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quarta-feira, 16 de março de 2022

Carta para a humanidade - III


Qual será o refúgio mais seguro?
Ou não o teremos?
Mísseis ecoando por todos os lados –
A Terra em constante ameaça.
Céus do apocalipse –
A noite se transformando em dia,
Vespertino antes do amanhecer.
Nada indiferente, a claridade encoberta pela vasta fumaça.

Bombas dilacerando corpos -
Triste realidade em pleno século XXI,
Destroços para todos os lados.

Quem são os humanos que se julgam deuses?
Não põe a mão na consciência,
Será que dormem o sono dos justos?
Seguranças ao seu redor,
Ao ponto de morrer por eles.

Enquanto, nos abrigos –
Crianças sob a proteção de seus pais.
Será que não correm perigo?
No choro incontido de uma mãe,
Ou na força para não demonstrar o medo.

Quantos já morreram?
E quantos mais perderão a vida?

Inocentes em meio a uma guerra,
Uma disputa que não é a sua -
Vislumbrando a crueldade no horizonte,
Destruição espalhadas pelas cidades em chamas.
A sombra da sobrevivência que não existe mais,
O pão de cada dia para se manter alimentado com os seus.

As almas que sobram são os resquícios do medo –
A resistência de escapar do martírio.
O sangue dos inocentes –
Transformados em rios,
Enterrados em valas comuns.

Em uma guerra nada se ganha,
Tudo e um pouco mais subtrai –
Todos perdem.

A devastação como herança –
Pequeno fio de esperança,
Em meio à confusão,
Resguardando forças –
Para a possível reconstrução.
Sob o olhar atento de seu algoz,
Pertinente ameaça.
Na pressão das sansões,
Atenções voltadas para si.

No velho jogo de tabuleiro –
O movimento –
Estratégias em próximas jogadas.
Nas mãos de governantes inescrupulosos,
Personalidades doentias –
Caráter egocêntricos –
Atitudes megalomaníacas –
Disfarçando a visceral loucura.
Nuances psicopatas,
Idolatrados como mitos.

Como consequências –
Os menos favorecidos jogados ao relento,
De nada valem, a não ser o voto em época de eleições.
Fora disso, números de identificações cancelados,
Situações forjadas –
Na crueldade nenhum ser é poupado.
Prevalecendo o ódio e o rancor,
Sem perceber que caminhamos para a extinção.

Julgando-se os mais poderosos,
Armas nucleares –
Em suas mãos o destino do Planeta Terra,
Onde pode cessar apenas com um botão.

Ninguém sobreviverá!

Somos cartas fora do baralho,
Fora disso, nenhum atalho –
Ninguém deseja ceder.

A humanidade destinada a extinção,
Mergulhada no egoísmo –
No poder em alto teor de concentração.

Vivenciamos um teatro macabro,
Pisando em terreno hostil.
Se não aprendemos nada até aqui –
Com o sofrimento dos inocentes:
Crianças nascendo e morrendo –
Em meio a está realidade sórdida,
Não me surpreenderá um ponto final.

Acredito que não nos criaram,
Para vivermos em tais circunstâncias.
O livre arbítrio em vão,
E suas consequências.
Levando-nos cada vez mais para o buraco,
Puxando-nos para baixo de uma sociedade sem moral e escrúpulos.
Não há menor empatia pelo diferente,
O que nos torna descrentes.

Não somos merecedores –
De continuarmos em um Planeta repleto de belezas naturais.
A humanidade espalha o caos e a destruição por onde passa,
Com o vil interesse em se dar bem e obter vantagens –
Priorizando o capitalismo e não o bem estar de todos.

A Terra não será destruída –
Assim como depois do dilúvio na época de Noé.
Ela sofrerá uma grande regeneração,
Para viver o ápice de sua existência.

segunda-feira, 14 de março de 2022

Igual frequência vibratória

 


Desconecto-me –
Das energias ruins e negativas que me cercam.
Inspiro a positividade que há em meu ser,
Emanando em correntes elétricas –
Irradiando na aura –
Resplandecente na luz:
Branca e límpida –
Regozijando.

