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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022

Feridas na alma


De repente, o som –
Nefasto e ensurdecedor,
Quebra o silêncio –
Doses homeopáticas,
Ou letal de arsênio.

Alta madrugada,
Lamentos de dor –
Expressões de pavor.
Estampidos aleatórios,
Provocam a ansiedade.
Respirações ofegantes,
Vidas em perigo -
No estardalhaço dos vis.
A quem compete –
Essa fatalidade?

Frágeis moradores,
O ir e vir da labuta,
Ressachardo –
Andar mecânico,
Apressado.
Constante luta,
No trajeto de casa.
Corpos acuados,
Em busca de melhor proteção.

Chorando estão as crianças,
Assustadas –
Pelo barulho –
Amedrontadas.
Assim como os animais indefesos,
Incapazes de viver em cruel condição,
Impondo o poder da coação.

Pela igualdade de sobrevivência,
Abastecendo-nos de resiliência.
As cicatrizes – Feridas na alma,
Desgastante fonte –
Minando – A saúde mental.
A cada segundo, imparcial,
O momento crucial.
Reverberando –
Tirando o sossego.

Antes o adormecer tranquilo,
Dá lugar à inquietude -
Mais um conflito.

O povo faminto,
Entre gritos e disparos –
Dura realidade.
Um uníssono pedido,
Que a paz venha reinar,
Entre os aflitos.
Para os cidadãos de bem:
A proteção.

Quem irá nos proteger,
No cessar do fogo cruzado?
Quem é o inimigo –
No arrefecer da dualidade?

Jogadas na mídia,
As inverdades.
Procurando a coexistência –
Do raciocínio,
Alto grau de discernimento.
Aonde estaremos –
No próximo momento?
 

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022

Incongruências do destino

 


Sinto o ar virando fumaça –
Em meus pulmões.
Como respirar nesta atmosfera –
Impregnada pelo mal?

A cabeça em outra mentalidade,
Buscando agir sempre com a razão.
Contemplo com os olhos da imensidão –
A Natureza – Extrema beleza,
Ou o que dela resta, a persuasão.

A vida resumida entre as palavras,
Que eternizam feito fotografias.
Marcando as impressões –
Também os sentimentos.

A realidade tantas vezes contraditória,
Levá-nos à caminhos que não desejamos.
Os dias cismam em impor as encruzilhadas,
Para tomarmos decisões –
Nem sempre tão fáceis,
Enxegarmos com maior exatidão.

A incongruência toma posse daquilo –
Que temos o maior zelo,
Colocando a prova a resiliência.
Tentáculos tentam nos manter presos,
Corta-los é a razão para a sobrevivência.

Estou aqui para seguir o meu caminho,
Um tanto desconexo em desatino.
Se estou agindo da maneira correta,
Só saberei na eminência do último segundo.
A verdade da coexistência – Ninguém  sabe –
Até chegar o instante da partida –
O momento exato.

Ondas interdimensionais


Falta paciência –
Para conviver com os erros do passado.
Egos massageados –
Pelo maior status em sua hierarquia capitalista,
Como se não dependesse do ar para sobreviver.
Negligenciando o caos que estremece ao redor,
Queimando e devastando as verdadeiras riquezas.
Fazem-se tão pequenos em nefasto entreter,
Como se durasse o tempo suficiente.

Condicionando-nos –
Deixando-nos levar em transe.
Zumbis em larga escala,
Consumidores surreais.
Os impostos entrando à todo custo,
Não suprem as suas necessidades.
Um rastro de mortes,
Ao longo dos anos.
Arrasadas estão as estradas,
No lema:
Quanto mais se tem,
Mais deseje.
Esta é a era da consumação desenfreada,
Como se o mundo fosse acabar –
Neste exato momento.

São as escórias da sociedade,
Valem menos do que excrementos.
Já passou da hora,
De recriarmos outra mentalidade.
O que aconteceu no passado,
Que fique por lá.

O futuro grita –
Bate à nossa porta – Urgente.
Ávido por ideias revolucionárias,
E não reacionárias.
Com nova concepção,
Unindo os pontos – Intercessão.

Os regimes autoritários,
Devem permanecer enterrados –
A sete palmos embaixo da terra,
Com várias pás de cal, sacramentado -
O que dará novo sentido.

