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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022

Atmosfera claustrofóbica

Genocídios –
Atrás de genocídios –
Nações em busca de poder.
Gerando guerras,
Subterfúgios –
Artifícios –
Armas letais.
Bélicas –
Biológicas.
O importante é aniquilar,
Cortar o mal pela raiz.

Indícios de um mundo cruel,
Atmosfera claustrofóbica –
Não conseguimos respirar,
Diante de tantas atrocidades.

Em nome de quem –
Comete-se as torturas:
Físicas ou psicológicas?
Inúmeras injustiças,
Catalogadas –
Nenhuma atitude tomada,
Para frear a maldade –
Que assola o Planeta.
Qual será a meta?

Humanidade destruída –
Devastada pelos próprios atos.
Hediondos crimes,
Por motivos fúteis.
Insanidade descabida,
Da mente se faz a privada.

O mal pairando –
Sobre as nossas cabeças,
Sem alguma justificativa.
Onde vamos parar?

Hipnotizados –
Acelerados –
Diante de uma demanda,
Incapacitados.
Em meio aos pecados,
Que julgamos cometidos.

Diante de um Deus –
Que observa tudo à espreita.
Será que possui –
Um olhar de resignação?
Por que não protege os seus?

Pessoas inocentes,
Sofrendo os horrores.
Diante dos desmandos alheios –
O entrevero espiritual,
Sem precedentes.
Não separa o joio do trigo,
Em um lugar,
Sem qualquer indício de covardia?

Somos livres,
Mas não sabemos –
Usufruir de tal dádiva.
Mesquinhos –
Na tentativa de sempre aprisionar,
Os que julgamos fracos.
Tornando-nos caçadores,
Afim de, no egoísmo –
No desenfreado narcisismo.
Subjugando obter o prazer –
Sem mensurar a agonia,
Em egos acariciados –
Em insanas palavras,
No poderio do capitalismo.

Ato falho


Não sei o que querem de mim,
Ou o que querem que eu faça –
Prossigo tentando.

Vislumbro novos caminhos,
Onde possa chegar.
Positivo –
Um tanto objetivo.
Na lucidez de meus pensamentos,
(Re)descobrindo-me - A missão,
Sem alguma intervenção.

Às vezes, tachada de louca,
Pela autenticidade.
Tranquila consciência –
Por ser assim –
Trilhando labirintos.
Na lucidez interdimensional,
Sonhar não é exagero –
Transcendental.

Em lutas e guerras internas,
Em teste a intuição.
Parece que nunca terão fim,
Imensos são os obstáculos.
Mantém-me forte,
Focada em outra dimensão.

Muitas vezes, fraquejando,
Sobressai a resiliência.
Energia cósmica,
Dentro do peito.

Nem tudo está ao alcance,
De nossas mãos.
Fecho os olhos –
Respiro –
Enxergando de fora para dentro -
Um olhar atento,
Posso parecer solitária,
É a labuta diária.

Há um Universo,
O qual ainda possuímos –
Muito o que desvendar.
Aqui na face da Terra,
Somos seres humanos.
Apenas uma centelha,
Poeira de estrelas:
Espalhou-se –
Multiplicando-se –
Entre si.
Reverberando a bonança,
Também o caos.

Gratificados pela inteligência maior,
Com o livre arbítrio.
Na escolha de caráter –
Em plena atitude,
Na capacidade cognitiva.
O discernimento:
Entre o bem e o mal.
Não imperando mais,
Os instintos primitivos.
Buscando na essência,
A evolução.
Alguns fazem o trajeto reverso –
Na involução.

Em toda ação:
Uma consequência,
Demandando de  sinergia –
No que é supérfluo.

Chegará o momento,
De cobranças.
Onde a escassez de recursos,
Estará presente.
Os habitantes do Planeta Terra,
Julgam-se onipotentes.
Carregará um grande fardo,
Em sua linguagem:
Pagando pelos crimes e pecados –
Um imenso ato falho.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022

Contraste de energias

 


Ninguém não imagina –
O quanto estou cansada.
Neste mundo,
Em que as energias –
São sugadas.

Terra de interesses,
Jogos sórdidos –
Regras macabras.

Os seres iluminados,
Aos poucos aniquilados.
Luta corporal –
Delírios do bem e do mal.

Não me julgo –
Entre os melhores,
Dos seres humanos.
As vezes, ou quase sempre,
Ser forte.
Revelam-se as cicatrizes,
Por onde andarão –
Os momentos felizes?

