Se tivermos algum!
quinta-feira, 23 de dezembro de 2021
Nau a deriva em meio ao caos
Edificação
A fantasia -
A imaginação -
Vivem em constante ebulição.
Tenho a necessidade da expansão,
Em desfrutar da essência -
Para a futilidade – Falta a paciência.
Da vida – Traga-me o que for bom,
No paladar – O sabor do bombom.
Misturas de peles – Miscelâneas de tons,
Ressoe no âmago – Edificando os sons.
Universo
Tanta sensibilidade -
Há de encontrar alguma forma de extravasar.
Seja pelo bom senso,
Através da raiva,
Ou na expansão da arte.
Eu prefiro a terceira opção,
Que no meu entender é a primeira.
Porque vejo que não vale a pena se expressar para quem não quer ouvir.
Há um grande mundo dentro de mim -
Na alma que se expande.
Posso não ser ninguém;
Posso não ser quem os outros querem quem eu seja;
Posso ser o nada o que as pessoas esperam.
Mas eu sou quem eu quero ser -
Posso ser quem eu quiser na minha essência apoteótica de atriz.
Eu sou uma miscelânea -
Uma mistura de todas as mulheres que há dentro do meu universo.
E não há quem diga que isso é impossível.
Eu sou pitonisa -
Feiticeira -
A mãe de todos os desejos.
Filha da Lua -
Remanescente de Marte -
Eu jaz em algum momento.
Mas renasço -
Em outro.
Por mais que falem ao contrário,
Mostro-me forte,
Mesmo falhando em alguns momentos.
Ninguém é perfeito -
Nem mesmo eu.
quarta-feira, 22 de dezembro de 2021
Transmutação humana
Heresia
Doce veneno – A tal da democracia –
Como algozes brigando – Feito heresia.
Quem é que se sobrecarrega com a hipocrisia?
Essencial poesia
Não sei mais o que esperar -
É um nó que não desata.
Aperta sem me dar chances,
Preciso de uma revanche.
Vivo mergulhada - Mar de lama,
Preciso respirar, falta o ar.
Envolta em dilemas,
Oportunidades - Abra a porta.
Uma garoa fina vem me molhar -
Mistérios da natureza.
Anjos clamando pela vida,
Vêem me mostrar, ainda há beleza.
Em meio às tempestades,
Da minha essência, a majestade.
De clemência, um olhar,
Posso senti-lo, não há dúvida.
É de restauração, a chuva,
Inebria aos meus sentidos.
A alma com certeza louva,
De sentimentos cálidos.
Despertando bons presságios,
Sem usar de subterfúgios.
Acalentando o desejo,
Revigorando cada lampejo.
Labirintos tortuosos
Espelhos -
Olho através de seu reflexo.
O que enxergo,
Uma realidade sem nexo.
Por todos os lados – Os perigos,
Para onde devemos seguir?
Não há nada de novo aqui.
Espalhando pelo chão,
O líquido em tom vermelho.
Percorremos caminhos,
Labirintos tortuosos -
Redemoinhos,
Até a exaustão.
Passos lentos – Penosos,
Quem foi que disse:
Que há clemência?
Apenas crendice -
Sobrevivemos em dias sombrios,
Na espinha, calafrios.