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domingo, 22 de maio de 2022

Esperança genuína


Vivo nesta alucinação apoteótica na mente,
Um ser diferente, talvez descrente.
Desejando ouvir o canto dos pássaros,
E não de britadeiras fazendo buracos.

Muito me indigna os fogos de artifícios,
Sem algum intuito, apenas malefícios.
Destruindo o que ficou da natureza,
Colocando abaixo, toda a realeza.

A salvação, depende da floresta – O verde,
No futuro próximo, a recordação.
Faltará o sentido, um quadro na parede,
Não haverá tempo para a restauração.

Vidas difundidas de forma inútil,
De nada valerá o dinheiro, fútil.
Na contramão, idiotizada ilusão,
Sonhos efêmeros perdidos, aniquilação.

Aqui reina a pequena esperança,
Na ingenuidade, feito criança.
De ver o futuro transformado,
De nações coerentes, unificados.

É necessário a perfeita harmonização,
De pensamentos diferentes, em união.
Que possamos presenciar a realização,
Da consciência plena, a expansão.

Condição atroz

 


É surpreendente –
A capacidade de algumas pessoas,
De serem tão volúveis.
Adaptando-se ao ambiente,
Sugando as energias –
Em prol de benefício próprio.
Criando contendas,
Em um teatro egocêntrico –
E minimalista.

Ignoram a inteligência alheia,
Pensando que estão passando batido –
Na iminência de serem desmascarados.
O livre arbítrio jogado fora,
Sem o conhecimento –
Ou menor menção de seus atos.

Nem tudo que é percebido,
Deve ser verbalizado.
De um modo ou de outro,
Precisamos nos proteger.

O silêncio também é uma arma,
As palavras devem ser usadas –
No momento propício,
Pautada na argumentação.

A cada dia que se passa,
Princípios são perdidos –
Levados com o tempo,
Diante da difamação –
Tornam-se imperceptíveis.

A falta de caráter dando as caras,
Marcando as cartas –
No jogo perigoso,
Perdido para o poder.
Era do pessimismo,
Da falta de incompetência.
A ignorância –
Comandando a alta cúpula.

E permanecemos:
De pés e mãos atadas,
Bocas fechadas –
Amordaçadas,
Sem saber o que dizer.
No protesto silencioso,
A fome como um soco no estômago.
Condição atroz –
Da qual tanto desejamos.

- Que país é este,
Que não enxerga os seus semelhantes?

sexta-feira, 20 de maio de 2022

Teorias apoteóticas


Orbita em mim:

Uma enorme vontade em transcender.
Não porque desejo ser superior à alguém,
Mas sem as limitações que trago aqui comigo.
 
É tão inconcebível essa realidade,
A qual estamos presos –
Que no final das contas,
Não nos levam a lugar algum.
Com a possibilidade,
De corrigirmos os erros do passado –
Se nem ao menos sabermos quais são,
Recriando teorias e mais teorias –
Para preencher os dias,
E as mentes vazias.

É tudo tão contraditório,
Que a vida que levamos –
Os sonhos -
Maior do que os braços e as pernas,
Sem sabermos quando alcançá-lo.
Mesmo disfarçando,
Não querendo mais –
Permanece uma ponta de esperança,
Para que tudo ou um pouco mais –
Aconteça!
Ou senão, apenas o necessário,
Para suprir as insignificantes necessidades.

O que resta somos nós,
Em nossa efêmera bolha –
Desejando o impossível.
Abastecendo-me –
De um monte de papéis rabiscados,
Com cores e letras coloridas –
Para enfeitar.

O que chamamos de experiência,
Mas que no fundo –
Torna-se um imenso oco,
Um ócio –
Sem sabermos para quê.

Fator de resistência


São tantas informações nos bombardeando –
Diariamente –
Que não sabemos em quem acreditar.
Auto flagelo inconsciente,
Apunhalando-nos  -
Como se as palavras fossem foices,
Cortando os nossos direitos –
Permanecendo os deveres.

Seres inescrupulosos,
Em demasiados segredos –
Gerando consequências fatais,
Para milhões de pessoas –
Em um retardamento compulsório.

As tragédias vão acontecendo,
Em meio a naturalidade.
Não basta olharmos –
Para o espelho,
Se não desejarmos uma tomada de consciência.
Para de fato acontecer,
Não uma simples mudança –
Como uma seletiva transformação.
O que realmente prevalece na vontade humana,
Não de um determinado país –
Como do Planeta falando.