A raça humana –
Caminha rapidamente,
Para o momento crucial.
Decisivo em sua jornada,
Ainda serão longos os dias –
Nesta peleja.
Devotados na lei da existência,
Na seleção – Não dos mais fortes.
E sim, aqueles que terão,
A maior capacidade –
Em sua evolução de consciência.

Não estou aqui sendo repetitiva,
A conexão –
O elo –
O que codificam as mensagens,
Pelas ondas interdimensionais.

Ainda há a chance para escaparmos,
Porém, é necessário nos livrarmos,
Daquilo que nos acorrenta.
Expandindo a mente,
Abrindo o raciocínio que interfere,
A lavagem cerebral.
Conquistar um novo espaço –
De respeito e solidariedade,
Entre todos os seres que há na Terra –
Enfim, verdadeiramente nos humanizar.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2022

Palavra imprescindível

 


Respeito –
Palavra imprescindível,
E necessária ao vocabulário –
Na expansão humana.

Infelizmente,
Vivemos em uma época,
Em que as pessoas teimam –
Em se digladiarem:
Por motivos fúteis,
Perdendo um precioso tempo.
Em prol de demonstração de forças,
Para que haja prévio julgamento.

Ninguém quer sair perdendo,
Implorando por vil absolvição.
Nas entrelinhas,
Pecados são cometidos –
Na consciência da ganância.
Cada um armando o poderio bélico,
Ou o financeiro –
Comprando o silêncio:
De inocentes ou não.

A verdadeira justiça:
Silenciada –
Amordaçada –
Incriminando os mais fracos.
Aprisionando-os –
Na falta de estrutura.
Jogando-os em celas,
Tratados como cobaias –
De um sistema negligenciado.

Não importa:
O tamanho da dor e sofrimento.
A ansiedade alheia,
Alimenta a alma:
Perversa e mesquinha.
Psicopatas do Estado,
Impondo a escravidão servil,
Racismo estruturado –
À mando de seus desígnios.
Políticos de índole duvidosa,
No andar da carruagem –
Aliciando adeptos,
Na somatória de mentes inescrupulosas –
Tecendo o mal.

Egrégora capitalista

 


Insistentes obstáculos,
Seguidos são o amanhecer.
Até quando Deus quiser,
Ou na eminência –
Da obscuridade.

Quase sempre,
Pega-nos de surpresa.
Não há nenhum sinal –
Tsunami arrasa com tudo,
Levando planos e sonhos.
Estraçalhando o que encontra –
Pelos labirintos,
Largas estradas.

Ouço gritos,
Cachorros latindo,
Às vezes, ou quase sempre,
Os estampidos –
E não são fogos de artifícios,
Em plena luz do dia.

Qual será o futuro,
Que ali na frente ou não,
Aguarda-nos?
Arrastando-nos feito zumbis,
Na tentativa de falar –
Na truculência –
Somos calados.

Ao levante –
Ecoando os sussurros,
Punhos fechados no alto.

Não importa a cor da nossa pele,
Clamamos por igualdade –
De justiça.

Essa História –
Não é somente de agora.
Sopra nos ouvidos –
Oriundos da ancestralidade.
Negros e indígenas –
Desde o início, açoitados.

Não podemos permitir –
Tal crueldade.
Mudaram os tempos –
São outros.

As vozes devem ser ouvidas,
Posicionando-se –
Contra as injustiças.
Todos têm a sua trajetória,
E nenhuma linha –
Deve ser apagada.

Os registros –
Devem e precisam existir.
Haverão futuras gerações,
No presente –
Caminhando para o holocausto.
Crimes cometidos –
Amplamente,
Não podemos permitir.
O nosso lugar,
Queremos por direito.
No meio dessa egrégora,
Capitalista e autoritária.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

Verdadeira evolução


Rios fluem em minha alma,
Dragando-me.
Em correntezas,
Deixo me levar.
Sem relutar,
Asfixiando-me em suas águas.
Arrefecendo-me sem ar,
Hipnotizando-me.

O corpo em transe,
Interdimensional.
Abduzindo-me –
Entrego-me com energia.
As mentes em sinergia,
Avassaladoras.

O compasso,
A realização.
A morte exterior,
Voltada para a interior.

Vulcão incandescente,
Na conexão –
De novos elos.
Universos paralelos,
Outras dimensões.
Estou (estamos) aqui,
Por alguma razão.

