Quem desejar colaborar com a manutenção do Blog Poesia Translúcida, é muito simples: Pix 21987271121. Qualquer valor, o mínimo será muito bem vindo! Muito grata!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2022

Distopia do tempo

 

Insólitas são as horas –
Que passo por este mundo a navegar.
A ilusão perdida por entre o olhar,
Se desconectam as pessoas -
Sem ao menos se importar.

O ser humano é volúvel!
Como sempre egoísta -
Por isso, fecho-me em casulo,
Na distopia do tempo.

Nada é mais significativo,
Um mundo real e abstrato.
Cada escolha,
Tem a sua consequência.
Que tal esperar para ver qual é?

Não dá para confiar,
Não dá para acertar.
Saber o que é certo ou errado,
As tentações chegam como nuances.
Sem deixar escapatória.

Quando percebemos,
Estamos enveredados por seus jogos –
Armadilhas.
Ao nos depararmos é tarde demais,
Não tem como voltar atrás.
Quebraram-se a firmeza e o concreto,
Sem nenhuma chance de revitalização.

As tempestades apocalípticas,
São como um banho de radiação.
Lavando a alma,
Retirando o resquício –
Do que se tornou velho.

As mudanças sempre são boas,
Para compreendermos de fato –
O que é para ser.

Antes no meu invólucro - Sozinha,
Do que com alguém –
Que não tem a compreensão,
Daquilo que sou –
Ou me tornei.

A tormenta –
A transmutação –
É a chave para a transição.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2022

Grito de milhares

Vozes silenciadas -
Os capatazes,
Promovendo as injustiças.

A quem interessa,
Esses jogos e verbetes?
Recriando a ilusão de ótica,
A mentira transformada em verdade.
Nefasta alquimia,
Sugando as energias.

O grito de milhares,
Preso na garganta.
A realidade não mais espanta,
Pelo contrário,
A mente espanca.

Falcatruas –
Rabo preso –
Conchavos –
A perversidade do golpe.

O poder ditando as regras,
Leis compradas –
Jogadas para debaixo do tapete.
Para muitos o vil deleite,
Sabor veemente.

A base em ruínas,
Momentos fúteis.
Velhas doutrinas,
Lavagem cerebral.

Em algum momento,
A casa cai.
Desmorona a fortaleza,
O fluxo se esvai.

Não adianta o arrependimento,
Se no presente não há o discernimento.
O futuro será de pleno lamento,
O raciocínio lógico –
Enfim, vencendo a parada,
No momento seguindo a estrada.

Desfavorecendo o egoísmo,
A ambição, acúmulo de riquezas.
Gerando o caos,
Completa avareza.

Psicopatas querendo tomar de assalto,
A destruição da democracia.
Implantação da ditadura,
Impostora heresia.

Comportamento –
Sem precedentes,
Sem postura.
Com a boa educação,
A ruptura.

De um lado para o outro,
Vagando mecanizados.
Com o único intuito de trabalhar,
Gerando renda –
Pagando impostos.
Lutar pela sobrevivência,
Ensinando os demais –
No mesmo caminho,
Mesmo em desalinho.

 

Feliz constatação


O sol nasce em mais uma manhã,
Bons presságios.
Olhos bem abertos,
Para contemplar cada segundo.
O canto da cigarra,
Anunciando outro dia de calor.

Estamos vivos!
Respirando!
Quem diria?

Na luminescência,
Entorpece os sentidos –
De quem sabe admirar.
Na labuta diária,
Entre um intervalo e outro –
Resplandecente maestria.
Na lucidez,
Revigorando as energias.

Para continuar renovando o ar,
A inspiração –
A expiração!

Infelizmente,
Nem todos têm a sensibilidade –
Em apreciar,
Por mais simples que sejam –
Estes momentos.

Não é inevitável passatempo,
E sim, divertimento.
A conexão –
A troca de sinergias –
A realização,
Com o sobrenatural.
Parâmetro nada casual,
Para a existência primordial.

Há mistérios significativos,
Muitos estão ao nosso alcance.
Mas não somos capazes de enxergar,
Nem mesmo de relance.

