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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

Verdadeira evolução


Rios fluem em minha alma,
Dragando-me.
Em correntezas,
Deixo me levar.
Sem relutar,
Asfixiando-me em suas águas.
Arrefecendo-me sem ar,
Hipnotizando-me.

O corpo em transe,
Interdimensional.
Abduzindo-me –
Entrego-me com energia.
As mentes em sinergia,
Avassaladoras.

O compasso,
A realização.
A morte exterior,
Voltada para a interior.

Vulcão incandescente,
Na conexão –
De novos elos.
Universos paralelos,
Outras dimensões.
Estou (estamos) aqui,
Por alguma razão.

É algo que acredito,
Mensura a existência.
A favor de algo maior,
A sobrevivência.
Tecendo o meu papel,
Na fuga do caos.
O barco segue a nau,
Sem o comprometimento –
Com a falsidade.

Posso encarar de frente o espelho,
Com esmero e dignidade.
Os mesmos sonhos velhos,
Na antiguidade do meu ser.
Em algum momento,
Transmutará a realidade.

Todos contemplarão,
A criação de uma nova sociedade.
Impactando-nos positivamente,
A expansão se dará por completo.
Abrindo as frágeis mentes,
Não as descrentes.
Mas lembre-se:
Permanecerão os escolhidos.
Alicerçando o poder –
Da bem aventurança.
Brincarão felizes  -
As crianças.
Não sofreremos ameaças,
Ante a instabilidade na Terra.
Revertendo o jogo,
Fora de perigo –
Verdadeira evolução.

Papel do caos

 


A violência –
Sempre mais presente,
Afrontando-nos.
Aproximando-se de nossas casas,
Como visita indesejada.
Atacando-nos –
Sem alguma piedade.

Exercendo o papel do caos:
Pelas mãos do Estado,
Ou do poder paralelo.
Ainda existe a terceira opção,
Sem nenhuma objeção:
Cidadãos disfarçados,
Acima de qualquer suspeita.
Apertam o gatilho –
À queima roupa.
Vidas inocentes,
Não poupam.
Sem saber quem está –
Na outra ponta.
Chefes de família,
Famílias inteiras impactadas.
Organizam-se os grupos,
Realizando trincheiras,
Desejando a proteção.

Não mais nos entendemos,
Nesta torre de Babel.
Cada qual deseja impor a sua verdade,
Em frases feitas,  imperfeitas.
Palavras fascistas,
Enaltecendo egos.
Velhos clichês –
Antigos chavões.

Uma população desassistida,
Sem saber para onde correr –
Nem como se proteger.

O poderio bélico,
Nas mãos de qualquer um –
Sem responsabilidade,
Ou senso crítico.
Na sensação de desmandos,
Violando leis.

O racismo,
Cada vez mais entranhado,
Em uma sociedade separatista –
Sem dó – Egoísta.

Momento crucial -
A balbúrdia Invadindo o espaço,
Que deveria ser imaculado –
Preservado – Traço de paz.
Pelas mãos dos carrascos –
Os capatazes do século XXI,
Destruídas.

Como recomeçar?
A pergunta entalada na garganta.
Se, às vezes, ou quase sempre falta:
Para o básico e alimentação.

São corpos vilipendiados,
Diante de uma triste realidade.
Fomentada pelo mal –
Daqueles que deveriam:
Com ênfase nos proteger.

domingo, 6 de fevereiro de 2022

Instintos primitivos

 


As flores –
Os sonhos –
Anseios de uma vida perfeita,
Será que a possuo?
Nesta realidade –
Outra dimensão –
Imperfeita.

No jardim da alma:
Plantando-os –
Regando-os –
A cada amanhecer.

Não sei até que dia,
Receberei esta graça –
Presenteando-me –
Com os raios de sol,
Também o calor.
Guiando-me –
O girassol.

Acredito –
Ainda tem muito a ser escrito:
Desvendando os mistérios,
Hipnotizando os incrédulos.

A ponta da caneta,
É a maior arma.
Desenhando letras,
Realizando a revolução –
Contra a ignorância,
Esta é a maior ânsia.

Não importa,
Quem está certo –
Ou errado.
É necessário um consenso,
Para a existência –
Para a coexistência,
Realmente humanizada.

Seres humanos –
Por sermos racionais.
Ao mesmo tempo,
Na involução –
Dos instintos primitivos.
O que nos acerca,
Em tempos atuais.

Pensamentos mesquinhos,
Uns querendo ser mais –
Do que os outros.
Fomentando o desejo,
No tom da pele.

