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quinta-feira, 2 de dezembro de 2021

Continuo escrevendo

 


A quem interessar:

Continuo escrevendo,

Isso faz parte de mim.

As letras são a junção de minha alma que, de pedacinhos em pedacinhos vão formando o desenho daquilo que sou ou o que desejo ser.

A minha maneira de encarar a vida -

As mesmas palavras subliminares que, povoam a mente permitem que sintam sensações, embora desconhecidas por meu corpo, ao mesmo tempo fazem com que elas sejam reconhecidas.

Quero tudo!

Desejo viver o novo,

E reviver o que foi de bom.

Por isso, espero o tempo passar e fazer com que revivam o que for de melhor na lascívia que mexe com o meu tesão e floresça como na primavera o sabor de uma grande paixão.

Continuo a escrever!

Esta é a minha arte,

É mais fácil ela me deixar -

Do que eu abandoná-la.

Já que é impossível!

Pois as nossas essências estão misturadas,

E uma não sobrevive sem a outra.


Quando escrevo


Quando escrevo -

A minha mente vagueia por lugares antes desconhecidos em minha vida terrena.

Os meus dedos deslizam a caneta pelo papel revelando detalhes de vidas passadas.

Em forma da tela de um pintor ilustrando as palavras.

Sou uma desenhista -

Da escrita,

Das sensações sentidas -

Das reações na pele contidas.

Os meus textos me levam por trilhas que desejo seguir,

O meu espírito vaga livre por caminhos que já pisei.

Em mundos que vivi...

Outrora por outros que várias vezes regressei,

E que agora revivo nas lembranças que imperam em minha essência.


Entre o real e o imaginário

 


As minhas ideias, misturadas com as inspirações e a sede de eternizar um fato ou um momento ao escrever. Brota do cotidiano... De fatos que acontecem na sociedade e na mídia.

Também falo de sentimentos,

De sentimentos e desabafos. 

De revolta com algo ou alguma coisa que não aceito, ou seja, do meu agrado.

As minhas personagens de contos, poesias, vêm de acordo com o que sinto. Crio a personagem e, coloco-me na pele de cada um deles, pensando como fulano agiria se fosse de verdade... De carne e osso? Qual seria o seu caráter? Como seria a sua índole? O que faria se estivesse em determinada situação?

Muitos que lêem os meus textos fazem-se as seguintes perguntas:

Será que é verídico? Será que é real?

Será que foi vivido pela autora?

Ou será que foi com alguém bem próximo a ela?

Essas questões procuro deixar no ar, fazendo com que o leitor imagine a leitura, o enredo que, entre... Adentre na história e fantasie seus personagens ou que, seja um deles da maneira que seja o seu gosto. Que imagine mulheres loiras, morenas, negras... Mulheres de corpos esbeltos e esguios, ou com uma carnezinha a mais.

Quando escrevo, não penso somente na história, no desenrolar da trama.

O leitor precisa se sentir bem que, haja o interessa pelo o que está lendo e que, não fique algo pesado e cansativo.

Todo e qualquer tipo de leitura precisa transmitir prazer, trazer uma nova sensação de relaxamento.

Então, procuro com que o leitor reflita, sinta e interiorize cada palavra ou pensamento transmitido.


Crônica de outono

 


Tento pensar,

Em escrever algo -

Mas o tempo passa.

A minha mente está igual a uma mistura de todas as cores,

Ficou tudo branco.

Não parece que sou eu -

Pois estou idêntica a alguém que não tem sentimentos.

Estou igual a uma pessoa que não tem nenhum resquício qualquer de talento ou criatividade.

Às vezes, penso:

Será que ficarei igual a elas?

Às vezes, acredito:

Que estou ficando igual a todas elas, com um coração tolhido pelo vazio.

Mas não fraquejarei!

Ah...

Se elas soubessem do que sou capaz!

Essas pessoas são inúteis e, incapazes de olharem à sua volta.

Capacidades têm sim -

Apenas para verem os seus próprios umbigos sujos e imundos.

As suas mentes são cruéis, mas jamais vão se apoderar da minha.

Elas tentam me alcançar,

Os meus pés estão a léguas de distância delas.

O que vejo dentro de mim nesse exato momento?

Onde a chuva fina teima em cair cortinando o céu,

O que há dentro de mim nesse mesmo instante?

Onde vidas se perdem lá fora em goles, de picadas, tragos e pó entorpecendo suas dores.

No fundo eu sou igual a elas, anestesiando-me!

Não desejando pensar em algo que em enfraquece.

E para me mostrar à forte, finjo que nada mais existe a minha volta. E dou conta apenas daquilo que me faz bem e que, nada mais me basta.

Entrego-me ao vicio de estar aqui desenhando letra por letra na pauta do caderno que, sem reclamar ou ficar cansado suporta o meu incansável desabafo.

Na verdade, prefiro estar na companhia de um doce animal de estimação, mesmo que não seja o meu, embora este já não o tenha mais ao meu lado, do que ficar ao lado de quem ali não me deseja.

Preciso... Necessito estar na companhia dos meus... Daqueles que aceitam a simplicidade de minha alma do que os rompantes dos holofotes.

Estou aqui nesta sexta-feira que, poderia ser 13, mas não é, tentando contemplar a beleza de um anoitecer de outono, onde não apenas os sentimentos ficam cinzentos, como a paisagem esperando quem sabe florescer em um belo dia de primavera.


Tento pensar,

Em escrever algo -

Mas o tempo passa!

Creio que seja melhor deixar para amanhã -

Quem sabe se o sol brilhará, banhando-nos com seus raios e nos dando a energia que tanto nos revitaliza.

Quem sabe?

A única certeza é de que o cansaço chega e preciso dormir.

