Quem desejar colaborar com a manutenção do Blog Poesia Translúcida, é muito simples: Pix 21987271121. Qualquer valor, o mínimo será muito bem vindo! Muito grata!

quinta-feira, 23 de dezembro de 2021

Nau a deriva em meio ao caos


 

Uma tormenta paira sobre a minha cabeça,
E eu com essa mania de escrever como um compromisso diário, tentando registrar o máximo que puder, e o que me for permitido.

                                       ***

O ponteiro da bússola segue indicando o caminho a ser percorrido –
Porém, muitos teimam em não querer prosseguir, remando contra a correnteza,
Não enxergando o que de fato de faz necessário.
Por que somos tão teimosos e insignificantes ao ponto de nos deixar escravizar por tais circunstâncias?
As respostas que tanto desejamos encontrar, não está para além dos céus, e sim, dentro de nós, em nossa essência.
Acredito que desde o início –
Deixamos nos moldar como argila – Não a forma física – E sim, os pensamentos e raciocínio.

Sei que trago aqui em minha essência a rebeldia –
De bater de frente,  realizando perguntas, que  na maioria das vezes, deixam aqueles que querem se impor desconfortáveis.
Uma nação livre não se afirma pelos cabrestos e arreios.
A forma livre de pensamento, o direito de contestar com o devido uso da democracia promovam debates e levem o senso comum  respeitando a individualidade de cada um, sem a dualidade de questionamentos ou interesse de subjugar as pessoas.
O que cada cidadão necessita é que este mesmo Estado Democrático, respeite-o  como ser e indivíduo, oferecendo-lhe condições de trabalho e de se manter, assim como os seus.
Infelizmente, em dias atuais, presenciamos pessoas sem o mínimo de dignidade, sem ao menos ter com o que se alimentarem, tendo os seus corpos vilipendiados pela violência imposta de todas as maneiras.
Será que em algum dia, viveremos uma realidade diferente e totalmente oposta da qual hoje enxergamos e vivenciamos?

Só o futuro dirá –

Se tivermos algum!

Edificação

 


A fantasia -

A imaginação -

Vivem em constante ebulição.

Tenho a necessidade da expansão,

Em desfrutar da essência -

Para a futilidade – Falta a paciência.


Da vida – Traga-me o que for bom,

No paladar – O sabor do bombom.

Misturas de peles – Miscelâneas de tons,

Ressoe no âmago – Edificando os sons.


Estampidos

 


Cortam o silêncio -

Plena madrugada,

Descortinando a alvorada.



Universo

 


Tanta sensibilidade -

Há de encontrar alguma forma de extravasar.

Seja pelo bom senso,

Através da raiva,

Ou na expansão da arte.

Eu prefiro a terceira opção,

Que no meu entender é a primeira.

Porque vejo que não vale a pena se expressar para quem não quer ouvir.

Há um grande mundo dentro de mim -

Na alma que se expande.


Posso não ser ninguém;

Posso não ser quem os outros querem quem eu seja;

Posso ser o nada o que as pessoas esperam.

Mas eu sou quem eu quero ser -

Posso ser quem eu quiser na minha essência apoteótica de atriz.


Eu sou uma miscelânea -

Uma mistura de todas as mulheres que há dentro do meu universo.

E não há quem diga que isso é impossível.

Eu sou pitonisa -

Feiticeira -

A mãe de todos os desejos.

Filha da Lua -

Remanescente de Marte -

Eu jaz em algum momento.

Mas renasço -

Em outro.

Por mais que falem ao contrário,

Mostro-me forte,

Mesmo falhando em alguns momentos.

Ninguém é perfeito -

Nem mesmo eu.


Infortúnio

 


Tanto desejo de liberdade,

Levado pela vaidade,

Prisão – A vil realidade.


quarta-feira, 22 de dezembro de 2021

Transmutação humana

 


Como desejo algum dia compreender esta sociedade –
De fato, o que se coopera em sua expansão,
Onde o que é pregado soa como vazio e sombrio.
Em regras que nunca são levadas à sério,
Apenas para manter as coisas em seus devidos lugares.

É tudo uma farsa –
Intriga da oposição.
Leis impostas por um poder patriarcado, arcaico, retrógrado e questionáveis.
A igreja ao contrário de um elefante branco só conquista mais bens. 
E com os seus símbolos e dogmas são incapazes de olhar para os que de fato são os menos favorecidos, acumulando riquezas.
O que realmente acontece –
Vai muito além do que uma simples missão.
Há toda uma dimensão envolvida, na impossibilidade de se colocar com empatia no lugar do outro.
Cada indivíduo como pessoa tem a sua personalidade própria e ao menos um dom, e/ou não ser mais um fantoche a mercê da vontade de terceiros.
Nunca fui de julgar os  outros –
Mas há muitos que têm essa triste mania, de querer o fazer pela capa, de enxergar apenas o que lhes convém de acordo com os seus insanos interesses.

“A palavra “religião” deriva do latim: Religare, religar, voltar a ligar.”
Por isso, faço do BEM a minha religião, aquele que pode  fazer com que me religue e me conecte com a verdadeira essência que há em nosso âmago –
A alma – Compartilhando com os que desejam  o mesmo –
Em igual transmutação humana.

Heresia

 


Doce veneno – A tal da democracia –

Como algozes brigando – Feito heresia.

Quem é que se sobrecarrega com a hipocrisia?



Poesia


Reverbera na alma -

Paz – Transmuta a calma,

Carnal – Minha autoestima.


Essencial poesia


Não sei mais o que esperar -

É um nó que não desata.

Aperta sem me dar chances,

Preciso de uma revanche.

Vivo mergulhada - Mar de lama,

Preciso respirar, falta o ar.

Envolta em dilemas,

Oportunidades - Abra a porta.


Uma garoa fina vem me molhar -

Mistérios da natureza.

Anjos clamando pela vida,

Vêem me mostrar, ainda há beleza.

Em meio às tempestades,

Da minha essência, a majestade.

De clemência, um olhar,

Posso senti-lo, não há dúvida.


É de restauração, a chuva,

Inebria aos meus sentidos.

A alma com certeza louva,

De sentimentos cálidos.

Despertando bons presságios, 

Sem usar de subterfúgios.

Acalentando o desejo,

Revigorando cada lampejo.


Labirintos tortuosos

 


Espelhos -

Olho através de seu reflexo.

O que enxergo,

Uma realidade sem nexo.


Por todos os lados – Os perigos,

Para onde devemos seguir?

Não há nada de novo aqui.


Espalhando pelo chão,

O líquido em tom vermelho.

Percorremos caminhos,

Labirintos tortuosos -

Redemoinhos,

Até a exaustão.

Passos lentos – Penosos,

Quem foi que disse:

Que há clemência?

Apenas crendice -

Sobrevivemos em dias sombrios,

Na espinha, calafrios.