Em tudo o que pronunciamos –
Ou divulgamos,
Há uma arbitrariedade.
Nem todo mundo,
Raciocina de igual maneira –
Determinando o desejo da maioria.
Muito pelo contrário:
A vertente vai de encontro a tudo,
Dilacerando as expectativas.
Reinando a desordem da pequena minoria,
Os quais se julgam selecionados.

A vida é mesmo –
Um fator de resistência.

quarta-feira, 18 de maio de 2022

Velhos erros


Olho ao meu redor –
Observo a indignação.
De um país que tinha tudo –
Para uma concreta evolução.
Em pleno século XXI,
Vê-se deparado com o caos.

Políticos corruptos,
Saindo de bueiros –
Como ratos raivosos,
Desejando privilégios –
A propina em troca de favores.
A população derrotada –
Um ponto final.

Como não pensar no futuro,
A máquina sendo desmontada.
Ordem e progresso –
Ficaram para trás.
O lema hoje em dia:
É o regresso.

Pensamentos retrógrados,
Os bolsos vazios jamais.
As engrenagens da manipulação,
Inventam mentiras –
Recriam inverdades.
Falso moralismo –
Ignorante cristandade,
Para obterem favores.
Injustos clamores,
Mentem em seu fervoroso ardor.
Pela comunidade, o horror,
Mas por detrás das cortinas –
Manipulam tudo a favor de si.

Seres incoerentes,
Os pobres indefesos –
Sem voz e nem vez.
Ao poder público ultrapassado,
Jogado para trás.

Uma nação se perdendo em referências,
Esquecendo o passado –
Repetindo velhos erros,
Em detrimento da mudança.
A qual é inexistente –
Nunca vem.

Ideias contraditórias

Ideias contraditórias,
Em que nada diz com os argumentos.
Falsos desertores,
Palavras desconexas.
Com amplitude no desconhecimento,
Implicância latente.

A quem favorece críticas infundadas?
Perverso moralismo –
Tanta incompetência.
A troco de nada,
Quimera de ilusão.

Jogos perigosos,
Vidas alheias em risco.
Para quê tanta fundamentação?
Uma atmosfera incontrolável,
A humanidade perdida –
Sem alguma condição de evoluir.

Uma cultura vazia -
Pouco a pouco implantada,
A manipulação em nossas cabeças.

Qual será o futuro,
Neste Planeta aleatório?
Que nem ao menos aprendemos a salva-lo.

Em nossa alma,
Fomentada a destruição.
Sonhos perdidos,
Em meio a avalanche de corrupção.
Não somente os políticos,
Uma gama em geral,
Provocando a perversão de nossos atos.
Atormentando –
Subjugando –
Tortura física e psicológica,
Prevalecendo as ações sensacionalistas.
Como o deixaremos –
Para as próximas gerações?

Seres incautos –
Propagando a indiferença,
Através do capitalismo.
A revolta –
Fazendo incutir nas essências fragilizadas.
Tão surreais,
Quanto a crueldade do próximo.

Se seremos fortes o bastante,
Para mudar esta triste trajetória –
Saberemos se olharmos,
Com exatidão –
Para dentro de nossa cerne.

segunda-feira, 16 de maio de 2022

Dualidade do capitalismo


Triste fim!

É isto o que nos espera,
Com esse comportamento insolente.
Sem alguma clemência,
Seguindo a moda da malandragem.
Onde o se dar bem – Tirar vantagem,
Está acima de tudo –
Excluindo os princípios da moral e bom costumes.

O que de fato acontece com a humanidade,
Para se deparar com o caminho de total crueldade?
Tamanha fatalidade –
Expandindo em seus poros,
Sem nenhum resquício de discernimento.
Julgados a revelia –
Na dualidade do capitalismo.
Monstrando ser quem não é,
Demonstrando um caráter falso,
Para obter favores.

Vidas dizimadas à luz do dia,
Antes escondíamos vil comportamento.
Porém, buscamos o glamour da perversidade,
Agindo à favor das inverdades.

Qual o preço a ser pago com tudo isso?
À duras penas com dor e desespero,
Não mais nós importamos com o outro -
No descompasso da agonia e sofrimento.

Quem nos destruiu por inteiro?

Faz-se necessário uma mudança drástica,
Se desejarmos continuar neste planeta.
A Terra está chegando em um ponto máximo –
De tolerância –
Somos um câncer indesejado,
Em sua atmosfera.
 

