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segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Nascente da felicidade


 

Aproxima-se –

O fogo crescente.

Não queima,

É intenso,

Porém, frio.

Revela todo o desprezo,

Da essência invisível.

O olhar negro sombrio,

O culminar da raiva.

Num gesto narcisista,

Diante de sua incredulidade.

O contra golpe,

O silêncio.

Talvez algo inesperado,

Quebrando a expectativa.

Neutralizando os efeitos,

Causando os colaterais.

Disponíveis anseios artificiais,

É tão certo, quanto perspicaz.

Na loucura arrebatadora,

Desbrava a loucura.

Na antítese dos fatos,

Subjugada,

Vilipendiada,

Até a exaustão,

No fundo.

Desconhecem o poder da resistência,

A dor não é infinita.

Fortalece-se na solitude,

A nascente da felicidade.

Espelha-se na dignidade,

Através de papéis e canetas.

Transcende a realidade,

Transmutando as dimensões.

Almejando nova consciência,

Rebuscando o elo com a existência.


A terceira dimensão,

Corta na carne.

O espírito volita a procura de abrigo,

Aprendendo com os erros.

Convivendo com alheias sombras,

Lembrando-se sempre de ser luz.

Em meio às provações,

Infindas  provocações.

Diante da tormenta do caos,

Desviando-me dos perigos.


Rege-me a centelha divina,

O discernimento da luminescência.

Por mais que seja difícil,

Pisar em ovos, ambiente hostil.


Escolho-me –

Acolho-me –

Em minha singela amplitude,

Ser do bem.


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