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domingo, 18 de outubro de 2026

Dualidade efêmera


 

Temperança –

Esta é a palavra do dia.

Em tempos atuais não que esteja nervosa,

Ou ainda desesperada.

Muito pelo contrário,

Apenas exausta com essa densidade, 

Que teima em pairar sobre as nossas cabeças,

Com a iminente probabilidade de uma bomba cair sobre nós.


O silêncio me acalma...

As provocações de ignorantes não arranham a esperança, 

De quem almeja por dias melhores –

Também repleto de calmaria,

Porém, o cenário se mostra totalmente diferente -

Há quem duvide dessa triste possibilidade


Sinto-me presa –

Atada em uma prisão.

Livre nos pensamentos,

Que me levam mundo afora. 

Os ataques são cada vez mais intensos.

Não posso me deixar levar...

Ressoar por forças negativas. 

Uma cisma que persiste em permanecer em looping, 

Batendo, martelando no meu peito.


Peço a espiritualidade para que não se concretize...

Não é apenas a percepção terrena,

O sobrenatural sempre a espreita.

As sombras se esgueirando, de maneira vil,

Desejando tomar conta do lugar.

Que mal cometemos para tal constatação?


 A humanidade com a necessidade de escolher um lado,

Perdendo o aval da própria vida.

Não enxergando o que está realmente em jogo,

A insanidade se apossando.

Inúmeros sacrifícios de sangue,

A falta da inteligência emocional,

A perversão em seu estado natural.


O mais cruel – 

Deixando marcas,

Gerando sofrimento.

Sobrevivendo com tanta falta de empatia,

Menosprezando os mais fracos.

Escravizando os semelhantes,

Há quem se  engrandeça por mérito de poder.


Será este o nosso destino?

De sermos aniquilados,

Por alguns, completo desatino.


É preciso honrar nossos ancestrais,

Que travaram lutas desleais. 

Para que usufruíssemos de mais direitos e menos deveres,

No entanto, somos tratados como efêmeros gados,

Trabalhar para favorecer os mais ricos.

E na peleja diária,

Permanecendo cada vez mais pobres.


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