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quarta-feira, 8 de abril de 2026

O poder da manipulação

 


Não há nenhum sentido,

Para os que querem a manipulação,

A verdade não deve ser falada.

Aos que agem com indignação,

A verdade precisa ser demonstrada –

Também confrontada.


São tantas as vertentes,

Em múltiplos paradoxos.

Um tanto quanto paralelos,

Desmisticando os elos.

Espelhando-se na fragilidade humana,

Em impactante vulnerabilidade.


Para quê a educação?

Qual é a razão para ensinar o raciocínio lógico,

Se quanto mais emburrecimento, melhor.

Para os que usufruem de milhões e privilégios,

Enquanto, a classe trabalhadora,

Segue cada vez mais oprimido, endividada.

O fato é que nunca saberemos o fim,

Todos vivenciando um dilema, enfim.

Em um teatro falido,

Em monumentais proporções.


Neste cenário caótico,

Arrefecendo multidões.

Promovendo desenfreadas emoções,

O Governo nos atravessando, avassalador.

Cada um que conviva com a própria dor,

Dando a cara a tapa, o  lado oculto.

Não escondem mais o vil vulto,

Zero demonstração de surpresa.

O que tem a dizer em sua defesa?


Quem é aos seus, não se regenera, crueldade,

Provocando inúmeras atrocidades.

Impactando os despertos,

Saindo da zona de conforto, 

Percorrendo desertos.


O que construímos, desmoronando está,

Falsos castelos de areia.

Somando-se a milhares de vítimas,

Destruídas as histórias, soterrando sonhos.

Assim, são os versos que componho,

Navegando pela rede, 

Ou entranhado em algum fichário na prateleira,

De vez em quando limpando, e não acumular poeira.

Quem os lerão?

Somente mera pretensão.


A dualidade pregando o alto flagelo,

A convivência e o desamor.

A dissociação, deixando rastros,

A perversão no formato da negligência.

Andando de mãos dadas, ampla comunhão,

Recriando a barbaridade desumana.

Em condições deploráveis,

O efeito dominó devastador.

Recriando conflitos,

Desconfigurando o futuro.

O retrocesso, de volta ao passado,

E não é um filme, desolador.


Guerras, batalhas armadas,

Ameaças nucleares,

Ceifando vidas.

Podendo dizimar nações inteiras,

Enterrando-nos em suas loucuras.

Transformando o azul do céu,

Em completo escarcéu,

No tom frio e acinzentado.

Derretendo o asfalto,

Queimando o concreto,

Devastando as verdes florestas,

Eliminando o oxigênio,

De sobra o gás carbônico.


Simplesmente tão inquietante,

Toda essa agitação, ansiedade.

O poder da caneta e sua destruição,

“Governantes” brincando de Deus,

Decidindo quem vai morrer ou não.

Entre os defeitos colaterais, 

E a devastação.


O que de verdadeiro acontece –

Por detrás dos holofotes?

Sem cerimônia, aguardam o instante certeiro,

Para dar o bote,

Uma cobra peçonhenta.

Na hora H, no dia D,

As consequências sofremos no rebote.

Sem dignidade,

Sem alguma condição.

O viver como resistência,

A densidade e suas indulgências.


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