Ruíram-se os castelos,
Quebraram-se os elos.
Perdeu-se o prometido,
Entrelaçaram-se os pecados.
Permanece a fragilidade,
Entre a razão e a reação.
Imperfeita a realidade,
Em milhares de cacos, coesão.
O emaranhado, vis distrações,
Na distorção de fatores.
Ao paladar, os dissabores,
Desvanecendo os amores.
Ressoa como a quimera,
Resplandecente essa loucura.
Na terceira dimensão, desventura,
Nos sonhos, coloridas aventuras.
As horas, triviais pensamentos,
Horas a fio, dissonante lamento.
Perdida por serenos devaneios,
Contemplo o céu, no peito o anseio.
Há quem diga que não é verdade,
Arrefecendo a melancolia, felicidade.
Acredito no impossível, translúcido,
Na alegria imensurável, atrevido.
A ternura, se esta é uma missão,
Transcrever cada verso, psicografia.
Nos arquivos arkasticos da essência,
No Universo emoldurando a emoção.
Carrego no peito indelével alegria,
De transformar ações em harmonia.
Bailando no compasso, a persuasão,
Tremulando a bandeira da comunhão.

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