Quebraram-se os espelhos,
E a cada minuto –
Fragmentam-se à minha frente,
Nesta mentira distópica.
Onde pessoas vagam sem nenhuma razão,
Afundando-se neste mar de ilusão.
Fugindo-se de si mesmas,
Falsa realidade.
Contaminando-se com o caos,
Alimentando de sombras.
Sem ao menos perceberem, loucura,
Não há julgamentos -
Nem tão pouco indagações.
Cada um oferece o que tem,
Esse modo de vida –
Não me entretém.
A simplicidade, ato de coragem,
Desfazendo-me da própria imagem.
Co-criando novos espaços,
Multifacetados e interdimensionais.
A consciência em evolução,
Com o foco na emoção.
Não venha me dizer,
Que seja alucinação.
A serem preenchidos,
Há imensos espaços.
Emergindo sobre os céus,
Constelações.
Inúmeras Galáxias,
Desfazendo-se os véus.
Revelando o extraordinário,
Almas pressentindo as reações –
Vagando à procura de algo.
Ansiando por respostas,
Abrindo o portal do conhecimento.
Compreensão dos acontecimentos,
O tão sonhado encantamento.
Seguimos um ritmo fora do compasso,
A maior parte da humanidade relapsa.
Permite ser manipulada,
Entretenimento da discórdia.
Usando de subterfúgios,
Ataques diretos ou indiretos.
A ordem é a destruição,
Não fugindo dos fatos.
Para quê medir os próprios atos?
Se a verdadeira intenção é a devastação,
Sem moderação a intensidade.
Quanto mais aniquilar, inflando os lucros,
No sentido aleatório.
A promover a turbulência na sociedade,
Assim, forjar o teatro das atrocidades.
Pagando um alto preço,
Seres inocentes sem noção da realidade -
Insuflando o ódio e a subversão.
Qual será o efeito do cataclisma,
Para a população?
Um olhar vago em qualquer direção,
Ao que nos espreita no futuro.
A falta de diálogo, a sublimação,
Guerras sem precedentes,
Ameaças nucleares.
Pequenos órfãos,
De algum lugar remanescente.
Quem é o vilão,
Ou o mocinho da história?
Cartas na mesa –
Também manchadas na manga,
Escondidas, um jogo devastador.
Agem com promiscuidade,
Sem moral, escrúpulos ou pudor.
Na omissão velada,
Talvez escancarada.
Os humanos sem essência,
Os atropelos gerando pavor.
Se em algum momento,
Sairemos deste ciclo sem fim.
Um refugo que nos traga alívio,
Na tentativa de realizar o diferente.
Mas voltamos ao velho hábito,
Atando-nos à maldade –
Agindo pelo ego e a ganância.
Quando finalmente terá um final?
Afim de compartilharmos a lealdade,
Entre os semelhantes.
Ensaiarmos uma dança,
Repleta de harmonia.
As crianças convivendo em paz,
Transbordando de alegria.
Que tudo se faça novo,
Renovando-nos com esplendor.
Transbordando as estrelas de amor.
Esse desejo,
Não é mera utopia.
A humanidade -
Tem por necessidade:
Expandir a luz,
Arrefecendo o mal.
Construindo tempos de abundância,
Desfrutando da prosperidade.
Sejamos luz!!!