A minoria subjugada,
Na maldade subverniente -
Sem o poder de escolha.
Por raciocínios banais,
Sem alguma lógica,
No igual lugar na cadeia –
Do genocídio.

Não importa a melanina ou não,
Sentenciados –
Por uma sociedade esdrúxula.
Sem o menor respaldo na solidariedade,
Sem o senso comum da dignidade.

O tiro vem certeiro –
Tratado com naturalidade.
Outra vez:
Sem a intenção de matar –
A fatalidade.

A justiça?
Reveja as suas leis covardes,
Três disparos à queima roupa,
Confundindo-se –
Está foi a desculpa,
Do cidadão acima de qualquer suspeita.
O perigo nós ronda –
Caminha ao nosso lado,
A nossa sombra,
Mirando-nos à espreita.

Evidente derrocada


As aparências enganam,
Levam-te para outros caminhos –
Sem volta.
Condensam-se as energias –
De incredulidade,
Nau a deriva –
Mar revolto, a tempestade.

O ódio mesquinho,
As aparências maquiadas –
Encobrindo os erros.
A falsidade,
Uma droga lícita,
Passeia por suas veias -
Agem bem natural.
Macabras são as atitudes,
Vivenciando facilidades.
Quem é que vai julgar?

A verdade está a sua frente,
Entre os dois –
Somente um véu.
Nem sempre pronta para enxerga-la.
Basta um olhar mais atento,
Despertando da hipnose.
Tudo e muito mais –
Será revelado.
Desfazendo a lavagem cerebral,
A evolução –
A expansão –
Impregnando todos os poros.

Políticos –
Pastores –
Sacerdotes -
Colocam-se no lugar de mártir,
O salvador da Pátria –
A solução.

Falha ou falta de caráter,
São vendidos aos milhões.
Obras – Licitações supermanufaturadas,
Abarrotando os cofres.
Acumuladores de riquezas,
Distúrbio mental.
Dizem os especialistas de plantão,
Diagnósticos forjados –
Levando embora o seu quinhão.

Na eminência do caos,
A culpa jogando para os incapazes.
Alto se intitulam cristãos,
Não compactuam com a solidariedade.
Os primeiros a desdenhar –
De ações cristicas.
Não se compadecendo do próximo,
Que na sarjeta cata migalhas.

A raça humana: Ladeira abaixo,
Contaminando-se em sede de poder.
Aos pobres servindo as esmolas,
Sem dignidade e escolas.
Afim de acalmar o ronco do estômago,
Mas não dura por muito tempo –
Na sequência - O insuficiente.

Intempestiva democracia,
Ameaçada em seu pedestal.
Argumentam-se tanto,
Em calorosas discursões:
Doentias e perversas,
Segue no fio da navalha,
Ou na ponta do fuzil –
Um movimento hostil,
Tudo acabado.

Sanguessugas –
Sangue nos olhos.
Retrocesso –
Involução –
Evidente derrocada.

sábado, 5 de fevereiro de 2022

Fragilidade humana

 


Vibrando em outras dimensões,
Tentando não sentir as energias –
Que nos levam para o caos.

É isso o que desejam:
O teu desespero.
Alimentando-se da fragilidade humana,
Para saciar as nefastas conquistas.

É um caminho sem volta:
Persuadi-lo.
Sem ao menos saber –
Como é o retorno.
Impondo circunstâncias,
Armando planos para destruir –
Forjando provas.

O inimigo não é invisível,
Pois caminha ao teu lado –
Tecendo palavras doce,
Gerando confiança.
Mas, logo ali na frente,
Dispara o tiro de misericórdia.
Não há um pingo de remorso,
Não adianta pedir clemência.
Sem ao menos perceber –
Tornou-se a presa,
Game over.

Para quê a pressa?
Agem como cordeirinhos,
Cozinhando-o no banho Maria.

Em seu olhar,
Transparece a vingança.
A inveja em forma de brilho,
Arrefecendo qualquer desconfiança.
Moldando os pensamentos,
Aliás, dos mais frágeis.
Pegando o gancho:
De suas fraquezas,
Inflando os pontos mais fracos.
O calcanhar de Aquiles,
Das personalidades perversas –
Pudera racistas.
Disseminando o ódio –
Remontando um exército:
Frio e impiedoso.

Reverberavam as vontades,
Neste imenso Universo.
De frente batendo com aqueles,
Que assim desejam ao contrário.
Gerando uma guerra fria,
Pouco a pouco –
Criando condições para o embate,
Tão logo inevitável.