Nada mais é tão perspicaz,
Quanto o vislumbre da transformação.
Ainda há tanto por ser feito,
Mesmo com a falta de eficácia –
Nos últimos e sombrios acontecimentos.

Sei que parece clichê,
Mas devemos nos apegar aos preceitos,
Transmutarmos com o poder da mentalização –
O caos espalhado pela Terra.
Não devemos nos entregar –
Ao que desejam os espíritos nefastos.

Precisamos ser translúcidos –
Ressoando o bem –
Na magnitude da excelência,
Independente dos eventos.

É imprescindível,
Que fatos ruins sejam deixados de lado.
Para concentrarmos as nossas forças,
Na reconstrução –
Não somente física, como espiritual.
Assim todos possam transcender –
Em uma mesma frequência vibratória.
Fazendo com que o Planeta Terra –
Possa recuperar todas as suas energias.
É necessário que haja a comunhão,
Entre os seres vivos –
O respeito é primordial.

Vivos na essência


Insatisfações é o que nos movem através da inércia atemporal,
Ao menos em nossas mentes –
Descortinando um novo enredo.

Mesmo com todas as tempestades,
Feito tormentas por todos os lados.
Helicópteros pairando no ar,
Sobre as nossas cabeças –
De forma ascendente.
Sensação infernal até quando?

Não podemos deixar de sonhar,
E possuir esperança em um Planeta igualitário –
Para todas as questões envolvidas.
Porém, a realidade vem nos mostrar,
Que estamos entregues –
À mercê das intempéries humanas.

Somos poeira de estrelas,
Mas vivos na essência.
Estado cognitivo racional,
O caráter ou a falta dele.
Abrangente em plena defesa,
Ferrugem e impurezas.

O temperamento -
Equivale muito da natureza da personalidade,
Do raciocínio como lidamos com as respostas –
Que os outros nos oferecem.

Não é o lugar que nos molda,
A maneira pela qual vivemos.
E sim, de acordo com a generosidade e grau de empatia -
Com os demais.

Porque não devemos aprender,
Somente com as nossas experiências.
Devemos lidar com a dor do outro,
Para que possamos ameniza-la.
E ampara-lo da melhor maneira.

Não há aprendizado solo –
Este se faz no coletivo.
Sem pré-julgamentos, preconceitos ou racismo,
Dessa forma, poderemos enxergar com clareza –
As perspectivas de nossas vidas,
Tornando-nos melhores,
Consequentemente,
O mundo para todas as gerações.

Carta para a humanidade - II


Medo e destruição –
Seres abandonados a própria sorte.
Há sanidade que suporte?
Desagravo da desconstrução,
Pessoas alienadas em prol da involução.
Deturpando o poder, manipulação,
Governantes atingindo o objetivo.
Lavagem cerebral –
Cultura do emburrecimento.

Baixa frequência espiritual,
O lado financeiro equivale sempre mais.
Quem não o detém – Nenhum espaço,
A humanidade dissoluta.

Como se dará o próximo passo?

Subjugados pela incapacidade,
Denotando a sombria realidade.
Mergulhados no falso moralismo,
Algo pregando – Mascarados –
Realizando por detrás ao contrário.
Em jogos de palavras –
O marketing a favor da mentira.
Ao ponto de favorecer os lobos em peles de cordeiros,
A população de bem enganada outra vez.

Chegará um momento –
Em que não valerá nada disso.
O deserto tomando conta das matas,
Engolindo o pouco verde que restará.
Tudo e um pouco mais, vigente a escassez,
Nenhuma possibilidade de compra.

No mundo atual –
Apenas uma pequena amostra.
Líderes mundiais se julgando deuses,
Dispondo de vidas humanas ou não.
Os animais seres indefesos,
Aguardando a nossa contribuição.
E parte dos que se dizem racionais,
Na frieza realizando maus tratos.

A humanidade prepotente,
Achando-se os únicos moradores das galáxias.
Não passamos de irracionais e cegos,
Porque não conseguimos enxergar através do simples –
A magnitude dos acontecimentos nós puxando para baixo.
Na mesquinhez de atitudes infundadas,
O livre arbítrio posto à prova.

