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sexta-feira, 2 de setembro de 2022

Lógica

 


A lógica nem sempre está presente em todos os lugares,
Às vezes, somos incapazes de procura-la.
Os caminhos a serem seguidos são totalmente diferentes –
Daqueles que algum dia almejamos.
A distorção soa como vidros quebrando,
Em milhares de caquinhos.

Ao nascermos –
Não nos tornamos donos de nossos próprios destinos.
Há sempre um acontecimento,
Que nos tira fora do prumo –
Deixando-nos à deriva,
Levando-nos em outra direção.

Em uma sociedade –
Que nos obrigada a agirmos iguais,
Como todo mundo –
Em um padrão,
Mostrando-nos como mesmos.
E desse modo,
Ao não possuir tal comportamento –
Discriminados,
Tratados como marginais –
Desertores, loucos,
Fora da curva.
Pois aquele em ascensão,
Demonstra a maturidade e o discernimento –
Para lutar por algo que não se encaixa.

A vida é luminescência,
Mesmo para atingirmos um objetivo maior –
Faça-se necessário excluir pessoas,
E se distanciar de círculos viciosos.
Afastando-se de pensamentos tão pequenos,
De seres incapazes de evoluir –
Em demonstrar compaixão,
Com o sofrimento dos semelhantes –
De seus irmãos.

quinta-feira, 25 de agosto de 2022

Vidas em suspensão

 


Sob um mundo oculto vivemos sobrecarregados,
Onde muitos acontecimentos não são revelados.
Pois somos incapazes de absolver as explicações,
A humanidade moldada no bem e no mal.
Inúmeras especificações –
O entalhe do caráter – A provação,
Características íntimas de personalidades.

Há centenas de anos atrás os seres do Planeta Terra foram testados –
Também reprovados.
Não escolheram a luz, preferiram mergulhar em um lugar sombrio,
Repleto de retaliações.
Enfim, a tecnologia viria, mas com tamanhas expiações.
Não souberam poupar a Natureza,
Orquestrando a poluição.
Onde a ganância provocaria, e continua provocando milhares de mortes:
De animais e, principalmente, de seus semelhantes.
Com os recursos exterminando,
Os cofres abarrotados de riquezas –
Nenhum resquício de remorso,
Ao deus da ganância – Devotos.

A concentração do poder nas mãos da minoria,
Enquanto, a vida da maioria segue em suspensão.
Seguindo em fila indiana –
A escravidão em evolução.
Nos meios de transportes, levados como produtos enlatados,
Não há a dignidade –
Alimentando a indústria do capitalismo.
No final do mês pagando quitando dividas e contas,
Mal sobra para a nutrição.
Isso quando se tem um salário,
Na falta a subsistência a perecer.

O que tanto eles nos escondem?
A pureza ou a maldição?
Neste jogo incrédulo de manipulação,
A carga pesando sobre os nossos corpos.
Diretrizes fomentando o ódio,
Condicionando-nos às grandes e pequenas guerras –
Simulando as trevas,
Arrefecendo a luz.

O bem em extinção,
O preconceito –
Escancarando o racismo,
A cor da pele propagando a gentrificação.
Na derrocada social,
Dividindo em classes.
Os iguais se agrupando,
Aos menos favorecidos,
De presente a dor e o desespero da existência.
Para combater um governo fascista,
Vestindo-se de resistência.
Retirando do pobre os direitos,
Incrementando os deveres -
Diariamente reage na luta.

Não vamos nos calar,
A nossa bandeira reconquistar.
Fazer renascer a democracia,
Feito a fênix –
No meio das cinzas altiva.
Do sonho a realidade,
Superando as expectativas,
A população em completa felicidade.

Fluxo surreal

 


Na grande mídia,
Na internet:
O fluxo surreal.
Fake news,
Não derrete.
Humanidade –
Hipnotizada.
Feito robôs,
A moda:
Do momento,
Filtros e disfarces.
Distorções,
Fora de foco.
Fuga da realidade,
Futuro incerto –
Em mãos erradas.
Governantes idiotas,
Único intuito:
De enriquecer,
É o prazer.
A grande massa,
O desejo –
Em aprender –
Dança do momento.

Planeta Terra,
Caindo na desgraça.
O povo –
Eterna graça.
Por detrás,
Cortina de fumaça.
Grande –
Teatro macabro.
Da as cartas,
Direciona destinos.
Tanto faz –
Para eles –
Número pequeno,
Ou outro maior:
De mortes.

Reservas –
Esgota-se.
Fomenta planos,
Alastra-se,
A miséria.
Empresários –
Satisfeitos.
O pobre –
Chora –
A desgraça.
***
É necessário que abramos os olhos,
Para enxergar a real necessidade –
Perversa constatação.
Voltada para o desenvolvimento da tecnologia a atenção,
Infelizmente, destruindo-nos pouco a pouco.
Sem a devido humanização,
Tornando-nos descartáveis,
Como produtos perecíveis.
Em meio ao exército de flagelados,
Um povo que anda desacreditado.