Sobreviver –
É como fugir de uma enorme armadilha.
Devemos ficar atentos,
Possuir um olhar atento,
Atitudes transparentes.
Para quem saiba,
Possamos escapar dessa selvageria,
Em que se tornou a humanidade.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022

Atmosfera claustrofóbica

Genocídios –
Atrás de genocídios –
Nações em busca de poder.
Gerando guerras,
Subterfúgios –
Artifícios –
Armas letais.
Bélicas –
Biológicas.
O importante é aniquilar,
Cortar o mal pela raiz.

Indícios de um mundo cruel,
Atmosfera claustrofóbica –
Não conseguimos respirar,
Diante de tantas atrocidades.

Em nome de quem –
Comete-se as torturas:
Físicas ou psicológicas?
Inúmeras injustiças,
Catalogadas –
Nenhuma atitude tomada,
Para frear a maldade –
Que assola o Planeta.
Qual será a meta?

Humanidade destruída –
Devastada pelos próprios atos.
Hediondos crimes,
Por motivos fúteis.
Insanidade descabida,
Da mente se faz a privada.

O mal pairando –
Sobre as nossas cabeças,
Sem alguma justificativa.
Onde vamos parar?

Hipnotizados –
Acelerados –
Diante de uma demanda,
Incapacitados.
Em meio aos pecados,
Que julgamos cometidos.

Diante de um Deus –
Que observa tudo à espreita.
Será que possui –
Um olhar de resignação?
Por que não protege os seus?

Pessoas inocentes,
Sofrendo os horrores.
Diante dos desmandos alheios –
O entrevero espiritual,
Sem precedentes.
Não separa o joio do trigo,
Em um lugar,
Sem qualquer indício de covardia?

Somos livres,
Mas não sabemos –
Usufruir de tal dádiva.
Mesquinhos –
Na tentativa de sempre aprisionar,
Os que julgamos fracos.
Tornando-nos caçadores,
Afim de, no egoísmo –
No desenfreado narcisismo.
Subjugando obter o prazer –
Sem mensurar a agonia,
Em egos acariciados –
Em insanas palavras,
No poderio do capitalismo.

Ato falho


Não sei o que querem de mim,
Ou o que querem que eu faça –
Prossigo tentando.

Vislumbro novos caminhos,
Onde possa chegar.
Positivo –
Um tanto objetivo.
Na lucidez de meus pensamentos,
(Re)descobrindo-me - A missão,
Sem alguma intervenção.

Às vezes, tachada de louca,
Pela autenticidade.
Tranquila consciência –
Por ser assim –
Trilhando labirintos.
Na lucidez interdimensional,
Sonhar não é exagero –
Transcendental.

Em lutas e guerras internas,
Em teste a intuição.
Parece que nunca terão fim,
Imensos são os obstáculos.
Mantém-me forte,
Focada em outra dimensão.

Muitas vezes, fraquejando,
Sobressai a resiliência.
Energia cósmica,
Dentro do peito.

Nem tudo está ao alcance,
De nossas mãos.
Fecho os olhos –
Respiro –
Enxergando de fora para dentro -
Um olhar atento,
Posso parecer solitária,
É a labuta diária.

Há um Universo,
O qual ainda possuímos –
Muito o que desvendar.
Aqui na face da Terra,
Somos seres humanos.
Apenas uma centelha,
Poeira de estrelas:
Espalhou-se –
Multiplicando-se –
Entre si.
Reverberando a bonança,
Também o caos.

Gratificados pela inteligência maior,
Com o livre arbítrio.
Na escolha de caráter –
Em plena atitude,
Na capacidade cognitiva.
O discernimento:
Entre o bem e o mal.
Não imperando mais,
Os instintos primitivos.
Buscando na essência,
A evolução.
Alguns fazem o trajeto reverso –
Na involução.

Em toda ação:
Uma consequência,
Demandando de  sinergia –
No que é supérfluo.

Chegará o momento,
De cobranças.
Onde a escassez de recursos,
Estará presente.
Os habitantes do Planeta Terra,
Julgam-se onipotentes.
Carregará um grande fardo,
Em sua linguagem:
Pagando pelos crimes e pecados –
Um imenso ato falho.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022

Contraste de energias

 


Ninguém não imagina –
O quanto estou cansada.
Neste mundo,
Em que as energias –
São sugadas.

Terra de interesses,
Jogos sórdidos –
Regras macabras.

Os seres iluminados,
Aos poucos aniquilados.
Luta corporal –
Delírios do bem e do mal.

Não me julgo –
Entre os melhores,
Dos seres humanos.
As vezes, ou quase sempre,
Ser forte.
Revelam-se as cicatrizes,
Por onde andarão –
Os momentos felizes?