Em um futuro próximo –
As consequências serão cobradas.
Nada ficará escondido,
Através dos dias, o importante para o momento –
Será revelado!

Devemos nos preocupar com o presente,
Dele dependerá o futuro do Planeta Terra.
O passado deve ser relembrado para não repetirmos os iguais erros,
Mas vejo que não aprenderam a lição.

Os egos de alguns –
Não deveria ser colocado em evidência,
Principalmente o egoísmo.

O momento é de compartilhar,
De haver compaixão.
Mal saímos de uma pandemia,
Onde vidas importantes partiram nesse processo.
Porém, nem mesmo assim,
O ser humano aprendeu a possuir um olhar mais sensível para com o próximo.

É necessário, que saibamos nos reconhecer como parte importante,
E não somente de estarmos de passagem.
É imprescindível que possamos deixar algo de concreto –
Para a ascensão do espírito.
Não somente individual como no coletivo:
Façamos a nossa parte.
Ao mesmo tempo com a Natureza demonstrando a sua imponência,
E não catastrófica, como em nossa percepção.

Não é atoa que estamos abandonados,
Como aqueles alunos que não demonstra interesse em aprender a lição.

Apesar de todo o sofrimento que há nas guerras –
Internas ou externas –
Devemos manter o equilíbrio de nossas ações.
Para que possamos transmutar em aprendizagem,
E que logo cesse para amenizar a agonia,
Mesmo deixando as cicatrizes –
Em nossos irmãos.

A Terra e subdividida em nações,
Mas somos filhos de um mesmo Criador –
Na maioria das vezes, esquecemo-nos.
E devemos cuidar do Planeta Terra como a nossa casa.
Embora, pelo egocentrismo, perca-se quase tudo.

sábado, 12 de março de 2022

Realidade arbitrária

 


Como poderemos superar todo o mal acontecendo?
Perplexidade nefasta –
Condicionando-nos a maior margem de erros.

Habitantes terrenos –
O Planeta Terra em constante ameaça,
O que estamos realizando para arrefecer a destruição?
Completamente nada,
Apenas contribuindo para o inevitável.
Subjugados por mentes diabólicas –
Encarregados pela vil realidade.

Governantes mesquinhos –
Pensamentos insanos –
Complexo de inferioridade.
No inconstante arremedo –
Do frio medo,
Descortinando por detrás da fria dimensão.

O que de fato somos ?
Ou no que nos transformamos?
Revelando a verdadeira face do absurdo,
Espalhando – Disseminando – Espelhando a energia sombria.
Escravizando o raciocínio –
Comprando o caráter alheio,
Ascensão da desigualdade social.
Importunação insaciável,
Excluindo seres do bem –
Expansão notável.

Engrenagens se movendo,
Teatro forjado – A manipulação –
Inocentes aprisionados.
Qual a pior forma de detenção?

Cadeias sem grilhões,
A ditadura cotidiana –
Esfregada em nossos rostos.
Cidadãos comuns –
Sem alguma condição de sobrevivência.
De um lado para o outro – A hora do abate –
Tratados como sardinhas em lata.
Será que haverá mudança na forma de tratamento?

A cada dia nova maneira de julgamento,
O receio de ser forjado no meio do caminho.
Durante meses sem o alento,
Atmosfera estranha –
Intenso movimento.

A realidade arbitrária,
Alimentando de terceiros a carga tributária.
Enquanto, permanecemos com os restos,
Indefesos – Nem os arestos.

Burguesia  - Alto intitulada,
Hipocrisia – Poder público rotulado,
Na heresia – Mergulhados  -
Em dias condensados.
Pagando pelos pecados cometidos,
Inconscientes ou não –
Em uma sociedade omissa,
Sem alguma premissa. 

Nova concepção de vida


Atraídos por uma força sobrenatural e invisível –
Habitantes do Planeta Terra,
Sem sabermos exatamente o que somos.
Na desconfiança gerados –
Preparados para produzir,
Na incumbência de servir e obedecer.

