Não há nenhum sentido,
Para os que querem a manipulação,
A verdade não deve ser falada.
Aos que agem com indignação,
A verdade precisa ser demonstrada –
Também confrontada.
São tantas as vertentes,
Em múltiplos paradoxos.
Um tanto quanto paralelos,
Desmisticando os elos.
Espelhando-se na fragilidade humana,
Em impactante vulnerabilidade.
Para quê a educação?
Qual é a razão para ensinar o raciocínio lógico,
Se quanto mais emburrecimento, melhor.
Para os que usufruem de milhões e privilégios,
Enquanto, a classe trabalhadora,
Segue cada vez mais oprimido, endividada.
O fato é que nunca saberemos o fim,
Todos vivenciando um dilema, enfim.
Em um teatro falido,
Em monumentais proporções.
Neste cenário caótico,
Arrefecendo multidões.
Promovendo desenfreadas emoções,
O Governo nos atravessando, avassalador.
Cada um que conviva com a própria dor,
Dando a cara a tapa, o lado oculto.
Não escondem mais o vil vulto,
Zero demonstração de surpresa.
O que tem a dizer em sua defesa?
Quem é aos seus, não se regenera, crueldade,
Provocando inúmeras atrocidades.
Impactando os despertos,
Saindo da zona de conforto,
Percorrendo desertos.
O que construímos, desmoronando está,
Falsos castelos de areia.
Somando-se a milhares de vítimas,
Destruídas as histórias, soterrando sonhos.
Assim, são os versos que componho,
Navegando pela rede,
Ou entranhado em algum fichário na prateleira,
De vez em quando limpando, e não acumular poeira.
Quem os lerão?
Somente mera pretensão.
A dualidade pregando o alto flagelo,
A convivência e o desamor.
A dissociação, deixando rastros,
A perversão no formato da negligência.
Andando de mãos dadas, ampla comunhão,
Recriando a barbaridade desumana.
Em condições deploráveis,
O efeito dominó devastador.
Recriando conflitos,
Desconfigurando o futuro.
O retrocesso, de volta ao passado,
E não é um filme, desolador.
Guerras, batalhas armadas,
Ameaças nucleares,
Ceifando vidas.
Podendo dizimar nações inteiras,
Enterrando-nos em suas loucuras.
Transformando o azul do céu,
Em completo escarcéu,
No tom frio e acinzentado.
Derretendo o asfalto,
Queimando o concreto,
Devastando as verdes florestas,
Eliminando o oxigênio,
De sobra o gás carbônico.
Simplesmente tão inquietante,
Toda essa agitação, ansiedade.
O poder da caneta e sua destruição,
“Governantes” brincando de Deus,
Decidindo quem vai morrer ou não.
Entre os defeitos colaterais,
E a devastação.
O que de verdadeiro acontece –
Por detrás dos holofotes?
Sem cerimônia, aguardam o instante certeiro,
Para dar o bote,
Uma cobra peçonhenta.
Na hora H, no dia D,
As consequências sofremos no rebote.
Sem dignidade,
Sem alguma condição.
O viver como resistência,
A densidade e suas indulgências.

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