Um mar revolto,
Um terremoto a nossa volta.
Nada de canção de ninar,
Estrondos cortando o céu.
Luminescência rabiscando o ar,
O Planeta Terra em ebulição.
Quem desvendara a última equação,
De cálculos infinitos?
Decifrando a distância,
Enquanto, pessoas tombam ao chão.
Dissimulada intolerância,
Descartados como velhos troféus.
Ao outro imputando a falta de importância,
Como mercenários tomando de assalto.
Amassadas as panelas, vazio estão os pratos,
A dignidade arrastada na lama e no asfalto.
Como ficamos sob o impacto da turbulência,
Cansados, exaustos no torpor da resistência?
De que adianta gritar senão seremos ouvidos,
Como a ameaça de tsunami, engolidos.
O caos nos envenenando pouco a pouco,
Até quando nos manteremos dispostos,
E lutar contra toda a maldade?
Neste cabo de guerra, deslealdade,
Por onde andara a verdade?
Em quem confiar? Imprudência,
Persistirmos em velhos erros, incumbência.
O poder da manipulação,
A mente em completa exaustão.
Sob a moral o escárnio,
Sem controle as águas turbulentas.
A massa, a racionalidade lenta,
Todas as pedras nas mãos.
De ambos os lados,
Cadê a consideração?
No final das contas, saímos todos frustrados,
Tamanhas perdas, inconsoláveis.
Perecendo vidas, totalmente falidos,
Dos sentimentos, a dissociação.
Perdemos de fato a noção,
A violência sem cerimônia, ascensão.
O crime em larga escala, falta de razão,
A cada dia mais encurralados.
Não encontramos a saída,
Aos despertos o anseio do retorno, contrapartida.
Jogados em meio ao olho do furacão,
Na dualidade partindo ou não da emoção.
E qual será o momento propício,
Poderemos ter o sonhado alívio?
É está labuta desde o início,
Almejando o oxigênio.
Nascemos entre a rejeição e a aceitação,
Ou ainda a tolerância.
No pequeno corpo frágil a persistência,
De ser, de se tornar e ser aceito.
Com ou não sem afeto,
Nem sempre obtendo o êxito.
Fazendo-os nos engolir goela abaixo,
Tratados como um qualquer, lixo.
Tornando-nos guerreiros, a essência de luxo,
No empoderamento complexo.

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