Sempre é do mesmo jeito,
Lutar para sobreviver.
Ou mínimo  de reconhecimento,
Por algo se ama, realiza.

A verdade forjada,
Obsolescência programada.
Valores obscuros,
Vale-se por aquilo que se tem,
E nunca pelo o que se é.

A falsidade –
Guerra de egos.
Na disputa de preços,
No status –
Daquele que lucra mais.
A moda agora –
São os verificados.

A grande minoria,
Os desvalidos.
A míngua no desejo,
Para serem notados.

É estarrecedor,
Para quem está de fora –
Sem a menor compreensão.
A invisibilidade –
Talvez seja uma dádiva.

Assim, perco-me em devaneios,
Em emaranhados de sentimentos.
Duradouros e infinitos –
Em meu âmago.
Descobrindo-me -  
Na sinergia da alma.

Com as palavras –
Mesclando os conhecimentos,
Também o aprendizado.
Conectados aos fios,
De outra dimensão.

Na introspecção –
De outras vidas.
Nem tudo o que se ver,
O que se sente –
É explicado.
O poder do sobrenatural,
Há milhões de anos luz –
Pelo Universo conectado.

Talvez contatando-me –
Servindo-me –
Como instrumento.
Sugando –
Abastecendo-me –
Em autoconhecimento.

Legitimidade

 


A insana insensatez –
Não nos levará a nada.
 
Indignados –
Forjados –
Não há uma palavra de consolo,
Apenas facas dilacerando o peito.
Na contramão –
Varrendo tudo o que algum dia,
Foi planejado.
Sentimentos de uma vida inteira,
Jogados na lama.
Para muitos, ou a grande maioria,
Sem nenhum valor.

Entrego-me –
Às dimensões de vidas paralelas,
De energias que se complementam.
As virtudes demonstradas em atitudes,
No abismo de desejos –
Sonhos perdidos.

Cada letra escrita,
Expressa um sentimento.
No anseio de prosperar,
Da evolução humanizada -
Na breve expansão da consciência.

Entretanto, há um caos,
De nós engolir com a intenção.
Devorar a todos, um sumidouro,
Que transmuta a tudo que paira.

Para onde seguiremos –
Com tal desmantelo?
Sem o caráter –
Que nos revela,
O que realmente somos.

É tão pungente e arredio,
Os fatos que acontecem ao redor.
Puxando-nos –
Tirando-nos dos eixos.
Aniquilando-nos –
Feito uma coisa qualquer.
As engrenagens –
Cada vez mais perversas,
De moer pessoas.

Não há resquício de maturidade,
Sem a legitimidade das circunstâncias.
Neste lugar – A sobrevivência,
É tão surreal quanto a existência.

Manipulação abstrata


A revolta impregnada em nossos corpos,

Clama por uma justiça que não acontece.

Entra ano e sai ano –
São sempre as mesmas coisas,
Iguais planos.
Na impolidez de lamentos,
Do escárnio ao sacrifício.

Juventude perdida,
Na insatisfação que levam as suas vidas.
Aos que aqui ficam:
Dor e sofrimento –
Martírio sem fim.

Marcas de um governo corrupto,
Falta de compaixão com os demais.
De modo cruel –
Impondo uma assinatura surreal,
A fogo – Queimando a carne.
Flagelados – Humilhando-se –
Por resquícios de dignidade.

Eles te oferecem a cura pela igreja,
Tudo forjado - Está não vem -
Mas não te dão o básico.
Emprego – Moradia – Alimentação –
Tornam-se palavras malditas,
Em seus vocabulários.

Ao pobre  -
Nenhum direito a evolução humana.
Enxergados como zumbis,
Usados como trampolins –
Vagando de um lado para o outro.
Como sardinhas dentro de latas,
Transportes que não valem de nada.

Argumentos forjados para nos manter,
Invisíveis cárceres –
Na mente a prisão.
Ilusões de liberdade –
Mera formalidade,
São os cadeados.

Palavras vazias:
Não levam para lugar nenhum.
O ódio:
Colocando-nos no espaço comum.

A manipulação,
O esporte preferido –
Maquiando uma realidade que não existe,
Fomentando prazeres egoístas.
Aos menos favorecidos,
Nenhuma condição.
As atitudes não condiz com a verdade,
Olhares incrédulos,
Em frente ao espelho –
A pose (o ódio) narcisista.
É necessário que haja –
Uma luz no fim do túnel.
Uma razão pelo o qual –
Nunca se desista.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2022

Sanguessugas


A fúria –
Entorpece os sentidos.
Como desbravar –
Novo mundo,
Com os punhos –
Os pés –
Acorrentados?

