciando crimes,
O trauma carregando no âmago.
O cerne arrasado,
Presente sem perspectiva.

Qual será a alternativa,
Para se desvencilhar de tantos gatilhos?
A vida em rota de colisão,
Saindo dos trilhos.
Incrédulos –
Como zumbis, andarilhos.

Sem a vez na trilha de oportunidades,
Uma sociedade sem o mínimo de empatia.
Espalhando o caos –
Disseminando a balbúrdia e a barbárie.
No vislumbre de um genocídio,
Escancarado, a olhos vistos –
A céu aberto.
Várias testemunhas,
Antes acobertando, camuflados na noite.
Em tempos atuais –
Ao raiar do sol, ou a pino,
Escondendo-se em desculpas desqualificadas.
Em que nada comunicam –
Ou respondem tal perversidade.
Apenas destorcem os fatos,
Na tentativa de não ser a próxima vítima –
Fugindo da nefasta estatística.

domingo, 3 de abril de 2022

Carta para a humanidade IV

 

Infinita lógica se condensando,
Pelo azul do meu céu.
Como posso ser transparente?
Se sinto as energias me desfigurando.

Na tentativa de surpreender,
Sempre acabo em decepção.
Às vezes, a insignificância vem,
Mas não me abalo  -
Caminho em solitude.
Nos passos que me abastecem,
Uma conversa sobrenatural.
Paralela com a realidade,
Reverberando em minha mente.
O que alguns diriam:
Por telepatia,
Energizando-me no palco surreal.

Nada mais tem importância,
Somente as sensações:
De sentir –
E, principalmente, ficar bem.
Na capacidade de me desconectar com o caos,
E fazer com que a sinergia aconteça.

O DNA ecoa em meu âmago,
Irradiado pelo espaço sideral.
Religando-se com outras dimensões,
Fluídos de bilhões de grãos de poeira estrelar –
No entremeio de galáxias.

De onde sou?
Quem eu sou?
Por que vim parar aqui?

São questões –
Que por algum momento pesam na cabeça.
Porém, deixo as dúvidas de lado,
Com o único ensejo de prosseguir.
Distanciando-me de vícios fúteis,
Que não levam a lugar algum.

O raciocínio maior,
O discernimento de se redescobrir –
Culminando na expansão.
Transitoriedade do cerne,
Fugindo das armadilhas impostas.
Apenas um alerta:
Nem tudo é o que parece,
Na triste ilusão –
De julgar o livro pela capa.

A humanidade não está pronta,
Para o deslumbre da tecnologia.
O futuro na Terra é um lugar incerto,
Sujeitas à pequenas providências.

O tanto que se foi falado,
Erros cometidos  -
Sangue de inocentes derramados em vão,
Milhares de vidas ceifadas.
Pela incompetência humana,
Pela incapacidade de não se redimir.

O espelho do passado,
Transfigurando-se em um portal.
Como um filme nos mostrando:
O que de fato possa vir,
E no presente –
Mostra-se claramente,
O sofrimento humano.

O elixir de vida para alguns,
É a agonia do outro.
Alimentando-se como demônios,
Sobrecarregando toda uma existência.
Assassinatos por futilidades,
Apenas para fomentar a vaidade.

Destruição em massa –
Para quê?
Qual o propósito de tudo isso?

Somos todos iguais,
Perante a Natureza -
E a sua lei é implacável,
Somos meros mortais –
Diante de sua força.

O oxigênio –
O dom da vida,
Cada dia impregnado de poluição.

Nunca nos corrigimos,
Nunca nos mostramos fracos.
Somente no momento da morte
(Para alguns),
Na hora da passagem
(Para outros).
O ser humano –
Não detém nenhum poder.
Quem aniquila o seu semelhante,
Impõe a própria sentença –
Um dia lhe será cobrada.

A voz da razão

 


O futuro é uma caixa de surpresas,
Várias dúvidas pairam sobre as nossas cabeças.
Porém, devemos viver um dia de cada vez,
Sem pensarmos muito no que ainda estará por vir.

No entanto, devemos nos policiar,
Para que as próximas gerações –
Possam usufruir do meio ambiente.

A Natureza pede ajuda!

O ser humano –
Individualista e mesquinho,
Escraviza – Tortura –
Retirando de si os recursos naturais.

Chegará um dia –
Um momento ao ser percebido,
Será tarde demais.
Na tentativa de recalcular a rota,
Inevitável colisão de desejos.

A humanidade é egoísta,
Com pensamentos inúteis –
Visando margens de lucros.
Onde o raciocínio para o bem,
Não coexiste –
Priorizando tamanha destruição.

