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segunda-feira, 29 de junho de 2026

Bandeira da comunhão


 


Ruíram-se os castelos,

Quebraram-se os elos.

Perdeu-se o prometido,

Entrelaçaram-se os pecados.


Permanece a fragilidade,

Entre a razão e a reação.

Imperfeita a realidade,

Em milhares de cacos, coesão.


O emaranhado, vis distrações,

Na distorção de fatores.

Ao paladar, os dissabores,

Desvanecendo os amores.


Ressoa como a quimera,

Resplandecente essa loucura.

Na terceira dimensão, desventura,

Nos sonhos, coloridas aventuras.


As horas, triviais pensamentos,

Horas a fio, dissonante lamento.

Perdida por serenos devaneios,

Contemplo o céu, no peito o anseio.


Há quem diga que não é verdade,

Arrefecendo a melancolia, felicidade.

Acredito no impossível, translúcido,

Na alegria imensurável, atrevido.


A ternura, se esta é uma missão,

Transcrever cada verso, psicografia.

Nos arquivos arkasticos da essência,

No Universo emoldurando a emoção.


Carrego no peito indelével alegria,

De transformar ações em harmonia.

Bailando no compasso, a persuasão,

Tremulando a bandeira da comunhão.







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