A revolta,
Rasgando na carne.
Cor de carmim,
Devotada.
Santa Imaculada,
Vertendo veios –
De sangue.

Açoites –
Dilacerando o corpo.
Atitudes imorais,
Velhas políticas.

Nada renovado,
No céu azul.
Torna-se cinzento,
Sobre as nossas cabeças.

Jogo desigual,
Não encaixam as peças.
Políticos corruptos,
Entregando-se às trapaças.
Como sanguessugas,
Agem feita traças –
Corroendo a constituição.
Deixando em frangalhos,
A população.

Os anjos caídos,
Ao contrário do retrato –
Configurado.
A demonstração:
Pela igreja –
Somos manipulados.
(Nem todos!)

A humanidade –
É um mistério,
Muitos tentam decifra-lo.
Enigmas sempre presentes,
Neste caos.
Atordoando-nos –
Um prato cheio –
Para tentar nos enganar.

Na involução,
Caminhando à passos longos.
Acelerados –
Como o mal caratismo.
Crenças e seitas –
Fanatismos,
Tentando colocar a ordem,
Mascarando os objetivos.
Desordem –
O desamparo.

Estado prepotente,
Tratando os demais;
Sem alguma pena,
A não ser a da morte.
Seja de qual jeito for,
Na intolerância de atitudes.
Ou nas mãos do capataz,
Em pleno século XXI.
Não há remorso,
Algo que o detenha.

Amanhã –
Pode ser qualquer um.
Na livre estatística,
Não há objeção.
Seguindo a condição,
Incontáveis são os números -
Não existe o mínimo.

Quanto menos –
Mais para os seus bolsos.
Mundo cruel –
Dotado de superficialidade.

Racismo (ciclo vicioso)

 


Qual o valor de uma vida?
Está de acordo com o seu tom de pele?
Quanto mais melanina –
Possui a menor cotação?

Racismos –
Preconceitos –
Estampados pela vitrine,
Promovendo o caos.
Crimes a céu aberto,
Em plena luz do dia.
Um ciclo vicioso –
Será que terá fim?

Posso ter a pele branca,
Mas já presenciei –
Tamanho disparate.
Rasgando na alma –
Dos irmãos.
Pessoas sem noção,
Julgam-se superiores.
(Vai tomar no...)
Cambada de mal feitores.

Não compactuo –
Com tal desmazelo.
O sangue de antepassados,
Grita na essência.
Injustiça andando de mãos dadas,
Com quem deveria zelar.

Jogados às traças,
Na batalha campal –
Pela sobrevivência.
Uma guerra desigual,
Travando a luta cotidiana.

Quem é que fomenta,
Todo esse mal?
Incentivando:
O ódio e o rancor.
Na escassez de alimentos,
Até quando existirão:
Estes momentos?

Por onde andará o amor?
Pessoas desvalidas –
Julgadas pela falta de oportunidades.

No presente -
Vislumbro um amanhecer diferente,
Refazendo todo o sentido –
Com o respaldo para a paz.
Desvanecendo a dualidade,
Tratando-nos com igualdade -
Desmistificando resquícios de insatisfação.

A nobreza de nossos atos,
Fará com que tenhamos –
Impactos positivos.
Para que a nossa breve existência,
Não seja esquecida.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2022

Consequências do descaso


Invisibilidade,
Segmento –
Compasso.

Dança translúcida,
Nuances de cores no céu.
Efeitos da aurora boreal?
Não!
Gases tóxicos –
Fomentando a poluição.

A humanidade –
Cada vez mais ameaçada.
Plantando –
Colherá a própria extinção.
Destruindo –
O que não construiu,
Com o poder da ignorância.
Não sobrará –
Alma viva neste chão.

Os dias estão passando rápido,
Não percebemos os anos se findarem –
Em meio à tanta correria.
O que era simples,
Perdeu o seu valor.
O que sobra:
Meros devaneios de riquezas –
E desamor.

Os pobres animais indefesos,
Pagando muito caro –
Com as próprias vidas.
Um sofrimento –
Enxergado por poucos,
Negligenciado pela maioria.

O que vale:
É o ter –
O obter –
A qualquer custo.
Não importa o quanto caro,
Isso valha.
Não pensando:
Em suas consequências.
Estás serão cobradas,
E não tardará para tal momento.