O egoísmo presente,
Maior do que qualquer explicação.
No instante necessário,
Cairá sobre o chão o véu.
As palavras –
As frases –
Farão todo o sentido.
Na separação da luz e sombra,
O mal aniquilado –
Transmutara-se-a.
Não será mais lembrado,
Viveremos em outra dimensão –
Feliz constatação.

Essência transmutável

 

A corda sempre arrebenta do lado mais fraco,
A ruptura do sistema –
Governantes vis armando os esquemas.
Não importa as consequências,
Menores são os dilemas.
Para eles relativizando a dor,
A população servil no clamor –
Concatenando a exclusão.

Os menos favorecidos,
Movimentos ao contrário –
Oscilação em que nada prova.
A força –
O nado de encontro à correnteza,
Embalos aleatórios,
Em busca da satisfação.

Unindo as vozes,
Uníssonas –
Tal qual a efêmera realização.
Os fatos ordinários,
Atropelos diários.
Na vertente,
Areia quente.
Tramas inescrupulosas,
Prendendo-nos nas teias.

No espaço mínimo de tempo,
O desafio –
O momento do desperdício.
Aventuramos-nos –
Por caminhos desconhecidos.
Este é o nosso vício,
Sem medirmos a consequência.

Os seres humanos,
Têm um triste costume.
Em querer julgar,
Para aniquilar criando escudos.
Tornando o outro vulnerável,
Este é o acúmulo do absurdo.
Será que no Planeta Terra –
Somos os intrusos?

Ao ponto de não sabermos cuidar,
Compactuando com a destruição.
Quem sabe? Se em algum momento,
Possamos transmutar a realidade -
Quando chegar a hora da evolução.
No instante presente,
Somos uma incógnita,
Mais um ponto de interrogação.

A essência transmutável,
Em ação volúvel -
Pendendo para o bem e o mal.
Somente a transitoriedade dimensional,
Poderá resolver as velhas questões –
Ou nos depararmos com o desprazer,
Da involução.

domingo, 4 de dezembro de 2022

Genocídio anunciado

 

Caneta, uma folha de papel em branco,
Quem sabe a tela embaçada do computador.
Fakes news, ativem o teor de comando,
Disseminando o caos e a dor, atrevimento.
Difundida dinastia, sequela do sofrimento,
Psicopatia inflamada, nenhum lamento.
A comunhão, desafiando o vil pecado,
Oportunistas, inescrupulosos saltimbancos.

Vidas à mercê, entregues aos riscos,
Como garantia do sorriso, o confisco.
A voz ativa, nas entrelinhas o golpe,
Persuadindo os indivíduos, à galope.
Incitando a agonia, a violência,
Em suas falas, nenhuma advertência.
O objetivo, a falta de transparência,
Aos injustiçados, não trás a referência

O povo pobre, na grande maioria,
Largados à própria sorte.
Meu Deus, mas que tamanha ironia,
Com o passar dos anos, qual é o norte?
Para cessar com toda essa patifaria,
Sonhos velados dentro de mais um caixão.
A sobrevivência cobra o preço, zero solução,
Na labuta diária, sem a menor compaixão.

O ser humano nasce lascado,
Comendo o pão pela elite pisado.
A sociedade preta, mendiga por inclusão,
Pedindo respeito, o Estado devendo satisfação.
A falta de recursos, o buraco no estômago,
Roncando, clamando por auxílio.
O desejo de sobressair em meio ao perigo,
Quimera, faca de dois gumes, o fio.

O anseio resiste ao que é natural,
Racismo incrustado no alicerce estrutural.
O total respaldo, a meta da raça ariana,
Infundado pensamento, alta miscigenação.
Quem é que cabe totalmente neste requisito?
Hoje em dia é um tanto esquisito.
A Mãe Terra, Mística e Africana,
Sob as bençãos da Natureza, a proteção.

A humanidade necessita reaver as velhas questões,
Na desigualdade fomentada, o freio – A resolução.
A diversidade de poder, as reações,
As crianças são o futuro, iguais oportunidades.
Na transmutação da realidade,
Não este mundo paralelo, crescente ilusão.
O Estado genocida, a fome põe no prato,
Com a morte de milhares, faz o pacto.