Linha tênue


O espaço lúdico desvendado,
Não mais tão misterioso assim.
Pouco a pouco a verdade revelada –
No desespero surreal da humanidade.

A lucidez colocada à prova,
Contundente em demasias.
Os incrédulos –
Aperfeiçoando o caos.
Quem diria:
Sairíamos da bolha,
Mas nem tanto assim.

Muitos em expansão da consciência,
Fomentando a esperança –
Arrefecendo mal.
Na discordância de palavras,
Afugentando a estabilidade.

À beira do precipício,
Estamos à mercê –
A cada dia mais alto,
Na discrepância da inconsciência -
Com cérebros mutilados pela manipulação.

Há uma linha tênue,
Entre a verdade e a razão.
Pessoas com as suas máscaras,
Em perfeito estado –
Fingindo uma falsa contribuição.
Mas por detrás são movidas:
Pelos próprios interesses escusos,
Passando por cima de tudo e de todos.
Não temendo que o jogo pode mudar,
Vidas transformadas no caos.

Para quê a ordem e o progresso?

Quem na verdade tem a razão?
Neste campo minado –
Explodindo pela falta de coesão dos fatos.
Em inconsequentes atos,
Não havendo a coexistência entre si.
Cada vez mais distante,
Paramos em meio ao tiroteio.

Qual a sua retratação?
Na jornada paralela –
Sem a redenção.

sábado, 14 de maio de 2022

De qual lado

 

Silenciosamente –
Vagando pelo deserto.
A alma –
Em devaneios.
Seja lá qual for,
O entremeio –
Em meio a dor.
E o desacerto –
No deleite,
Espalhando o mal.
No desconcerto,
Espelhando o caos.

Províncias da dureza,
Questionando-se –
Não mais a realeza.
Deveras visceral,
Humanidade cruel –
Obra da natureza?

Resquícios de caráter,
Insano – Vinculado.
O mundo girando,
Ao sabor –
Do próprio eixo.
Humanidade sem nexo,
Preparando o golpe.
A galope,
No contrassenso da invasão.
Por interesse,
O patriotismo.
A função –
Fugindo do realismo.
Na mente –
O pessimismo.
À nossa frente –
O negativismo.
Aos pobres rotulados –
O vitimismo.

Na disputa pelo poder,
Os deveres –
Nenhum prazer.
Para quê relaxar?
É necessário demonstrar:
A ostentação.
Ao apelo consumidor:
Nenhuma emoção.

Se não fazer parte do jogo,
Corremos perigo.
Tachados como preguiçosos,
Do futuro incerto –
Alguma esperança?
No cerne temerosos,
Duas escolhas:
Tomamos partidos,
Ou estaremos excluídos.
Na idolatria alheia,
Todos perdidos.
A transição do mito,
Caindo por terra.
Iminente guerra,
Na incompetência dos demais.
Espere um minutinho,
Crescentes divergências,
Sem pagar as indulgências –
Também os numerais.

Na mística estatística,
Que somente cresce.
Sem nenhuma premissa,
O salário do trabalhador.
Seja no culto ou na missa,
Resta o dízimo no cotidiano.
A luta diária, plena agonia,
No desastroso dessabor –
O de ter nascido,
Em completo labor.

Mergulhados na prepotência


Marte –

Planeta vermelho –
Morada da ancestralidade.
Rege o meu fascínio –
Domina os devaneios.
Cercado de mistérios –
Também teorias.

Quem poderá desvenda-lo?

Luz cósmica –
Transcendendo o ser.
Surge feito um ímã,
Puxando-me para si.

Qual será a ligação?
Perguntas e mais questões –
Será que algum dia –
Teremos a explicação?

O ser humano mesquinho –
Soberbo em tirania,
Desejando respostas.
Mas não tem a capacidade,
De sanar a fome –
No Planeta Terra,
Quantas pessoas passando necessidades.

Em pleno século XXI,
Ainda de morre de fome e sede.
E uma pequena minoria,
Regida pela ambição.
É algo que não tem como,
Não se questionar.
A objetividade do mal caratismo,
A paz mundial jogada de lado.

Até quando seremos inconsequentes,
Com a nossa própria morada?
Desejando descobrir o motivo da devastação –
À milhões de anos luz,
Destruídos pelos mesmos motivos.

A humanidade na Terra,
Desbravando o igual egoísmo –
Mergulhados na prepotência.
O mal não está na figura –
A qual desenhamos.
O caos está entranhado,
Na própria essência humana.