Haverá um grande evento,
O apocalipse,
Preparado estrategicamente.
A Mãe Natureza –
Derramará toda a sua fúria,
Naqueles que a devastam.
Para expulsar –
A raça mais impiedosa:
Que somos nós –
Os seres humanos.

Não adiantarão:
O choro –
Os pedidos de clemência.

Somente desse modo –
A beleza reinará.

Jogos de interesses


Em queda livre,
Caindo em imenso buraco –
Sem fim.

Guerras modernas –
Trapaças –
Malefícios de uma época obscura.

O progresso –
Deu lugar a involução.
Seres humanos –
Digladiando-se:
Cabo de guerra,
Ambição,
Velhas práticas.
Não fogem às estatísticas,
Fomentando o ódio e o rancor.

Nações –
Jogos de interesses.
Seguindo o rito de sórdidos fetiches,
No tabuleiro,
Permanecem as regras,
De quem tem mais dinheiro –
Para esbanjar.
Demonstração do poderio bélico,
Enquanto, crianças choram de fome –
Quase sem forças,
Desnutridas -
Não há o amparo.

O Estado,
Resume-se a cabide de empregos –
Oprimindo os cidadãos.
Crucificando-os:
Por crimes não cometidos.
A população –
Em chagas abertas.
O rombo flamejante,
Em seus estômagos.

De onde vem o perigo?
Ameaças do país vizinho?
Ou de quem compartilha da igual Pátria?

Não é a mesma que nos pariu!

Rejeitados –
Julgados –
Por parecermos menos.
Menor poder aquisitivo,
Versus –
Com o maior poder de compra.
Na falta de sutileza -
Na superficialidade do capitalismo.

Retirante do pedaço de chão servil,
Sotaques que se complementam.
Pobres –
Favelados –
Unidos pela mesma vontade:
Pedacinho de terra,
Ou emprego que o sustente -
Sem a ameaça da violência.
Com o direito de ir e vir –
Na paz.

Em queda livre,
Caindo em um imenso buraco –
Sem fim.

Em dias à fio,
Na inconstância dos acontecimentos.
O que nos reserva,
O amanhecer seguinte?
Isso é, se ele virá –
Se não for interrompido,
Por uma fatalidade.
Ou pela covardia,
Na eminência de qualquer ataque,
Pelo meio do caminho.
Pondera, a crueldade,
Em desalinho.

Desolados –
Passo a passo.
Numa mesma direção:
Na luta –
Na labuta,
Fervorosa em meio a desolação.

A energia –
Transmutando-se –
Entre um embate ou outro,
Na resiliência.
Às vezes, sem um pingo –
De paciência.
A sinergia –
Em compasso,
Reerguendo,
Buscando sobressair –
Do íntimo do nosso ser.

Em queda livre –
Nunca desistindo.
De pé –
Ou de joelhos,
É outro dia.
Olhar fixo,
Em frente ao espelho.
Na esperança da reviravolta,
Quem sabe, o tempo ainda não acabou,
E essa jogada, possamos reverter.

domingo, 30 de janeiro de 2022

Percepção interdimensional

 


Cada um vive a realidade que lhe condiz,
De acordo com a sua percepção -
Correta ou não.
O ser humano sofre a pressão,
Sobre a sua cabeça a polarização.

Há quantos lados neste entrevero?
Quem dorme tranquilo,
Com a consciência no travesseiro?

Brigas –
Manipulação –
Falsas notícias –
Difamação –
Julgam-se o certo.

A religião na miscelânea,
Com atos políticos –
Uma imagem distorcida.
Neste balaio de gatos,
Quem é o incorreto?

Nunca se saberá,
Em julgamentos –
Puxando a sardinha para si.
Mostrando –
Apontando os erros alheios.

Olhando fixo para o espelho,
Na tentativa –
De não tentar se transparecer.

Nada fica encoberto,
A verdade vem com o tempo.
Quando não houver mais remédio,
De se reverter este quadro.

No meio de efêmera utopia,
Permanecem o que mais sofrem.
Pessoas que nada têm,
Ajeitam-se na luta –
Pela sobrevivência.

O Estado –
Em total covardia,
Quanto ao escárnio.
Somos obrigados –
A tolerar.

A vida –
É cheia de altos e baixos.
O futuro demonstrará,
De fato, quem é o detentor –
Da sonhada razão.

A soberania –
A resiliência –
É maior do que todo o poder,
Que subjugam na face da Terra.

A ambição –
É a pior droga de uma sociedade,
Injusta com os seus.