No acúmulo de riquezas, enchendo os bolsos,
Comprando, vendendo os armamentos.
Dizimando a população das favelas, dos morros,
Roubando dos mais fracos, vivendo em paraísos.
Aos moradores da periferia, alguns trocados,
Na mira do fuzil, crimes são cometidos.
A sentença é a morte, um tiro certeiro no peito,
Com a bandidagem do alto escalão, não há socorro.

Probabilidade do holocausto


A humanidade,
Vestida de perversidade.
Encarcerada em grilhões invisíveis,
Levando os irmãos –
Ao sacrifício,
Indiscriminado indícios.

A cor da pele,
Não dá o direito da violação.
O endereço postal,
Do caráter –
Nenhuma constatação.
O preconceito –
Escancarado.
Não só o direito de ir e vir,
Ameaçado.
Estado segregador,
Na demanda a gentrificação.

O ócio, o ofício,
Ópio da transgressão.
Rasgando na carne,
Sangrando a alma.

Infligindo leis,
Sem classe a meritocracia.
Outros revivendo seus mártires,
Na vivência –
A probabilidade do holocausto,
Como objetivo o ódio.
Na insignificância crescente,
Ao modo aleatório.

Desconstruindo o que foi feito,
Colocando as peças –
Há como ser refeito?
Lavagens cerebrais,
Entorpecendo mentes pensantes –
Aos montes.
Adormecendo todo o significado –
De evolução.
Aos despertos,
O título de conspiradores.

Há uma força maior,
Que nos move, amparadores.
Atraindo-nos feitos zumbis,
Felizmente, existem muitos –
Que não se deixam enveredar.
Pelos sons sonoros,
Quase imperceptíveis.
Repetindo mentiras maquiavélicas,
Mil vezes, algum escrúpulo?

Nenhum grau de verdade -
A questão é mais profunda,
Do que possamos imaginar.
Antes as intenções veladas,
Navegavam no fundo da hipocrisia –
Fato notório e descabido.

A sociedade desperta,
Luta contra os fatos –
A favor dos argumentos.
Trazendo à tona o discernimento,
As somatórias de resistências.
De mãos dadas,
Espelhando o futuro brilhante.
Persuadindo a dureza, quedas,
Inflamando a persuasão –
Da consciência,
Com a devido persistência.

Prognóstico da violência

 

Genocídios escancarados,
O que antes acontecia escondido –
Hoje ocorre à luz do dia,
Quem diria.

Perseguições –
Julgamento –
Racismo –
A demanda do narcisismo.

A morte à espreita,
De olho em cada esquina.
Sobreviver –
Estratégias de guerrilhas,
Aprender, triste sina.

Desde cedo,
O prognóstico da violência.
A polarização,
Cidadãos de bem –
Tecendo o ódio,
Em suas teias –
Enveredam o pavor.

A população simples,
Antes tachada de vermes –
Por uma elite sórdida,
Sanguinária.
Vivem uma realidade paralela,
Enquanto, os ricos,
Munidos pela ganância –
O luxo no metaverso.

Grande parcela,
Tendo o salário mínimo –
Como desafio.
Ignora a própria sorte,
Usada como degraus –
Pela minoria.
Quando menos se espera,
Vem o descarte.
Como um troço qualquer,
Peça descartável.

A velha massa falida,
Modulada –
Amassada –
Sem o menor conforto.
Desprovidos –
À míngua –
À Deus dará –
Sovada.

Como gados marcados,
Sem a menor proteção.
Nem a pretensão,
Em acordar da ilusão.
Patéticos –
Alucinados –
Na engrenagem do retrocesso,
Fria e enferrujada.

Pessoas do outro lado,
Convivendo amedrontadas.
Buscando o abrigo,
Fugindo do perigo.
Não pode se deixar enveredar –
Pela baixa energia.

Antigas questões,
Voltam a tona –
Para serem resolvidas.
Borbulhando como ameaças,
Entornando o caldo.
Quando teremos o reverso,
A paz – O rescaldo?

sexta-feira, 2 de dezembro de 2022

Luta antirracista

 


O medo nos mantém vivos,
Na luta antirracista –
Sempre ativos.

Não importa a cor da tua derme,
Subjugados por aqueles –
Que se julgam superiores.
Contra a aniquilação –
Ao sistema os devedores.