Fé em Deus!

Amanhã será tudo bem mais diferente,

Espero -

É o que desejo.


Apneia

 


Encontrava-me há alguns dias sem escrever.

Isso se deu devido à correria do dia a dia, inúmeras coisas a se fazer.

E quando não o faço...

E quando não escrevo.

É como se faltasse algo para o dia ser completo, ou seja, o próprio ar entrando por minhas narinas.

Agora compreendo que é necessário um tempo assim como este, no silêncio da manha para vasculhar os meus pensamentos a divagar por estas linhas, antes de começar a compor um novo texto sobre literatura.

As ideias estão aqui todas embaralhadas em minha mente... Presas... Fervilhando... Loucas para saírem, expressarem-se através de meus dedos e ficarem impressas na pauta do caderno, já que estou sem meu computador.

Preciso...

Necessito!

Pois quando escrevo...

A minha alma se liberta!

Exorcizando os fantasmas que há dentro de mim.

E se algum dia for compelida a não mais escrever...

Podes ter certeza...

Estarei morrendo aos poucos...

Definhando em minha própria solidão.


Matemática da vida

 


Sou tão simplesmente -

+ Poetisa

+Letrista

+Contista

+Cronista

+Licenciosa

Etc. e tal.


Mas o fundamental,

Não sei fazer:

Como viver.

O principal:

A minha própria vida;

Crio...

Recrio...

Invento personagens.


Eis a minha triste sina,

Que compõe os meus dias -

Vagos,

Vácuos.

- Densos

- Propensos

- Intensos

Em total nostalgia.


Embriaguez de sono



O meu sono -

O meu cansaço -

Não me deixam pensar,

Raciocinar tão menos.

Procuro deixar as ideias em seus devidos lugares,

Tento colocá-las em ordem... Busco encaixar as palavras nos eixos.

Tudo fica distorcido diante de minha visão turva, entorpecido pela estranha sensação que me inebria, desconcertando o meu cérebro.

Preciso dormir!

Necessito descansar!

Almejo algumas horas de sono... Para alguns instantes se passarem, sem que veja que algo aconteceu ao meu redor.

E acorde para recomeçar de onde num exato momento eu apaguei.

Desconectei os meus sentidos embriagados pelo torpor que a mim comandava.


Meu espírito de liberdade


Sou apaixonada por borboletas...

Amo borboletas!

Pois elas representam o espírito de liberdade que trago dentro de mim.

O mesmo espírito de liberdade que desejaria ter em minha vida afora.

Por que preciso viver dessa forma?

De pensar, raciocinar e não poder expressar minhas ideias e pensamentos por medo de me tornar o escândalo em pessoa.

Tenho pensamentos à frente do meu tempo.

Possuo ideologias que caminha à frente da hipocrisia imposta pela sociedade.

Não faço como certas pessoas que, reprimem-se para se adequarem à maneira dos hipócritas que se acham e se fecham, tornando-se volúveis de acordo com as suas necessidades.

Não vou mentir!

Dizer que não recuo diante das adversidades que a vida me apresenta.

Faço isso sim!

Mas não para me proteger dos falsos moralistas.

Quantas vezes dei à cara a tapa?

E quantos tantas eu levei sem menos esperar!

O que posso fazer?

Se me vejo presa às amarras de uma gente grossa, ignorante e sem escrúpulos?

No entanto, estou aqui trancafiada em meu quarto, procurando curar as feridas que nunca cicatrizam, tentando não me ferir ainda mais.

Eu sei que em um momento terei que sair.

E será inevitável não ganhar como prêmio de consolação mais um ferimento para a minha extensa coleção.

Assim que se segue a vida -

Com seus prós...

Com seus contras...

Assim que se segue a vida -

Arrebentando os nós que me prendem as chagas em meu corpo.

Até que algum dia chegue o instante agendado para a minha partida e que, tudo isso um dia acabe.

O meu espírito se fará livre como à linda borboleta pelo céu a volitar.


A escrita


Em mais um dia em que, o cansaço supera todas as expectativas...

Fico aqui pensando e me argumentando:

- Quantas histórias eu já escrevi?

- Quantas eu as imaginei?

- Quantas eu desejei ser a protagonista?

- Ou quantas eu já protagonizei?

São números que no momento não saberei responder.

A única certeza é de que se fizer um relatório, todas as respostas serão respondidas até no dado momento.

Pois no futuro surgirão ainda outras mais para enfatizar essa minha de rameira da escrita.

Não me acho louca! E sim autêntica, por deixar escrito tudo aquilo que acredito. O meu lado espiritual, humano e o meu lado mulher fêmea de ser.

Cada novo texto é uma aprendizagem.

Escrever é um exercício em que o ser humano pode descobrir a si próprio.

Deva ser, por isso, que me conheço tanto e, faço jus ao papel que me cabe.

Sem escrever, tomo-me apenas um rascunho daquilo que sou.

No momento, as letras são minhas amigas. Pois elas me compreendem e me aconselham em tudo o que me é necessário.

E não há melhor companhia do que a si mesmo. Para embalar um monólogo, desvendando assim todas as inquietudes e angustias que ao meu ser afligem.


Sinceramente não sei porque escrevo


Não sei por que escrevo,

Se as minhas palavras não serão mais lidas.

Se estas mesmas palavras ficarão guardadas nas inúmeras páginas de meus fichários.

Sinceramente!

Quando eu não estiver mais aqui, não serão as minhas palavras e, sim de quem lê-las e/ou se apropriarem delas.

Mas espero que estas mesmas palavras possam trazer o conforto para quem em determinadas situações façam parecer difíceis.

As palavras que aqui deixo registradas há muito mais de mim do que a minha própria aparência fala ou demonstra.