É algo que acredito,
Mensura a existência.
A favor de algo maior,
A sobrevivência.
Tecendo o meu papel,
Na fuga do caos.
O barco segue a nau,
Sem o comprometimento –
Com a falsidade.

Posso encarar de frente o espelho,
Com esmero e dignidade.
Os mesmos sonhos velhos,
Na antiguidade do meu ser.
Em algum momento,
Transmutará a realidade.

Todos contemplarão,
A criação de uma nova sociedade.
Impactando-nos positivamente,
A expansão se dará por completo.
Abrindo as frágeis mentes,
Não as descrentes.
Mas lembre-se:
Permanecerão os escolhidos.
Alicerçando o poder –
Da bem aventurança.
Brincarão felizes  -
As crianças.
Não sofreremos ameaças,
Ante a instabilidade na Terra.
Revertendo o jogo,
Fora de perigo –
Verdadeira evolução.

Papel do caos

 


A violência –
Sempre mais presente,
Afrontando-nos.
Aproximando-se de nossas casas,
Como visita indesejada.
Atacando-nos –
Sem alguma piedade.

Exercendo o papel do caos:
Pelas mãos do Estado,
Ou do poder paralelo.
Ainda existe a terceira opção,
Sem nenhuma objeção:
Cidadãos disfarçados,
Acima de qualquer suspeita.
Apertam o gatilho –
À queima roupa.
Vidas inocentes,
Não poupam.
Sem saber quem está –
Na outra ponta.
Chefes de família,
Famílias inteiras impactadas.
Organizam-se os grupos,
Realizando trincheiras,
Desejando a proteção.

Não mais nos entendemos,
Nesta torre de Babel.
Cada qual deseja impor a sua verdade,
Em frases feitas,  imperfeitas.
Palavras fascistas,
Enaltecendo egos.
Velhos clichês –
Antigos chavões.

Uma população desassistida,
Sem saber para onde correr –
Nem como se proteger.

O poderio bélico,
Nas mãos de qualquer um –
Sem responsabilidade,
Ou senso crítico.
Na sensação de desmandos,
Violando leis.

O racismo,
Cada vez mais entranhado,
Em uma sociedade separatista –
Sem dó – Egoísta.

Momento crucial -
A balbúrdia Invadindo o espaço,
Que deveria ser imaculado –
Preservado – Traço de paz.
Pelas mãos dos carrascos –
Os capatazes do século XXI,
Destruídas.

Como recomeçar?
A pergunta entalada na garganta.
Se, às vezes, ou quase sempre falta:
Para o básico e alimentação.

São corpos vilipendiados,
Diante de uma triste realidade.
Fomentada pelo mal –
Daqueles que deveriam:
Com ênfase nos proteger.

domingo, 6 de fevereiro de 2022

Instintos primitivos

 


As flores –
Os sonhos –
Anseios de uma vida perfeita,
Será que a possuo?
Nesta realidade –
Outra dimensão –
Imperfeita.

No jardim da alma:
Plantando-os –
Regando-os –
A cada amanhecer.

Não sei até que dia,
Receberei esta graça –
Presenteando-me –
Com os raios de sol,
Também o calor.
Guiando-me –
O girassol.

Acredito –
Ainda tem muito a ser escrito:
Desvendando os mistérios,
Hipnotizando os incrédulos.

A ponta da caneta,
É a maior arma.
Desenhando letras,
Realizando a revolução –
Contra a ignorância,
Esta é a maior ânsia.

Não importa,
Quem está certo –
Ou errado.
É necessário um consenso,
Para a existência –
Para a coexistência,
Realmente humanizada.

Seres humanos –
Por sermos racionais.
Ao mesmo tempo,
Na involução –
Dos instintos primitivos.
O que nos acerca,
Em tempos atuais.

Pensamentos mesquinhos,
Uns querendo ser mais –
Do que os outros.
Fomentando o desejo,
No tom da pele.

A minoria subjugada,
Na maldade subverniente -
Sem o poder de escolha.
Por raciocínios banais,
Sem alguma lógica,
No igual lugar na cadeia –
Do genocídio.

Não importa a melanina ou não,
Sentenciados –
Por uma sociedade esdrúxula.
Sem o menor respaldo na solidariedade,
Sem o senso comum da dignidade.

O tiro vem certeiro –
Tratado com naturalidade.
Outra vez:
Sem a intenção de matar –
A fatalidade.