O mal ministrados,
Em todas as direções.
Fomentam o caos,
Impondo a imperfeita segurança.
Às vezes, impotentes,
Encurralados –
Em um beco sem saída.

Ar rarefeito,
Sugando tentativas –
De sobrevidas.
O ódio crescente,
Alimentando pelo ópio doentio,
Do desprezo.

Na inversão dos fatos reais,
Tirando a atenção.
Olhando-nos fixamente,
Escaneando as reações.
A luz embaçada,
No final do túnel.
A resistência –
O anseio pelo impossível.
A sobrevivência –
Elevada para outro nível.

O embalo pertinente,
Da inércia.
Total controvérsia,
Com o abstrato.
O Estado como lobo,
Em pele de cordeiro –
Aguçando o olfato,
Verdadeiros predadores.
Instigando a violência,
Fazendo-nos rastejar –
Pedindo clemência.

Na verdade,
Deveria ser diferente.
Os reais donos,
Em totais condições –
De governar.
Colocando para correr,
Os invasores.
Um ponto final –
Nas invasões,
Perseguições.

Não somos poucos,
Na verdade a maioria.
Sonhamos em visualizar,
Conviver –
Praticamente,
Com o que há de natural.
Disseminando de vez as divisões,
Os status –
Que não nos levam a nenhum lugar.
Ativando as boas ações,
A igualdade –
Transmutando a realidade.

Contagem regressiva

 


O destino frio e nada sutil,
Preso em artimanhas.
Enigmáticas situações,
No espaço diverso.
Controvérsia da possibilidade,
Condensação dos pensamentos –
Impossibilitando o raciocínio,
Na contração dos fatos.

Contagem regressiva,
Subtração de missivas.
No descompasso,
Os atropelos.
No cotidiano,
Puxando o tapete.
Derrubando para aniquilar,
Toda e qualquer chance –
De sobrevivência.
A resistência,
Tombando ao chão.

O sangue poluído,
O vírus entorpecendo o corpo –
Causando malefícios irreversíveis.
Tão contraditório,
Com a vontade de sobreviver,
Nesta selva de pedras -
A labuta diária nenhum prazer.

O artefato da ilusão,
A visão –
Embaçada alucinação.
Devotos de nós mesmos,
No desejo,
De encontrar referências –
No olhar do próximo.
Que seja,
Ideologicamente parecido,
Para que possamos resistir.
Diante do caos ameaçador,
Dissipando a dor.

Cada amanhecer,
É uma dádiva –
Página em branco a ser escrita.
Vivenciada à todo o instante,
Na partilha e emanação do bem.

Somente assim,
Seremos capazes de reverter o mal –
Surpreendendo-nos até o fim.

Enorme apoteose

No sonho desperto,
Outra dimensão –
Interplanetária.
Diversa realidade,
Não mais imaginária.
Construção do novo mundo,
Diferente do que experenciamos.

A Terra –
Os pés no chão.
A sobrevivência –
Os desafios.
O destino,
Desfazendo velhos pontos –
Sem zelo traçados.
Por vezes,
Enveredando por caminhos,
Mal tracejados.

A consciência,
Em expansão.
A essência,
Em ebulição.
Transmutação,
Na alquimia.
Os elementos,
A harmonia –
Dissonantes,
Entre si.

Pode haver percalços,
Mas o que nasce para ser –
Jamais deverá,
Em sua realização.
Algum dia,
No momento oportuno –
Surgirá a enorme apoteose.
O bem,
É a consequência –
De nossas ações.
Não nos façamos individualistas,
Na cartasse dos acontecimentos.

Muitos que estão adormecidos,
Acordarão –
Para cumprirem o papel,
Na sociedade.
A missão da construção,
A verdadeira humanidade.
Com o real significado,
Para o progresso.

O momento atual,
Soa apenas para atrapalhar –
Subjugando a dinâmica.
Dos indivíduos,
Deixando-os à mercê da submissão.
As estratégias,
São as mais baixas e vis.
E aos que se encontram despertos,
Policiem-se.
Não serão fáceis,
Os próximos eventos -
Faz-se necessário o discernimento.