Sempre é do mesmo jeito,
Lutar para sobreviver.
Ou mínimo  de reconhecimento,
Por algo se ama, realiza.

A verdade forjada,
Obsolescência programada.
Valores obscuros,
Vale-se por aquilo que se tem,
E nunca pelo o que se é.

A falsidade –
Guerra de egos.
Na disputa de preços,
No status –
Daquele que lucra mais.
A moda agora –
São os verificados.

A grande minoria,
Os desvalidos.
A míngua no desejo,
Para serem notados.

É estarrecedor,
Para quem está de fora –
Sem a menor compreensão.
A invisibilidade –
Talvez seja uma dádiva.

Assim, perco-me em devaneios,
Em emaranhados de sentimentos.
Duradouros e infinitos –
Em meu âmago.
Descobrindo-me -  
Na sinergia da alma.

Com as palavras –
Mesclando os conhecimentos,
Também o aprendizado.
Conectados aos fios,
De outra dimensão.

Na introspecção –
De outras vidas.
Nem tudo o que se ver,
O que se sente –
É explicado.
O poder do sobrenatural,
Há milhões de anos luz –
Pelo Universo conectado.

Talvez contatando-me –
Servindo-me –
Como instrumento.
Sugando –
Abastecendo-me –
Em autoconhecimento.

Legitimidade

 


A insana insensatez –
Não nos levará a nada.
 
Indignados –
Forjados –
Não há uma palavra de consolo,
Apenas facas dilacerando o peito.
Na contramão –
Varrendo tudo o que algum dia,
Foi planejado.
Sentimentos de uma vida inteira,
Jogados na lama.
Para muitos, ou a grande maioria,
Sem nenhum valor.

Entrego-me –
Às dimensões de vidas paralelas,
De energias que se complementam.
As virtudes demonstradas em atitudes,
No abismo de desejos –
Sonhos perdidos.

Cada letra escrita,
Expressa um sentimento.
No anseio de prosperar,
Da evolução humanizada -
Na breve expansão da consciência.

Entretanto, há um caos,
De nós engolir com a intenção.
Devorar a todos, um sumidouro,
Que transmuta a tudo que paira.

Para onde seguiremos –
Com tal desmantelo?
Sem o caráter –
Que nos revela,
O que realmente somos.

É tão pungente e arredio,
Os fatos que acontecem ao redor.
Puxando-nos –
Tirando-nos dos eixos.
Aniquilando-nos –
Feito uma coisa qualquer.
As engrenagens –
Cada vez mais perversas,
De moer pessoas.

Não há resquício de maturidade,
Sem a legitimidade das circunstâncias.
Neste lugar – A sobrevivência,
É tão surreal quanto a existência.

Manipulação abstrata


A revolta impregnada em nossos corpos,

Clama por uma justiça que não acontece.

Entra ano e sai ano –
São sempre as mesmas coisas,
Iguais planos.
Na impolidez de lamentos,
Do escárnio ao sacrifício.

Juventude perdida,
Na insatisfação que levam as suas vidas.
Aos que aqui ficam:
Dor e sofrimento –
Martírio sem fim.

Marcas de um governo corrupto,
Falta de compaixão com os demais.
De modo cruel –
Impondo uma assinatura surreal,
A fogo – Queimando a carne.
Flagelados – Humilhando-se –
Por resquícios de dignidade.

Eles te oferecem a cura pela igreja,
Tudo forjado - Está não vem -
Mas não te dão o básico.
Emprego – Moradia – Alimentação –
Tornam-se palavras malditas,
Em seus vocabulários.

Ao pobre  -
Nenhum direito a evolução humana.
Enxergados como zumbis,
Usados como trampolins –
Vagando de um lado para o outro.
Como sardinhas dentro de latas,
Transportes que não valem de nada.

Argumentos forjados para nos manter,
Invisíveis cárceres –
Na mente a prisão.
Ilusões de liberdade –
Mera formalidade,
São os cadeados.

Palavras vazias:
Não levam para lugar nenhum.
O ódio:
Colocando-nos no espaço comum.

A manipulação,
O esporte preferido –
Maquiando uma realidade que não existe,
Fomentando prazeres egoístas.
Aos menos favorecidos,
Nenhuma condição.
As atitudes não condiz com a verdade,
Olhares incrédulos,
Em frente ao espelho –
A pose (o ódio) narcisista.
É necessário que haja –
Uma luz no fim do túnel.
Uma razão pelo o qual –
Nunca se desista.