A justiça?
Reveja as suas leis covardes,
Três disparos à queima roupa,
Confundindo-se –
Está foi a desculpa,
Do cidadão acima de qualquer suspeita.
O perigo nós ronda –
Caminha ao nosso lado,
A nossa sombra,
Mirando-nos à espreita.

Evidente derrocada


As aparências enganam,
Levam-te para outros caminhos –
Sem volta.
Condensam-se as energias –
De incredulidade,
Nau a deriva –
Mar revolto, a tempestade.

O ódio mesquinho,
As aparências maquiadas –
Encobrindo os erros.
A falsidade,
Uma droga lícita,
Passeia por suas veias -
Agem bem natural.
Macabras são as atitudes,
Vivenciando facilidades.
Quem é que vai julgar?

A verdade está a sua frente,
Entre os dois –
Somente um véu.
Nem sempre pronta para enxerga-la.
Basta um olhar mais atento,
Despertando da hipnose.
Tudo e muito mais –
Será revelado.
Desfazendo a lavagem cerebral,
A evolução –
A expansão –
Impregnando todos os poros.

Políticos –
Pastores –
Sacerdotes -
Colocam-se no lugar de mártir,
O salvador da Pátria –
A solução.

Falha ou falta de caráter,
São vendidos aos milhões.
Obras – Licitações supermanufaturadas,
Abarrotando os cofres.
Acumuladores de riquezas,
Distúrbio mental.
Dizem os especialistas de plantão,
Diagnósticos forjados –
Levando embora o seu quinhão.

Na eminência do caos,
A culpa jogando para os incapazes.
Alto se intitulam cristãos,
Não compactuam com a solidariedade.
Os primeiros a desdenhar –
De ações cristicas.
Não se compadecendo do próximo,
Que na sarjeta cata migalhas.

A raça humana: Ladeira abaixo,
Contaminando-se em sede de poder.
Aos pobres servindo as esmolas,
Sem dignidade e escolas.
Afim de acalmar o ronco do estômago,
Mas não dura por muito tempo –
Na sequência - O insuficiente.

Intempestiva democracia,
Ameaçada em seu pedestal.
Argumentam-se tanto,
Em calorosas discursões:
Doentias e perversas,
Segue no fio da navalha,
Ou na ponta do fuzil –
Um movimento hostil,
Tudo acabado.

Sanguessugas –
Sangue nos olhos.
Retrocesso –
Involução –
Evidente derrocada.

sábado, 5 de fevereiro de 2022

Fragilidade humana

 


Vibrando em outras dimensões,
Tentando não sentir as energias –
Que nos levam para o caos.

É isso o que desejam:
O teu desespero.
Alimentando-se da fragilidade humana,
Para saciar as nefastas conquistas.

É um caminho sem volta:
Persuadi-lo.
Sem ao menos saber –
Como é o retorno.
Impondo circunstâncias,
Armando planos para destruir –
Forjando provas.

O inimigo não é invisível,
Pois caminha ao teu lado –
Tecendo palavras doce,
Gerando confiança.
Mas, logo ali na frente,
Dispara o tiro de misericórdia.
Não há um pingo de remorso,
Não adianta pedir clemência.
Sem ao menos perceber –
Tornou-se a presa,
Game over.

Para quê a pressa?
Agem como cordeirinhos,
Cozinhando-o no banho Maria.

Em seu olhar,
Transparece a vingança.
A inveja em forma de brilho,
Arrefecendo qualquer desconfiança.
Moldando os pensamentos,
Aliás, dos mais frágeis.
Pegando o gancho:
De suas fraquezas,
Inflando os pontos mais fracos.
O calcanhar de Aquiles,
Das personalidades perversas –
Pudera racistas.
Disseminando o ódio –
Remontando um exército:
Frio e impiedoso.

Reverberavam as vontades,
Neste imenso Universo.
De frente batendo com aqueles,
Que assim desejam ao contrário.
Gerando uma guerra fria,
Pouco a pouco –
Criando condições para o embate,
Tão logo inevitável.

Sobreviver –
É como fugir de uma enorme armadilha.
Devemos ficar atentos,
Possuir um olhar atento,
Atitudes transparentes.
Para quem saiba,
Possamos escapar dessa selvageria,
Em que se tornou a humanidade.