Intempéries da burguesia


Ventos frios,
Ressoando por corpos sem memórias,
Nunca aprendemos com os eventos,
Circunstâncias.
Tornando-nos vazios –
O coração feito rocha.

Não há nenhum sustentação,
Para o que é válido,
Vozes ecoando pela mente –
Um anjo e um demônio.
O caráter em construção,
Posto à prova –
Quimera sem equalização.

Quais são os elementos necessários,
Para sairmos dessa expiação?
Acontecimentos fúteis,
Na infinita condensação,
O peso da realidade –
A falsa modéstia –
O narcisismo injetado na veia.
Transformando-nos em bodes expiatórios,
Mais um – Outro mais – Assim  vai.

Imperfeita equalização,
A mentira premiada –
A verdade excluída,
Ainda com nenhuma validação.
A injustiça aclamada –
Em total perversidade.
Para a defesa estagnada,
Calada – Açoitada.

Não tempos como nos defender,
Das intempéries da burguesia –
Sempre dando as cartas.
Em suas mãos vestígios de sangue,
Idiotices – Sabemos das inverdades.
Assolando-nos –
Para sermos castigados.
Sem limites, impondo-nos castigos,
Não precisa de crimes.
A carne preta forjada.
Na luta, comprovada a inocência,
Em meio à penitência –
Nenhum pedido de desculpas,
Incutindo a culpa.
Sem a dignidade e o respeito,
Para averiguar a preguiça.
Para os ricos,
Leva-se segundos –
Submundo imundo.
Ao pobre o veredicto:
Culpado,
Mesmo inocentado.

terça-feira, 23 de agosto de 2022

Diagnóstico de putrefação

 

Pouco a pouco –
Estamos perecendo.
A Terra –
O nosso habitat sacrificado.
Rarefeito – Ar puro –
Oxigenado.
Em seu lugar –
A poluição.
Ao pai da criação –
A decepção.

Para quê o raciocínio lógico,
Se fomentamos a involução?
Seres inescrupulosos,
Pensamentos na ambição.
Na fome em obter –
Dissimulada ostentação.
Espalhando o descaso,
Crimes e pecados.
Repugnante moral,
Do ser existencial.
Sem cogitar o dia de amanhã,
A mente em vida –
Diagnóstico de putrefação.
Condicionados ao não raciocínio,
Tratados como números.
Apenas mais um,
Na imensa estatística.

Os “grandes líderes”,
Promovendo a guerra –
Alimentando o medo,
A desgraça e o desespero.
A grande praga do século XXI,
Deparando-nos em meio ao tiroteio.
No futuro que descortina incerto,
Rodeados por ameaças.
A gentileza se tornando mais escassa,
O desejo permanece para a guinada.

Ao chegarmos na bifurcação,
No meio da estrada –
Para não cometermos os mesmos erros,
Tenhamos o discernimento.
E façamos prevalecer –
A verdadeira realidade.
Não este martírio que nos aprisiona,
Em noites e dias de agonia.
Sem sabermos o que acontecerá,
No segundo seguinte.
A vida na Terra –
É uma caixa de surpresas.
Onde sobressai a sobrevivência,
E o viver em suspensão.
Aguardando o despertar –
Da consciência – A expansão.


Devaneios sem discernimento

 


Tremenda polarização –
Ou mera idiotice?
Um terreno,
Onde as pessoas caminham tão alienadas.
Incapazes de enxergarem a um palmo de seus narizes.

Quais são as regras deste jogo maldito?
Entregues às velhas narrativas.
A convivência –
A conivência –
Entre os demais.

As cartas já foram dadas,
A humanidade fingindo possuir o livre arbítrio.
Quase sempre,
Ou na maioria das vezes não possuímos as escolhas.
Devaneios sem discernimento,
A liberdade –
É apenas uma palavra bonita,
Com tenaz dicção.
Mas que se for colocá-la em pratos limpos,
É mera ilusão.

Na batalha incondicional,
Para nos mantermos vivos –
Matando-nos de trabalhar,
Para comer, vestir, também ostentar.
A grande maioria descartados,
Por não alcançarem tais objetivos de conquistas –
Aniquilados em ações cruéis.
Banalizados –
Julgados –
Em veemente utopia.

Os poderosos –
Condicionando-nos para tais caminhos.
A agirmos feitos zumbis,
Sem vontade própria.
Dilacerando os desejos,
Rasgando na carne virtudes inapropriadas.
Sem nenhum vislumbre,
Na inércia do cotidiano –
Rarefeitos são os planos.

domingo, 21 de agosto de 2022

Caminho inverso

Humanos –
Será que somos de fato?
Ou seres híbridos?
O Universo infinito,
Transcendendo em mistérios.

Quem realmente somos?
Qual é o intuito da evolução?
No desnivelamento –
O retrocesso – Involução.