Enfim, qual será a verdadeira finalidade?
Porque as nossas mãos também geram a destruição –
A poluição como arma para sobrecarregar –
O Planeta Terra,
Minando qualquer chance de sobrevivência.

Sem indagarmos o futuro,
Vivenciando com tudo o presente.
A exploração em contexto,
Deixando de lado o respeito.

Infantilidade a nossa, a prova,
Selando a fatídica extinção.
Não somente dos animais,
Vítimas inocentes do capitalismo.

Uma realidade triste –
Vandalismo e degradação,
Não somente ao espaço físico –
Involução.

Ofuscando a essência,
Para os espíritos mais evoluídos –
A decepção.

A humanidade é merecedora da bem aventurança,
Mas está inserida no espaço da manipulação.
Deixando de lado a esperança,
O caos fomentando a mente.

Ao invés da expansão,
Tornam-se fechadas.
Seguindo a cada dia feito zumbis,
Repletos de demandas e sobrecarregados.

Desejo que haja espaço –
Para uma nova concepção de vida.
Transformando o caos –
Emanando boas energias.

O destino da humanidade

 


Os seres humanos fadados ao fracasso –
Nunca aprendem com os erros do passado,
Caindo em contradição com a evolução.

A cada nova guerra a humanidade se põe em desgraça,
Cavando a própria cova – A extinção.
Sujeitos egocêntricos, olhando para o próprio umbigo,
Visando interesses vis, argumentos cruéis contra os próprios irmãos.
Fazendo com que nos percamos, saíamos do eixo, perdendo a noção do que exatamente é necessário.
Um enredo de novela qualquer gerando conflitos –
Nas mentes as alucinações.
E no entremeio disso tudo, gerando calamidades –
Fomentando com a violência, fome e sede –
Insanidade coletiva.
Transformando populações inteiras em andarilhos sem direção,
Por onde prosseguir?

Se não houver um poder coletivo,
O despertar de mais consciências –
Este será apenas o começo para que a expiação humana se aposse de todos os continentes.
O destinos empunhando em mãos erradas, gerando o caos e o sofrimento.

Na incredulidade o desespero em tomar para si a sobrevivência,
Vidas inocentes em jogo –
Numa sociedade oculta em que os dados são lançados –
Onde predomina o ódio e o acúmulo de riquezas,
A humanidade nunca estará a salvo com impuros pensamentos.

O poderio bélico usado como resposta para a opressão,
Países invadidos por outros – Destruição –
Na busca pela exploração.

No dividendo, ânsia pela supremacia,
Ou quem sabe a fórmula para a longevidade humana?
A busca de ser incontestado.
Porém, isso acontece de forma natural –
Nada imposta.

Diversas dimensões -
Os nossos irmãos sabem exatamente a quem recorrer em um momento de emergência –
Não pela força,
Isso se dá naturalmente.

É preciso que a humanidade recue de qualquer pretexto para a guerra,
Mas estamos vivenciando muitas.
Porém, nem todas são retratadas na mídia,
Porque há guerras que não geram o lucro exponencial para os envolvidos.
Em tempos atuais, os campos de batalhas não ocorrem nas áreas invadidas.
Ela também se faz através de informações e notícias para tentar desarticular e desfavorecer o outro lado,
Ou levar a população a acreditar em razões infundadas – Recriando o vilão.

No terreno hostil todos perdem:
Famílias inteiras dizimadas –
Traumas por gerações inteiras.
A Infinitude do luto para os mais sensíveis,
Infâncias destruídas.
A humanidade em completa involução,
Para quê?
Nada disso faz sentido!

E atônitos ficamos com aquela sensação de impotência,
Tentando neutralizar o inimigo.
Mas quem são eles?
Os seres humanos afundados em paranóias – Traumas cotidiano,
Estagnados, olhando para o nada -
Sem saber para onde ir.
Na tentativa de presumir –
O que será feito do Planeta Terra.

sexta-feira, 11 de março de 2022

Jogo macabro

 


Qual será o resultado desse jogo macabro?
A humanidade desolada –
Acuada –
Mentes dominadas pelo ódio destilado,
Não há compaixão.
As batalhas cotidianas, em meio ao caos,
A guerra no teor mais profundo acontecendo –
Do outro lado do Planeta,
Porém, afeta-nos diretamente.
De todas as maneiras estamos conectados,
Por um fio invisível da criação.