O aquecimento global,
Os desequilíbrios das chuvas –
Provocando tragédias.

Há algo muito sério acontecendo,
E a causa disso tudo está –
Na incapacidade,
De não enxergarmos com exatidão –
Do que o Planeta Terra realmente necessita.
Principalmente, das futilidades,
As quais a humanidade é acometida.
Gerando desperdícios,
Que poderiam ser evitados.
No entanto, nunca estamos dispostos,
A ouvir a voz da razão.


Tentativas diárias

 


Tão incandescente quanto a luz que ilumina,
Transparência da alma que encandeia.
O tempo remoto pela transição,
Fato de se redescobrir como pessoa.

Força necessária –
Descoberta para saber o que,
E, principalmente, quem se é.
Em uma atmosfera imperfeita,
Acinzentada e impactada.
Sobre o holocausto do pessimismo,
Aquele mesmo que nos rodeia.

A grande maioria deseja assistir a nossa queda,
Nem ao menos usam disfarces –
Revelando-se – Tremenda cara de pau.
Mas que sejamos muitos,
Não únicos –
A fugir das estatísticas impostas,
Por fatores imensamente cruéis.

A felicidade alheia não é bem aceita,
Por aqueles que no profundo íntimo –
Deseja ser e permanecer em nosso lugar.
Entretanto, não faz ideia do que vivenciamos,
Com as suas regras fúteis –
Invalidando o mérito.

Não que sejamos vaidosos,
Porém, almejamos a gratificação:
Por competência –
E não alcançar o lugar de fala do outro,
Ou usando de manipulação.

O parecer da luminosidade,
Regendo os passos –
O discernimento no compasso,
Transfigurando-se –
Refletindo em nossa aura.
Resplandecendo –
Em quem convive nas trevas.
Nem sempre é fácil conseguir tal êxito,
Mas estamos vivos, nas tentativas diárias.

sexta-feira, 1 de abril de 2022

Condição perniciosa


O ódio –
Imputação de todo o mal.
Importunação aos mais sadios,
Entoando a vibração -
Reverberando a profanação.

O que cometemos de tão grave?
O bem premonição de greve.

Desconcertante supremacia,
A força – Fazendo engolir a hipocrisia.
Na afronta voraz,
O sistema capitalista –
Cada vez mais feroz.

Alimentando-se de nossas almas,
Corpos esqueléticos –
Na fome e sede do que é essencial.
Levando-nos a futilidade –
Liberdade de pensamentos.
Para quê?

Aprisionando o raciocínio individualista,
Levando-nos ao aprisionamento invisível.
Condicionados a um zero a esquerda,
Prontos a servi-los.

A estupidez como arma,
Digladiando-se  com seus pares –
Para ver quem pode mais.
Subterfúgios de magnetismo,
O marketing visceral.

Milimetricamente fomentado,
Para atrair mentes vazias.
Os votos dos injustiçados,
Lubridiando-nos –
Único propósito de sempre obter.

Ostentação maquiavélica e desenfreada,
Duvidosa escalada de ascensão.
Exibindo-se em um trono de ouro,
Fazendo-se invejar por muitos -
Alguém desejando ocupar o seu lugar.
Porém, o ser humano é pernicioso,
Não obstante de sua condição.


Cortina de fumaça

 


É muito triste –
Saber que mais uma vez,
A violência venceu.

Perdemos todas as vezes,
Que um de nós é atingido.
Não precisa ser conhecido –
Ou não.
Tudo é questão de empatia,
De saber se reconhecer,
De se colocar no lugar do outro.

São tantos os acontecimentos ruins,
Onde criamos uma coluna de concreto –
Para driblarmos a realidade.
Mas não podemos deixar nos endurecer,
Engessar por algo que não nos compete.
E sim, mandarmos boas vibrações,
Afim de ocorrer uma expansão.

A mente humana é muito significativa,
Porém, com a sua habilidade para o mal –
Houve um grande retrocesso.

Infelizmente, ainda acontece este regresso,
Quando não se há o aprendizado –
Toda uma sociedade é comprometida,
Em gênero, número e grau.

Mas existe quem trabalhe para o caos,
Em prol de sua grandiosidade.
Como também aqueles que usando de ponderação,
Aparando as arestas do que pode ser feito –
Sem que haja maiores interferências.

Nem tudo está, ou estará perdido,
Ainda há muitas almas boas –
Em meio a turbulência.

Com o tempo não se sabe,
Como se encaixarão as peças.
Mesmo que para isso,
Aconteça grandes sacrifícios –
A humanidade dará os indícios,
Tolhida numa cortina de fumaça.