Ao invés da união -
Em promover a pacificação,
Trilhamos o caminho inverso.
Promovendo a dor e o desespero,
Na linha de frente:
Mísseis e morteiros,
Diferentes pragas:
Os tiroteios.

Qual é a justificativa?
Espalhando a guerra,
Na iminência do conflito global.
Será que existe um motivo cabal?
A existência humana um erro?
Um desalinho  na linha do tempo –
Da Terra –
Usurpando os recursos naturais,
Destruindo o que encontramos pela frente –
De forma desleal.

Criados a imagem e semelhança,
Para sermos escravizados.
Tomado de consciência,
Enfim, despertados.

Como luz e sombra coexistem entre si,
O livre arbítrio –
A recompensa,
Ou consequências de nossos atos.
Na falsa liberdade,
De velhos dogmas.

Há quem jogue tudo para o alto,
Atingindo novo nível de conscientização.
Na ponta da língua os questionamentos,
Pensamentos na balança –
Outro discernimento.

Infelizmente, a grande maioria se deixa subjugar,
Aceitando calados –
Submetendo-se a mania da manipulação.
Enfim, o mundo caminha,
Descendo a ladeira –
A humanidade será a derradeira?

 

Êxito da existência


As energias estão cada vez mais se condensando –
O que de fato será do futuro,
Não sabemos.
O ser humano é tão imprevisível,
Em suas atitudes –
Volúveis como lhes convém,
Mudando de lado.

Com as peças em desalinhamento,
Entre o bem e o mal –
Em completa involução,
Obedecendo à interesses torpes –
Deflagrando guerras.

Inocentes em constante expiação,
O ódio em expansão –
O amor em extinção.
Impregnando a dor e o flagelo humano,
Sem as mínimas condições básicas,
De sobrevivência.
Seres nefastos na busca pelo poder,
Psicopatas e sadomasoquistas.
Espalhando a agonia,
Capitando a energia do medo –
Na face da Terra.

Se existe um modelo de restauração,
Este está bem longe de ser propagado.
O que temos,
É uma polarização desencadeada –
Absorvendo o caos.

Há sombras –
Assim, como também existe a luz.
E pela hibridização sensorial,
Devemos emanar boas sinergias.
Na união das forças,
Na expansão da luminescência –
Em nossas mentes,
Através do despertar.

O período presente,
Pelo qual passamos -
Atingimos a linha da limitação.
Ações drásticas –
Devem ser tomadas.
Para que possamos alcançar,
O êxito da existência.

Resquício de vida

 

Em dias tão contraditórios,
Entre o desejo e a realidade.
Fomentando algum resquício de vida,
Tangente vivacidade.
No costumeiro marasmo,
Pregando algo sem razão.

Visceral liberdade subjugada,
Pela ameaça de não sei o quê –
Ou de onde vem – Acontece.
Há uma linha tênue,
Que nos consome, aprisiona -
Vocaliza ou prende o grito na garganta.
O espelho fora de foco,
Distorcendo a visão.
Levando-nos a crer,
Na constante manipulação.

Não é de hoje que estamos à deriva,
Neste tormento.
Com o desejo em desbravar –
Conquistar novas histórias.
Porém, há algo ou força,
Impedindo qualquer ato de expansão.

O desejo veemente lateja,
No mais profundo de nossas almas.
No anseio em desatar os nós,
Que nos aniquilam como grilhões.
Aprisionando-nos –
Entoando falsa realidade.
Absoluta verdade,
Esta que nunca existiu.
Cada um lhe fomenta,
Da forma que lhe convém.
Recriando estratégias,
No mais profundo desespero.
Na iminência da fuga,
Que não se leva a lugar nenhum.

Sobrevivendo –
Resistindo em uma realidade,
Que impregna de caos.
Condicionando ao seu favor,
Desfavorecendo a felicidade.
Retirando de nossos âmagos,
A sensação de pertencimento.

sexta-feira, 19 de agosto de 2022

Realidade ilusória

 

Guerras e mais guerras,
Assolando partes do mundo.
Na iminência de outras mais,
Governantes não enxergam a população –
Sofrimento em demasiada proporção,
Homologando a involução.

A humanidade –
Caminhando para a realidade estratosférica,
Na sangrenta sobrevivência.
Ideias infundadas –
Compartilhadas –
Jogadas ao vento.

Falsas notícias,
Manipulação do jogo de poder.
Vence o que souber entreter,
Como ilusionista.
Criando invencíveis truques,
Pautados para tirar atenção –
Do que se faz necessário.

A verdade colocada para escanteio,
Uma peça que não tem mais –
A razão para existir.
Dissimulando trocadilhos,
Embates partidários –
Fazendo lucrar o extraordinário.

A dimensão na terra,
Triste realidade ilusória,
O mundo da expiação.
Fatores inconcretos,
Vil devolução.
No anseio por pagar todos os pecados,
Os menores cometidos.

Desbravando novos conhecimentos,
Regeneração da alma.
Infelizmente, nem todos alcançarão os objetivos,
Caindo no retrocesso.
Em algum momento,
A objetificação.