Os governantes fazendo mal uso de seus cargos,
Tratando-nos feito animais de carga –
Sem qualquer dignidade.
Qual será a perspectiva?

A violência cada vez mais próxima,
Predominante  - Cortejo fúnebre.
Atmosfera sombria e acinzentada,
Na aquarela cortina de fogo e fumaça.

Por que tanta atribulação –
Na devoção do conseguir, obter?
Se não ficaremos para semente,
Se nem o corpo físico levamos conosco.

A matéria – O materialismo –
Não tem alguma serventia.
O que deve prevalecer é a nossa saúde espiritual,
Compactuando com a ascensão do próximo.
É este o comprometimento –
Que devemos possuir.

A perspicácia da riqueza intergaláctica,
Emanando em nossos poros, contribuindo com os demais.
Para salvarmos não somente os humanos,
Como o Planeta Terra –
Que possui um grande papel nessa acolhida.

Cada segundo é importante,
Pois o tempo está passando muito rápido –
Sem nos darmos conta.

A humanidade deve cessar as suas atrocidades,
E rever o mal que faz a si próprio –
Contribuindo para a sua extinção.

quinta-feira, 10 de março de 2022

Poder de injustiças

 


Estamos entregues às armadilhas da evolução,
Para alguns a involução.
Do futuro –
Dependemos da expansão,
Que novas consciências –
Expandam-se:
A transformação.

Com o passar dos anos,
Os jogos ganhando novas cartas.
O poder da manipulação,
Onde as verdades são postas de lado –
Onde as mentiras prevalecem em  enredo sem coesão.

Para quê nos preocuparmos?
A liderança não está em nossas mãos,
Somos apenas cartas amassadas.
Peças deterioradas pela ação do tempo,
Sem alguma serventia.
Lembrada a movimentação,
A cada período de eleição.

Fora disso, podemos ser descartados,
À qualquer momento, não há objeção.
A classe social, aos olhares de muitos,
Na periferia – Na favela – Comunidade  -
Transformados em campo de concentração.
A todo instante atacado,
Não existem escrúpulos –
O importante é a ordem em meio ao caos.

Infelicidade – Fatalidade –
O sangue de alguém –
Escorrendo pela sarjeta.

Mais uma batalha:
Morte confrontada,
Lapidando o status do Estado.
Promovendo a crueldade,
No lugar que não dá o suporte.

Degustação do poder de injustiças,
Saboreando como o manjar dos deuses –
Na mídia destilando falsas notícias.
Enquanto, a população engole a seco,
Ou vomitando o indesejado.

Selva de pedras


Atacados em plena essência,
Somos a cada dia desmerecidos –
Do direito de ir e vir,
Puxando-nos para baixo.

Mantendo-nos de cabeça erguida,
Insana dignidade.
No vislumbre de novos horizontes,
Esperança do descortinar de mudanças –
Benéficas à todos,
Tão contestadas em dias atuais –
Entorpecendo-nos no desejo de viver.

Sobre esta selva de pedras,
Martelando o tempo inteiro em nossas mentes.
Nem todos são capazes –
De manter a racionalidade em perfeitas condições,
Entrando em colapso.

Por muitas vezes, o raciocínio desconexo,
Com as nossas necessidades.
Direcionando-se na contramão do destino,
Invalidando as possibilidades de progresso –
Como ser humano.

A massa manipulada –
Sovada como pão –
Amassada –
Jogada de um lado para o outro –
Condicionada –
Sem alguma transmutação.

Em seus olhares os apelos –
Vozes silenciadas –
Ao caos –
Vidas sentenciadas –
À mercê de demandas alheias.

Indiferente a dor –
Nefasto ceifador,
Transvestido de boas intenções.
Mas por detrás das máscaras,
Escondem-se –
Seres inescrupulosos,
Vermes em condições humanas,
Desumanização –
Não fomentando a transformação.